Quando eu cheguei ao Norte do Paraná no início dos anos 60 aqui o nordestino era discriminado e sofria o que só agora se conhece como bullying. Curiosamente, todos os nordestinos eram chamados pejorativamente de baianos, fossem de onde fossem – de Pernambuco, Ceará , de Alagoas ou da Paraíba.
Anos depois, já na década de 80, o advogado, jornalista e escritor Laércio Souto Maior, pernambucano de Caruaru, publicou um livro com o título provocador “São os Nordestinos uma Minoria Racial ?”. Para o tipo de xenófobo caboclo do Sul e do Sudeste do país, parece que sim, somos uma minoria racial. O que a elite brasileira e a classe média metida a besta não perceberam ainda é que o Nordeste mudou. Mudou de patamar econômico, porque histórica e culturalmente é a região mais iluminada do país desde Cabral.
O Nordeste hoje é uma região promissora, produtiva e a despeito da seca, sempre pronta a oferecer os melhores indicadores econômicos para o crescimento da economia brasileira. No turismo, então, é incomparável. E o que dizer do campo das letras e das artes? Alguém em sã consciência discordaria da importância para a cultura nacional, em todos os tempos, de figuras como Jorge Amado , Luiz Gonzaga, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Wagner Moura, Ariano Suassuna e Graciliano Ramos?
O Brasil é o Brasil brasileiro, o mulato inzoneiro de Ary Barroso, o país do samba, do axé, do shot , do vanerão , do sertanejo raiz, do maxixe e do baião. É o Brasil de irmã Dulce, de Dom Helder, de Herzog, de Pelé, de Rui Barbosa, de Dr. Ulysses. É o Brasil de Milton e de Nilton Santos, é o Brasil de todos os santos e de todos os encantos. Somos uma nação e portanto, não queiram dividi-la pelo ódio ideológico e pela imbecilidade que volta e meia tenta sequestrar o nosso verdadeiro patriotismo em nome de uma defesa infundada de costumes, tão falsa quanto nota de 3 reais.
Viva o povo guerreiro do nordeste e viva o povo brasileiro, pois é Jornalista Messias Mendes as joias recebidas pelo ex-presidente , hoje Presidiário Jair Bolsonaro (PL) custam caro até hoje para o povo brasileiro — especialmente para o Nordestino e Nortista.
Todo mês, quando o trabalhador vai abastecer, paga a conta de decisões irresponsáveis e lesa pátria tomadas naquele período.
Isso porque, junto com Paulo Guedes, Rogério Marinho(PL) e Tarcísio de Freitas(Republicanos), foi implementada uma política que vendeu ativos estratégicos da Petrobras, como refinarias no Norte e Nordeste e a BR Distribuidora, hoje Vibra Energia.
Com isso, a política energética brasileira ficou enfraquecida, sem instrumentos diretos para conter abusos e equilibrar preços.
O resultado é o que se vê agora: diante de tensões internacionais, como a guerra contra o Irã , promovida pelo extremista de direita, Donald Trump, o preço dispara — mas, sem a atuação direta da Petrobras, o impacto é ainda maior.
No Rio Grande do Norte, por exemplo, o combustível subiu 33% em poucas semanas, mesmo que a Petrobrás tenha aumento um centavo no preço dos combustíveis (o aumento do diesel foi compensado pela zeragem dos impostos federais), levantando questionamentos sobre práticas de mercado após a privatização da refinaria local.
Ou seja, políticos de direita criam o problema e depois lucram com ele.
Ao retirar do Estado a capacidade de intervir, abriu-se espaço para aumentos que pesam diretamente no bolso do povo.
E enquanto isso, lideranças como Rogério Marinho — hoje com papel relevante na articulação política e eleitoral — seguem defendendo a mesma agenda de privatizações e medidas que atingem diretamente a renda da população.
O alerta é direto: quem paga essa conta não são os responsáveis pelas decisões, mas sim o povo, especialmente o nordestino, que sente no dia a dia o impacto de escolhas que poderiam ter sido diferentes.
Nordeste terra de Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Castro Alves, Joaquim Nabuco, Celso Furtado, Josué de Castro e Paulo Freire. De Joaquim Cardoso, José Lins do Rego e Graciliano Ramos. De Jorge Amado, o grande escritor brasileiro do século XX, Gregório de Matos, o lendário Boca do Inferno, e João Ubaldo Ribeiro.
Nordeste é luz, é alegria, é cultura, é VIDA. Viva os nordestinos!
O Nordeste é um estado de espírito. A força do nordestino e a alegria com que ele supera as dificuldades, é inspiradora. É onde vivem 30% do povo brasileiro e que ajudaram a construir a grande nação. Onde tem Brasil, tem um pouco do Nordeste.