O ex-presidente da Câmara Federal, que inventou um crime para cassar o mandato de Dilma Roussef, ressurge agora com muita força no noticiário policial. Envolvido no esquema ceriminoso de emendas parlamentares, mesmo sem mandato, como ocorre com Valdemar Costa Neto, Cunha é o autor secreto de 21 emendas parlamentares para municpípios mineiros, num valor total de R$ 6,1 milhões. Ele, que já esteve preso, está novamente na mira da Justiça, que pode mandá-lo de volta a Bangu 8. Quem está na cola de Eduardo Cunha é ninguém menos que o ministro do STF, Flávio Dino, o terror de parlamentares que se locupleam com dinheiro do orçamento da União.
O pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro enche o peito para dizer que o Pix é do Bolsonaro e o caso Master, do Lula. Primeiro: o Pix começou a ser estudado em 2014, no governo Dilma, pelo então presidente do BC Ilan Goldfajn. Ele formou uma equipe técnica altamente qualificada, liderada pelo engenheiro Carlos Eduardo Brandt. Em 2018 o Pix ficou pronto e precisaria de mais algum tempo para ser implantado. A implantação ocorreu em 2020. Mas o presidente Bolsonaro nem sabia o que era Pix, ignorância manifestada em uma entrevista coletiva quando lhe foi perguntado sobe o assunto.
Segundo: o caso Master começou efetivamente em 2019, quando o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, autorizou o Master (que antes se chamava Banco Máxima) a operar no mercado financeiro. Foi a partir daí que Daniel Vorcaro começou a deitar e rolar. Quem era o presidente da república em 2019, lembra, Sr. Flávio?
A investigação da Polícia Federal chegou ao núcleo de mais um esquema criminoso, que envolve principalmente a direita, PL de Valdemar Costa Neto e dos Bolsonaro à frente. Até agora o STF bloqueou 119 milhões em bens de Costa Neto, dinheiro oriundo do escandaloso esquema de emendas parlamentares. E olhem que o tal VCN nem deputado é. Mas a PF aponta para o uso de parlamentares de partidos da extrema-direita como laranjas. O exemplo mais reluzente é Sóstenes Cavalcante, o deputado-pastor que se apresenta como vestal mas está mais sujo do que pau de galinheiro.
O desvio de emendas parlamentares, que o governo é obrigado a pagar porque lá atrás o então presidente da Câmara, Arthur Lira, transformou em emendas impositivas , pode passar de meio bilhão de reais. É muita grana saindo pelo ralo da corrupção desenfreada. Já há quem diga que o dinheiro abocanhado nos escândalos “Anões do Orçamento” e “Mensalão”, somados é dinheiro de pinga perto do que está vindo por aí.
Ao se referir a mais esta descoberta da Polícia Federal, o presidenciável Flávio Bolsonaro, envolvido até o pescoço no caso Master, lançou sua tradicional cortina de fumaça – primeiro acusando a PF de agir seletivamente e depois tentando jogar o lamaçal que traga sua pré-candidatura no colo de Lula. Na falta de argumentos e provas que possam embasar suas leviandades, Flávio cita Lulinha, que em passado recente foi acusado até de ser dono de uma Ferrari banhada a ouro.
Você sabe o que é SLAPP – Strategic Lawsuits Against Public Participation ? Em tradução livre: Processos Estratégicos Contra a Participação Pública. Resumidamente, em tradução livre: é uma prática usada por figurões, da política e da economia , conhecida também como assédio judicial. Os alvos É usada geralmente em forma de ações para sangrar financeira e psicologicamente críticos que pretendem calar. Se é que me entendem.
“Jair não vai votar no Flávio porque tá preso. Michele não vai votar no Flávio porque odeia ele. Eduardo não vai votar no Flávio porque tá foragido nos Estados Unidos. Bem, se nem a família do Flávio vai votar nele, por que a gente votaria?”
O pré-candidato a governador Rafael Greca articula uma frente ampla de setores progressistas da política paranaense para evitar que Sérgio Moro seja eleito para a sucessão de Ratinho Júnior. A preocupação do ex-prefeito de Curitiba é de que a vitória do senador e ex-juiz da Lava Jato pode representar um passo adiante em nosso estado da direita bolsonarista. Greca não diz com essas palavras mas a leitura que se pode fazer da posição por ele manifestada é de que Moro é a expressão cabal do ódio ideológico, que faria muito mal ao povo paranaense. Concordo em gênero, número e grau com ele.
Fizeram uma pesquisa na região metropolitana de Curitiba e o candidato a governador do atual governador não chegou a 2% – 1,8% pra ser mais exato. Considerando que o grosso do eleitorado paranaense está na área de influência direta da capital, dá pra prever que Sandro Alex não decola nem que o presidenciável Flávio Bolsonaro trouxesse para cá uma plataforma do centro espacial americano.
Eu achei muito interessante a comparação que o professor de literatura João Cezar de Castro Rocha faz de Michele Bolsonaro com Lady Macbeth. No drama shakespeariano, Lady demonstra incrível avidez com a possibilidade de virar rainha. Perversa e ardilosa, ela convence o marido de que o assassinato do rei é um passo imprescindível para ele herdar o trono. Mal comparando com o caso real do clã Bolsonaro, parece claro que Michele estimulou muito o seu galego a dar um golpe de estado.
Agora , coloca o marido presidiário contra a parede, para rifar o filho Flávio e abrir caminho para que seja ela a candidata a presidente da república. O fato concreto é que Michelle jogou um balde de água no barril de chopp do enteado, réu confesso no caso Master.
Sé é verdade que a história se repete , primeiro como tragédia e depois como farsa, tudo o que não se pode desejar nesse caso é a tragédia, mas que a farsa em curso conduza o bolsonarismo para as calendas gregas. Ou se preferir, para a lata de lixo da história.