Olha só como é a política. Principalmente em eleições majoritárias, funciona quase como nuvem de verão, que muda a configuração cada vez que você olha pra cima. O caso da sucessão estadual no Paraná é emblemático: até dia desses Sérgio Moro, que lidera as pesquisas, tinha sua candidatura balançando no União Brasil. Então, afivelou a mala e correu para o PL, mais precisamente para os braços do bolsonarismo e do Valdemar Costa Neto, que tantas vezes chamou de corrupto.
Mas no caminho de Moro existem algumas pedras, que poderão barrar sua chegada ao Palácio Iguaçu. Uma delas é Requião Filho , que o colocaria no bolso em qualquer debate. Outra é Tony Garcia, que os adversários do ex-juiz da Lava Jato trabalham para que dispute a sucessão de Ratinho Júnior. Garcia, é bom lembrar, foi preso por Moro e durante 10 anos atuou como espião da 13a Vara Federal de Curitiba ante a ameaça do juiz, de ir para a masmorra caso não colaborasse com provas contra lideranças que Moro queria prender.Garcia foi deputado estadual, muito influente na elite política paranaense e autor de um dossiê que está no STF, cujas provas seriam suficientes para colocar Sérgio Moro definitivamente no buco do corvo.



