De acordo com o instituto IRG Pesquisa, que vem sendo chamado de DataRatinnho, Gleisi e Dallagnol estão pau a pau na disputa de uma das vagas para o Senado, já que é dada como quase certa a volta de Álvaro Dias ao Congresso Nacional. Ocorre que o ex-procurador, por mais que ele diga que não, estaria inelegíviel, após ter seu mandato de deputado federal cassado pela justiça eleitoral. Sem o arrogante Dallagnol, Gleisi deve carimbar o passaporte. Ainda mais se ocorrer o que muitos analistas políticos preveem: a retomada da candidatura de Alexandre Curi para governador, já que o escolhido de Jota Erre, Sandro Alex, só decola nas pesquisas “me engana que eu gosto”.
Presidente do PP nas asas de Vorcaro
O todo poderoso do PP, que de progressista só tem o nome, é uma das figuras centrais do esquema de corrupção comandado pelo dono do Banco Master. O piauiense Ciro Nogueira está envolvido até a medula com Daniel Vorcaro, cujas ligações acaba de resultar no bloqueio de um avião de R$ 10 milhões registrado no nome do senador. E quem bloqueou? Não foi o Xandão e nem o Flávio Dino, foi o ministro André Mendonça, o “terrivelmente evangélico” indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro para o STF e que agora está na relatoria do maior escândalo financeiro da história do Brasil.

A cara de samambaia de Moro
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Flavio Bolsonaro se enterra cada vez mais, porque a cada mentira que conta, surge a necessidade de contar mais duas para tentar desfazer a primeira. Nesta terça-feira ele foi obrigado a admitir que esteve casa de Vorcaro quando o banqueiro bandido já estava usando tornozeleira. A cena mais curiosa foi a cara de samambaia de Sérgio Moro, o outrora defensor da moralidade pública e agora abraçado a quem tende a deixa-lo enlameado. Virou meme.

Com a palavra o ministro Gilmar Mentes
O partido Novo sustenta que Deltan Dallagnol está elegível porque a decisão do TSE em 2023 teria atingido o registro da candidatura em 2022, sem produzir efeito sobre pleitos futuros. Mas a coisa não parece tão simples assim. Ocorre que a situação eleitoral do ex-procurador da Lava Jato estaria complicada após a derrubada de uma liminar do TRE do Paraná que mandava retirar do ar reportagem sobre a situação eleitoral de Deltan. O caso dele hoje está nas mãos de ninguém menos que Gilmar Mendes, que aprecia ação impetrada pelo deputado petista Zeca Dirceu.
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Bem vindo ao rodapé
O partido Democracia Cristã acaba de rifar o ex-comunista e agora lambe botas da direita, Aldo Rebelo, para tornar presidenciável o ministro aposentado do STF, Joaquim Barbosa. Ainda vestindo a toga, Barbosa não escondia seu desejo de chegar à presidência da república e tentou se notabilizar com discurso moralista e sempre fazendo pose de vestal. Agora está no palco de uma sucessão presidencial, para mostrar suas credenciais que, sinceramente, perderam o prazo de validade. Rebelo estava em último lugar nas pesquisas de intenção de voto e Barbosa pega esse bastão para tentar, pelo menos, encostar nos boquirrotos Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que mal atingiram a marca de 2% na espontânea.

Parecelas “modestas”
As cifras podem assustar “nosotros “, mas é comum e familiar para a turma do andar de cima, que fala em milhões com a naturalidade dos que se alegram em botar no bolso uma nota de cinquentão. Pois acreditem, esta semana um cavalo da raça Quarto de Milha foi vendido num leilão da JBL, do grupo JBS dos irmãos Joesley e Wesley Batista, pela bagatela de R$ 44 milhões, em ” modestas” 55 parcelas de R$ 800 mil.
Bolsonaristas mentem sobre CPMI
A bancadas bolsonaristas na Câmara e no Senado assumem a paternidade da CPMI do Banco Master e acusa o PT de se recusar a apoiar a comissão de inquérito. Nada é mais mentiroso. O requerimento pela abertura da comissão parlamentar no Senado é de autoria do senador petista Rogério Carvalho, de Sergipe. O pedido foi protocolado no dia 11 de março com 29 assinaturas, mais do que o mínimo necessário para a instalação. Segundo o líder do governo senador Jaques Vagner, nenhum parlamentar petista deixou de assinar. O autor ressaltou em sua justificativa que a CPI deveria atuar de forma técnica, complementando investigações já conduzidas por órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público e o Banco Central. “Nosso dever é garantir transparência, responsabilização e a defesa do interesse público. A CPI é um instrumento legítimo do Parlamento para esclarecer os fatos e assegurar que ninguém esteja acima da lei”, destacou o senador Rogério Carvalho.
Relação Iô-Iô
Sérgio Moro, que ainda lidera as pesquisas para o governo do Paraná, está feito “bosta n´agua” em relação ao episódio que faz adernar o barco de Flávio Bolsonaro. A linha do tempo não deixa quem tem memória esquecer o que o senador e ex-juiz da Lava Jato fez no outono passado em relação ao clã. E muito menos o eleitor paranaense há de esquecer em outubro a forma bizarra como ele tentou se equilibrar no muro vorcariano da vergonha, erguido pelo portal The Intercept Brasil. Vai ser interessante acompanhar os debates da campanha no Estado, onde Sérgio Moro deverá se defrontar com ninguém menos que Requião Filho, Rafael Greca e, possivelmente, Tony Garcia. Haja água, limão e maizzena. Sé é que que vocês me entendem…
Em tempo: a melhor definição que vi sobre a história de Moro com o bolsonarismo foi “Relação Iô-Iô”.

Quem borra uma vez, borra duas, borra três
“A defesa de Flávio Bolsonaro sobre seus vínculos financeiros com Daniel Vorcaro não tem pé. Muito menos cabeça. Suas alegações não têm conexão com a realidade. Ignoram uma obviedade singela: os fatos são coisas teimosas, e não deixam de existir quando são ignorados”
. Josias de Souza (Folha de São Paulo – UOL)
A propósito: Flávio desmaiou num debate durante a disputa de prefeito do Rio de Janeiro em 2024 e chegou a borrar na cueca diante de uma pergunta da deputada e também candidata Jandira Fegalli, do PC do B. Agora, diante do escândalo do filme do papai, como estariam seus fundilhos?
E agora, José?
Como fica a situação de Flávio Bolsonaro depois que veio a tona suas conversas com Vorcaro, se desculpando porque só tinha repassado R$ 61 milhões dos mais de R$ 100 milhões prometidos para o tal filme biográfico do mito? Tudo fica pior quando vem a informação de que a produtora do filme não recebeu um centavo da “doação” do ex-dono do Banco Master. E aí vem a pergunta que não quer calar: o que Flávio Bolsonaro fez com os R$ 61 milhões? Bem, talvez por ser dinheiro de pinga, fique o dito pelo não dito. Mas com um detalhe: a candidatura do 01 acabou, porque com o furo no casco, a rataiada já começa a pular do navio.
Mas quer saber: o PT não deve ficar bombardeando Flávio, não. Abatido, ele deixaria a disputa. E vamos combinar: Flávio Bolsonaro continha, agora mais do que nunca, sendo o candidato mais fácil para permitir a reeleição de Lula o primeiro turno. Tenho convicção que a parada seria mais dura contra Tarcísio de Freitas ou mesmo com Ratinho Júnior. Só que nenhum deles pode mais ser candidato a presidente este ano, posto que continuaram nos governos estaduais e mesmo que quisessem, o prazo de desincompabilização já se foi.