“Perdoar, eu quero e perdoo a todos. Mas não tentem me fazer sentar na roda dos escarnecedores e traidores“.
. Michelle para o enteado Flávio Bolsonaro em um encontro do PL Mulher
“Perdoar, eu quero e perdoo a todos. Mas não tentem me fazer sentar na roda dos escarnecedores e traidores“.
. Michelle para o enteado Flávio Bolsonaro em um encontro do PL Mulher
As pautas-bomba aprovadas esta semana pelo Senado, provocando um impacto fiscal de R$ 215 bilhões no orçamento da União, é um tapa na cara do povo. O presidente da casa David Alcolumbre comandou o golpe financeiro contra a bolsa da viúva com o objetivo de desgastar o governo e inviabilizar a aprovação da PEC que acaba com a 6 x 1. A implantação de uma jornada de 5 dias de trabalho por dois de descanso tem aprovação de pelo menos 70 por cento dos trabalhadores brasileiros e de parte considerável do pequeno e médio empresariado, conforme pesquisa do Sebrae. Mas esse clamor não sensibiliza os abutres da política brasileira, que buscam também, lançar, a todo custo, cortinas de fumaça sobre o escândalo do Banco Master.
As provas contra Alcolumbre, Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro e outros próceres da direita, são nitroglicerina pura. E pra não dizer que não falei das flores, Dark Hors tem enredo de filme de terror . Observe que o ator que interpreta Jair Bolsonaro parece irmão gêmeo de Cristopher Lee. O diretor Terence Fischer não teria escolhido melhor.
A extrema-direita, cada vez mais desnorteada pelo derretimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, tenta atacar o adversário por todos os flancos possíveis para ver se reverte a situação. Bate o quanto pode e ainda insiste no mantra Lula ladrão, como se isso fosse limpar a folha corrida do 01. Vai além, tentando confundir o eleitorado com a falácia trumpista , segundo a qual, classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas vai livrar o Brasil do flagelo que nos impõe o crime organizado.
Todo mundo sabe que o objetivo dos Estrados Unidos não é combater o narcotráfico, é na verdade, abrir caminho para futuros ataques à soberania nacional, de olho nos minerais críticos que nosso país tem de sobra.
Sem projetos para melhorar o Brasil e sem argumento para enfrentar o debate político com um mínimo de civilidade, a extrema-direita parte para o tudo o nada, com narrativas tóxicas e ataques de ódio que só servem para contaminar o imaginário popular e espalhar a cizânia entre as famílias e grupos de amigos.
Nunca se viu nada igual na vida política brasileira, desde a proclamação da república. O bolsonarismo surgiu nas eleições de 2018 para galar o ovo da serpente e tentar criar em nosso país um terreno fértil ao avanço do fascismo. Como diria o comendador Dolírio, ao recordar o Minhocão que emergia assustador das águas lamacentas do Rio da Morte durante a Guerra dos Emboabas: Vá de retro satanás!!!
A extrema direita , liderada pelos bolsonaristas Sóstenes Cavalcante e Níkolas Ferreira tenta de tudo que é jeito detonar a PEC que acaba com a escala 6 x 1. E de forma muito cínica, pra não dizer calhorda, chega ao desplante de defender uma 4 x 3, segundo o “Chupetinha”, para quebrar o país antes da eleição. Coisas desse tipo é que justificam uma mobilização imediata pela 5 x 2, a jornada de 5 dias de trabalho por 2 de descanso que 70% dos brasileiros defendem.
Nos tempos atuais, a mobilização das massas não precisa se dar necessariamente nas ruas. Ocorre também, e principalmente, nas redes sociais, onde parece que a repulsa à 6 x 1 já vem sendo demonstrada, principalmente pela juventude, que exige jornadas de trabalho mais humanas. A hora é essa, porque em ano eleitoral, quem decide , que são deputados federais e senadores, além do presidente da república, estão mais sensíveis aos apelos populares.

O presidente Lula cometeu um erro ao dizer que o homem que traiu a inconfidência mineira e levou Tiradentes à morte morreu enforcado. Não, não morreu enforcado, morreu de morte natural. Mas a referência que Lula fez a Joaquim Silvério dos Reis quando criticou a vassalagem de Flávio Bolsonaro prestada na Casa Branca a Donald Trump , faz todo sentido. O que não faz sentido é o bolsonarismo interpretar como desejo do presidente brasileiro ver o 01 enforcado. A citação de um fato histórico não passou de simples metáfora. Bem, imaginar que pessoas que não conseguem juntar lé com cré, saibam o significado de metáfora , aí é querer de mais, não é mesmo?
O problema deixou de ser ideológico e passou a ser econômico. O novo tarifaço de Trump contra o Brasil, que está sendo colocado na conta de Flávio Bolsonaro, deixa o setor empresarial paranaense, principalmente o agronegócio, de orelha em pé. Há um desgaste natural de Flávio, que piora com o envio de um ofício ao secretário de Estado Marco Rubio, elogiando a decisão do governo americano de transformar em terroristas as facções criminosas PCC e Comando Vermelho, fato também repudiado pelo setor financeiro. Na avaliação do blogueiro e analista Esmael Moraes, não tem como o derretimento da candidatura do 01 deixar de atingir a de Sérgio Moro para governador do Paraná. Isso parece tão certo quanto 2 e 2 é 22.

Trackings internos, do Paládio do Planalto, de empresas e alguns institutos de pesquisas, indicam que Flávio Bolsonaro perdeu entre 4 e 6 pontos após tentar justificar o tarifaço de 25% imposto pelo governo Donald Trump ao Brasil. Se essa queda livre se confirmar nas próximas pesquisas autorizadas pela Justiça Eleitoral a possibilidade de Lula vencer no primeiro turno aumenta muito.
Tanto à boca pequena quanto à boca grande, circula a notícia venérea, como diria Paulino Gogó, de que o governador Ratinho Júnior não aceita não como resposta, quando pergunta a deputados estaduais da base se eles vão apoiar o seu candidato Sandro Alex. O recado tem sido claro: o parlamentar que não vestir a camisa do seu candidato terá dificuldade na liberação de verbas estaduais para os municípios que representa.
Sérgio Moro que prepare o lombo. Vai apanhar muito na campanha pra governador do Paraná, principalmente do Tony Garcia, que sabe de cor e salteado o que o “Marreco de Maringá” fez no outono passado. Moro já começou a levar bordoada até de onde menos se esperava: da própria extrema direita, espectro a que ele pertence. Quem partiu com tudo pra cima senador foi o presidente do Missão e pré-candidato a presidente da república Renan Santos. “Moro é um devasso do ponto de vista moral”, atacou o franco atirador, que não poupa ninguém, de Lula a Flávio Bolsonaro.
Pra não dizer que não falei das flores a extrema-direita paranaense está fechada com Flávio Bolsonaro e com dentes afiados, não para propor nada na campanha, mas para lacrar e xingar os adversários regionais (Gleisi e Requião Filho) e o nacional, Lula da Silva. Plano de governo? Não existe, porque a estratégia é conquistar voto através do xingamento, pois isto cria corte e ribomba nas redes sociais. Algo me diz que esta vai ser a campanha eleitoral de mais baixo nível da história recente do Paraná e do Brasil. É bom que os pais não deixem suas crianças na sala quando começar o horário eleitoral gratuito na TV.

A definição não é de nenhum esquerdista e muito menos de algum portal alternativo de notícias. É do tradicional porta voz da elite paulista, o Estadão de São Paulo. Em um duro editorial, o jornal dos Mesquita critica a postura de vassalo encenada por Flávio Bolsonaro ao forçar a barra para tirar uma fotografia ao lado do presidente Donald Trump. O Estadão destaca que a imagem produzida no encontro relâmpago “ expõe uma postura de “subserviência” de Flávio Bolsonaro em relação a Trump. A fotografia foi usada como instrumento para tentar dar “sobrevida” a uma candidatura considerada fragilizada dentro do próprio campo bolsonarista, especialmente após os desdobramentos envolvendo sua relação com o Daniel Vorcaro”.
