O deputado Giacobo, que presidia a legenda no Paraná, anunciou uma debandada de prefeitos do PL por causa da filiação de Sérgio Moro, pré-candidato a governador. Só que dos 48 prefeitos que anunciaram a desfiliação, apenas 7 o fizeram até agora. São eles: Marcel Micheletto (Assis Chateaubriand), presidente da Associação Paranaense de Municípios; Rodrigo André Schanoski (Maripá); Eduardo Pasquini (Nova Esperança); Geri Dutra (Pato Branco); Edson Lupatini (Eneas Marques); Alex (Querência do Norte) e Elaine (Marumbi). Sérgio Moro deve estar morrendo de rir, embora Ratinho Júnior, Alexandre Curi e Requião Filho preferem apostas na máxima de que ri melhor quem ri por último.
Uma bomba relógio chamada Tanure
O experiente Luiz Costa Pinto, um dos jornalistas que mais conhece os bastidores da política brasileira, disse em conversa com apresentadores e comentaristas do ICL, que semana que vem deve emergir como personagem central do esquema do Banco Master, o empresário Nelson Tanuri. Segundo ele, Tanuri é uma espécie de eminência parda da trama criminosa liderada por Daniel Vorcaro, ao lado do qual sempre esteve na formação de grandes empresas, sem que ambos produzissem um único parafuso.
Tanure é alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que o vincula a Daniel Vorcaro, como parceiro do esquema criminoso que provocou um rombo de mais de 50 bilhões no sistema financeiro. Só lembrando que Tanure é o dono da Liga, empresa que comprou a Copel, vendida pelo governo Ratinho Júnior apesar dos protestos que pipocaram contra a privatização em todo o Paraná. Costa Pinto aponta esta privatização como uma das prováveis causas da desistência do governador de sua pré-candidatura a presidente da república. O mesmo personagem estaria por trás da aceitação passiva do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas , da candidatura de Flávio Bolsonaro, imposta pelo pai. Mesmo sendo ele Tarcísio, o candidato da preferência da Faria Lima.

A campanha já tem seu padre Kelmo
Ronaldo Caiado lançou sua candidatura pelo PSD de Kassab e começou revelando logo seu principal plano de governo: dar anistia aos golpistas, principalmente a Jair Bolsonaro. Bravateiro da pior espécie, o governador de Goiás acaba de entrar na disputa presidencial para cumprir um papel previsível, o de padre Kelmo.
Pendurado na brocha
Não bastasse os prefeitos do PL deixarem o partido em debandada por causa da filiação de Sérgio Moro, agora foi o presidente do diretório estadual que levantou acampamento. O deputado federal Fernando Giacobo saiu para não apoiar a candidatura de Moro ao governo do Paraná e manter o compromisso firmado com Ratinho Júnior de estar no mesmo palanque do indicado do governador. O PL do Paraná murcha com a debandada e a tendência é que o senador e ex-juiz da Lava Jato fique pendurado na brocha.

Só o eleitor pode evitar a catástrofe
O pré-candidato Flávio (rachadinha) Bolsonaro teve o comportamento mais vil e abjeto que se pode esperar de alguém que luta para chegar à presidência do seu país. Em Dalas (Texas), defendeu interferência do governo americano nas eleições brasileiras em seu favor e prometeu dar em troca, nossos minerais críticos, principalente o Terras Raras. Foi num discurso durante encontro da extrema direira americana, em a vassalagem foi tão vergonhosa, que viru motio de chacota nas redes sociais.
Dá pra imaginar o que ele não fará se derrotar Lula nas urnas. Vai mover céus e terras para concretizar o golpe de estado que o pa tentou e não conseguiu. É bom a classe política brasileira , inclusive a direita, pensar nisso e ficar muito atenta.Não precisa ser cientista política para ter a percepção sobre o desastre que seria a eleição do 01 para ocupar o Palácio do Planalto a partir de 1 de janeiro de 2027. Bate na madeira, pé de pato, mangalô, três vezes…
O efeito bumerangue de um relatório nefasto
O relatório da CPMI do INSS, produzido pelo relator, deputado bolsonarista Alfredo Gaspar, envergonha o parlamento brasileiro. Gaspar mostrou obsessão pelo indiciamento de Lulinha e deixou de fora gente como Zetel, o financeiro de Vorcaro que , via Banco Master, faturou bilhões com descontos indevidos dos aposentados. Deixa fora também um dos personagens centrais do esquema criminoso, o ministro da Previdência do governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, entre outras figuras de proa do bolsonarismo. Felizmente foi rejeitado e o relator ainda está na mira da Polícia Federal por suspeita de estupro de vulnerável. Quanto ao presidente da CPMI, senador Carlos Viana, dizem que “congrega” na igreja da Alagoinha do André Valadão e é suspeito de envolvimento direto no escândalo Master.
Quanto a Lulinha, que foi transformado pelo bolsonarismo em bode expiatório , para atingir o presidente Lula, ele teve seus sigilos bancário e telemático quebrados em janeiro pelo ministro André Mendonça. Não consta que a PF tivesse encontrado algo errado. Tanto que nem foi convocado ainda para depor. Agora, vão dizer que Mendonça, o “terrívelmente evangélico” indicado por Bolsonaro para o STF, estaria blindando o filho de Lula?
Tática biquini
Os institutos de pesquisa não param pesquisar e usando métodos pouco republicanos, aprofundam a polarização. Pior não são as pesquisas propriamente ditas, mas a leitura que a mídia corporativa faz delas. Usam a tática biquini, que mostra tudo e esconde o essencial.
Dura lex, sed lex, seu Deltan
Deltan Dallagnol se assanha para voltar à cena política do Paraná e disputar uma das duas vagas no Senado. Mas o deputado federal Zeca Dirceu lembra o “Rolando Lero” da famigerada Lava Jato que, ao ser cassado pelo TSE, ele teve seus direitos políticos suspensos até 2031 com base na Lei da Ficha Limpa. Portanto, está inelegível.
A propósito o Conselho Nacional de Justiça ainda aguarda uma decisão da instância máxima da justiça brasileira sobre o desvio de R$ 2,5 bilhões de recursos públicos para um fundo que ninguém sabe a quem serve e para que serve. Os artífices desse fundo, que foi sem nunca ter sido, seriam, conforme relatório da Corregedoria Nacional de Justiça, Deltan e Sérgio Moro. O dinheiro, que ainda tem destino incerto e não sabido, é oriundo de acordos de leniência na Operação Lava Jato.

Sucessção de Ratinho Jr. no modo Zorra Total
O governador Ratinho Júnior tenta emendar tecidos esgarçados para uma toalha de mesa, que pretende costurar para o banquete da sua sucessão. Ele quer evitar a eleição de Sérgio Moro e articula uma chapa improvável, porém não impossível. Pra isso já descartou a candidatura de Guto Silva e rebaixa a patente do aliado Rafael Greca, que sonha em ser governador, mas que teria que se contentar com a vice, preferencialmente, de Eduardo Pimentel (atual prefeito de Curitiba) ou, na pior das hipóteses, de Alexandre Curi. Curi, é bom que se diga, era o preferível de Ratinho, mas deixou de ser por razões que a própria razão desconhece.
Enquanto Jota Erre tenta agradar a gregos e emputecer troianos e enquanto a candidatura Moro vai se desmilinguindo, a do deputado Requião Filho está só que cresce…e aparece.
Moro, o espalha roda
Sérgio Moro, que estava desconfortável no União Brasil, com o risco de não ter homologada sua candidatura a governador, caiu nos braços de Valdemar Costa Neto e por conta disso, prefeitos do PL no Paraná estão batendo em retirada. Não querem ficar no Partido Liberal e muito menos apoiar a candidatura Moro para o Palácio Iguaçu. O PL tem 52 prefeitos no Paraná, 40 já anunciaram que não ficam. A justificativa dos 80 por cento dos prefeitos filiados ao PL de Costa Neto e Bolsonaro é que o ex-juiz tem perfil individualista e pouco aberto ao diálogo político. Um deles chegou a dizer que Sérgio Moro não dialoga com as exigências da vida pública.
A situação política do senador é ruim e o conceito que ministros do STF tem em relação a ele é dos piores. Agora, por exemplo, ele está na mira do inquérito das milícias digitais. Alexandre de Moraes encaminhou à PGR um requerimento para que Sérgio Moro seja incluído formalmente na investigação.
