
Mais do mesmo
Recorte da pesquisa Geial/Quest divulgada neste domingo sinaliza que o discurso da urna eletrônica não confiável vai continuar nas eleições presidenciais desse ano. Pelo menos 43% dos bolsonaristas não confiam no sistema. E Flávio Bolsonaro, claro e evidente, vai se aproveitar disso para preparar terreno fértil à contestação caso dê Lula de novo. Vivemos a época da normalização da canalhice.

Se a fé é demais, dê uma de santo, desconfie
Versículos bíblicos, uso excessivo do santo nome em vão e orações encenadas em igrejas transformadas em palanques. Tudo isso e mais a falácia da perseguição espiritual é o que devemos ver novamente nessa campanha , que terá um Bolsonaro como ator de ponta na cena eleitoral.
Deus pátria e família, é a frase de raízes históricas profundas no fascismo que o bolsonarismo adotou como lema, a ser usada à exaustão na campanha de Flávio, cujo discurso de ódio vem sendo azeitado desde que sua candidatura foi ungida pelo pai Jair dentro de uma cela da Papudinha.
E quem pensa que a democracia venceu o obscurantismo no Brasil se engana. É bom ficar atento, porque o que estamos vendo é uma versão moderna e mais perversa do integralismo de Plínio Salgado. Claro que a saudação é ultrapassada, mas se por acaso você ouvir alguém gritar ANUÊ, saiba que a besta do fascismo não faz nenhuma questão de esconder que está realmente no cio.
Todo o cuidado é pouco
A retórica agressiva da extrema direita contra tudo que a contraria tende a se intensificar nesse ano eleitoral. E assim, reacender o pavio da explosão de violência registrada na campanha de 2022. Não dá pra esperar moderação desse pessoal, mas as lideranças do chamado campo progressista precisam se acautelar e criar antivírus que garantam no embate eleitoral um mínimo de civilidade. A par disso, é indispensável desenvolver estratégias inteligentes, porém em linguagem simplificada, para tirar do campo de visão do eleitorado, as cortinas de fumaça que já encobrem o cenário de barbárie, em estágio preliminar de construção. Não se pode confundir debate político com bate-boca e muito menos, liberdade de expressão com delinquência.
Trocadilho à parte…
A ironia está na boca de bem humorados frequentadores das bocas, inclusive a Boca Maldita de Maringá. Um comentário que ouvi ontem na Açukapê: “Se a direita não puder contar com Tarcísio de Freitas e ver que Flávio Bolsonaro poderá naufragar no lago das rachadinhas, ela vai de Ratinho Júnior. Afinal, quem não tem gato, caça com rato”.
O líder que pode nem ser candidato
Sérgio Moro continua liderando as pesquisas para governador do Paraná. Como se vê, tem voto, mas a federação que juntou União Brasil e PP não chancela a sua candidatura. Se chancelar, ele deverá enfrentar uma artilharia pesada na campanha, por conta das denúncias de abuso de poder no comando da Lava Jato, inclusive com acusações de chantagem contra autoridades que não poderiam ser investigadas por ele, caso, por exemplo, dos desembargadores do TRF-4.
O dossiê produzido pelo ex-deputado Tony Garcia, feito espião de Moro, que ameaçava mandá-lo para a masmorra se não colaborasse, está no STF, com um caminhão de provas. Moro sustenta que se houve crime, esses crimes já prescreveram. Porém, a tese da Polícia Federal , que fez recentemente uma varredura na 13ª, Vara Federal de Curitiba, onde resgatou uma tal mala amarela, é de que a prescrição não se sustenta, pelo simples fato de que houve crime continuado.
Resumo da ópera: Sérgio Moro terá barreiras quase intransponíveis para chegar ao Palácio Iguaçu, podendo no meio do caminho, encontrar cascas de banana e sofrer uma queda que o tiraria de vez do jogo eleitoral no Paraná. É esperar pra ver.
A saúde mental de Adélio
Informa o portal Metrópoles que Adélio Bispo, o autor da facada contra Bolsonaro, está com um quadro de saúde mental muito grave. Ele tem esquizofrenia paranoide e encarcerado não tem a menor chance de cura. Especialistas aconselham internação em hospital psiquiátrico de custódia. Com a palavra, a Justiça que, como não age de ofício precisa ser provocada pelo Ministério Público.


