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Tática biquini

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Os institutos de pesquisa não param pesquisar e usando métodos pouco republicanos, aprofundam a polarização. Pior não são as pesquisas propriamente ditas, mas a leitura que a mídia corporativa faz delas. Usam a tática biquini, que mostra tudo e esconde o essencial.

Dura lex, sed lex, seu Deltan

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Deltan Dallagnol se assanha para voltar à cena política do Paraná e disputar uma das duas vagas no Senado. Mas o deputado federal Zeca Dirceu lembra o “Rolando Lero” da famigerada Lava Jato que,  ao ser cassado pelo TSE, ele teve seus direitos políticos suspensos até 2031 com base na Lei da Ficha Limpa. Portanto, está inelegível.

A propósito o Conselho Nacional de Justiça ainda aguarda uma decisão da instância máxima da justiça brasileira sobre o desvio de R$ 2,5 bilhões de recursos públicos para um fundo que ninguém sabe a quem serve e para que serve. Os artífices desse fundo, que foi sem nunca ter sido, seriam, conforme  relatório da Corregedoria Nacional de Justiça, Deltan e Sérgio Moro. O dinheiro, que ainda tem destino incerto e não sabido, é oriundo de acordos de leniência na Operação Lava Jato.

Sucessção de Ratinho Jr. no modo Zorra Total

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O governador Ratinho Júnior tenta emendar tecidos esgarçados para uma toalha de mesa, que pretende costurar para o banquete da sua sucessão. Ele quer evitar a eleição de Sérgio Moro e articula uma chapa improvável, porém não impossível. Pra isso já descartou a candidatura de Guto Silva e rebaixa a patente do aliado Rafael Greca, que sonha em ser governador, mas  que teria que se contentar com a vice, preferencialmente, de Eduardo Pimentel (atual prefeito de Curitiba) ou, na pior das hipóteses, de Alexandre Curi. Curi, é bom que se diga, era o preferível de Ratinho, mas deixou de ser por razões que a própria razão desconhece.

Enquanto Jota Erre tenta agradar a gregos e emputecer troianos e enquanto a candidatura Moro vai se desmilinguindo, a do deputado Requião Filho está só que cresce…e aparece.

Moro, o espalha roda

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Sérgio Moro, que estava desconfortável no União Brasil, com o risco de não ter homologada sua candidatura a governador, caiu nos braços de Valdemar Costa Neto e por conta disso, prefeitos do PL no Paraná estão batendo em retirada. Não querem ficar no Partido Liberal e muito menos apoiar a candidatura Moro para o Palácio Iguaçu. O PL tem 52 prefeitos no Paraná, 40 já anunciaram que não ficam. A justificativa dos 80 por cento dos  prefeitos  filiados ao PL de Costa Neto e Bolsonaro é que  o ex-juiz tem perfil individualista e pouco aberto ao diálogo político. Um deles chegou a dizer que Sérgio Moro não dialoga com as exigências da vida pública.

A situação política do senador é ruim e o conceito que ministros do STF tem em relação a ele é dos piores. Agora, por exemplo, ele está na mira do inquérito das milícias digitais. Alexandre de Moraes encaminhou à PGR um requerimento para que  Sérgio Moro seja incluído formalmente na investigação.

Tony Garcia, a sombra do ex-juiz

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Olha só como é a política. Principalmente em  eleições majoritárias, funciona quase como nuvem de verão, que muda a configuração cada vez que você olha pra cima. O caso da sucessão estadual no Paraná é emblemático: até dia desses Sérgio Moro, que lidera as pesquisas, tinha sua candidatura balançando no União Brasil. Então,  afivelou a mala e correu para o PL, mais precisamente para os braços do bolsonarismo e do Valdemar Costa Neto, que  tantas vezes chamou de corrupto.

Mas no caminho de Moro existem algumas pedras, que poderão barrar sua chegada ao Palácio Iguaçu. Uma delas é Requião Filho , que o colocaria no bolso em qualquer debate. Outra é Tony Garcia, que os adversários  do ex-juiz da Lava Jato trabalham para que dispute a sucessão de Ratinho Júnior. Garcia, é bom lembrar, foi preso por Moro e durante  10 anos atuou como espião da 13a Vara Federal de Curitiba ante a ameaça do juiz,  de ir para a masmorra caso não colaborasse com provas contra lideranças que Moro queria prender.Garcia foi deputado estadual, muito influente na elite política  paranaense e autor de um dossiê que está no STF, cujas provas seriam suficientes para colocar Sérgio Moro definitivamente no buco do corvo.

Quem tem medo dessa dupla?

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Daniel Vorcaro provoca desinteria no centrão , mas segundo o advogado Roberto Bertholdo, seu xará e ex-cliente, Roberto Augusto Leme da Silva ,  provoca muito mais. Tido como elo de ligação entre o PCC e a Faria Lima, “Beto Louco” quer delatar faz algum tempo, mas a PGR vem negando. A delação desse personagem tóxico abalaria a república, atingindo principalmente políticos do centrão e figuras de proa da Faria Lima.  “ Beto  nunca conseguiu ingresso ou ser bem atendido por pessoas ligadas ao atual governo. Mas no centrão, ele era tratado a ‘pão de ló’. Então, ele tem muita gente para entregar”, declarou o advogado. 

A política como ela é

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  Nada é mais contraditória do que a política, nada é mais hipócrita do que um político que se coloca na cena partidária como vestal, arrotando uma honestidade apenas de aparência. Olha só o exemplo de Sérgio Moro, o juiz que comandou uma espécie de operação “mãos limpas” tupiniquim, que quebrou a indústria pesada da construção civil, tirou um candidato favorável de uma eleição presidencial para eleger outro que depois foi servir como ministro. E como tal, foi fritado e saiu atirando e acusando o clã de envolvimento com rachadinhas. Agora, abraça o rei das rachadinhas, para ter palanque e dar palanque no Paraná ao candidato que adoraria ver Trumb bombardear o Brasil, a partir da Baia da Guanabara.

Vamos ver como se comportará em relação a candidatura Moro, um certo Tony Garcia e que condições o senador terá em  um tête-à-tête com Requião Filho, quando a campanha começar pra valer. Moro está sempre com cara de mal humorado e sua oratória é sofrível e de agressão constante ao vernáculo. Lidera as pesquisas para governador do Paraná, graças a resquícios da popularidade que adquiriu no comando da Lava Jato, que só o tempo dirá se será o suficiente para ele continuar surfando nessa onda até outubro. Quem viver, verá.

Simples assim

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Salada indigesta de uma sucessão

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Quem é o candidato de Ratinho Jr, Guto Silva, Alexandre Curi ou Rafael Greca? E ele, Ratinho, será candidato ao Senado ou à presidente da república? O Flávio (Rachadinha) Bolsonaro se impacientou e declarou apoio explícito a Sérgio Moro, que depois de levar um chega pra lá de Ricardo Barros, deve sair do União Brasil e embarcar na canoa do PL de Waldemar Costa Neto, que ele já detonou várias vezes, classificando-o de um dos grandes corruptos da política brasileira.

Moro ainda lidera a campanha pra governador do Paraná e por isso, e não só por isso, será  tábua de tiro ao alvo dos adversários, principalmente por causa do rosário de denúncias  contra sua atuação como juiz da Lava Jato, que pousaram em um dossiê protocolado no STF por Tony Garcia. A disputa pelo Palácio Iguaçu este ano promete.

Uma vez Nordeste, sempre Nordeste

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Quando eu cheguei ao Norte do Paraná no início dos anos 60 aqui o nordestino era discriminado e sofria o que só agora se conhece como bullying. Curiosamente, todos os nordestinos  eram chamados pejorativamente de baianos, fossem de onde fossem – de Pernambuco, Ceará , de Alagoas ou da Paraíba.

Anos depois, já na década de 80, o advogado, jornalista e escritor Laércio Souto Maior, pernambucano de Caruaru, publicou um livro com o título provocador “São os Nordestinos uma Minoria Racial ?”. Para o tipo de xenófobo caboclo do Sul e do Sudeste do país, parece que sim, somos uma minoria racial. O que a elite brasileira e a classe média metida a besta não perceberam ainda é que o Nordeste mudou. Mudou de patamar econômico, porque histórica e culturalmente é a região mais iluminada do país desde Cabral.

O Nordeste hoje é uma região promissora, produtiva e a despeito da seca, sempre pronta a oferecer os melhores indicadores econômicos para o crescimento da economia brasileira. No turismo, então, é incomparável. E o que dizer do campo das letras e das artes? Alguém em sã consciência discordaria da importância para a cultura nacional, em todos os tempos,  de figuras como Jorge Amado , Luiz Gonzaga, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Wagner Moura, Ariano Suassuna e Graciliano Ramos?

O Brasil é o Brasil brasileiro, o mulato inzoneiro de Ary Barroso, o país  do samba, do axé, do shot , do vanerão , do sertanejo raiz, do maxixe e do baião. É o Brasil de irmã Dulce, de Dom Helder, de Herzog, de Pelé, de Rui Barbosa, de Dr. Ulysses. É o Brasil de Milton e de Nilton Santos, é o Brasil de todos os santos e de todos os encantos.  Somos uma nação e portanto, não queiram dividi-la pelo ódio ideológico e pela imbecilidade que volta e meia tenta sequestrar o nosso verdadeiro patriotismo em nome de uma defesa infundada de costumes, tão falsa quanto nota de 3 reais.