De acordo com anotação da articulista Letícia Casado, do portal UOL, “A última vez em que um candidato venceu a disputa pela Presidência da República sem ganhar em Minas Gerais foi em 1950, com Getúlio Vargas”.
Elianças que podem definir
Lula quer lançar Hadad, mas Hadad não pretende disputar o governo de São Paulo. O caminho é Simone Tebet. Se ela aceitar e o presidente costurar uma boa aliança no estado de maior colégio eleitoral do país, o atual governador e candidato a reeleição, Tarcísio de Freitas, pode ter desarranjo intestinal.
Da mesma forma, a candidartura de Rodrigo Pacheco para o governo de Minas e de Alexandre Kalil (ex-prefeito de Belo Horizonte) para o Senado, levará Romeu Zema e o bolsonarismo ao desespero.
Figuras tóxicas e radiotivas
Não existe nada pior do que um esquerdista que vira direitista. Aqui são dois – Aldo Rebelo e Ciro Gomes. Eles se tornaram figuras tóxicas e pela facilidade de verbalização que possuem, já atingiram o estágio da radiotividade.

Mosca na sopa
Ratinho Junior reassume o governo do Paraná, voltando de férias do Exterior e de cara vai se assombrar com a figura de Flávio Dino. Ocorre que o Ministro do STF, analisando ação de dois partidos de esquerda – o PT e o Psol, suspendeu o processo de privatização da Celepar, a instituição que controla as informações dos paranaenses, pessoas físicas e jurídicas. Só lembrando que a privatização da Copel, no governo de Copel foi privatizada no governo de Jota Erre Como diria o filósofo Prodamor Pereira Peixoto Penteado: “A rapadura é doce mas não é mole”.
Bolô, fedô…
Por acaso alguém aí sabe aonde foi parar a CPI da fraude das Lojas Americanas? Ou ninguém mais lembra dela? É triste ter que dizer isso mas a do Banco Master parece que começa a tomar o mesmo caminho, o das calendas gregas. Tem muita gente graúda envolvida, e gente de todos os lados e espectros políticos. Depois que colocaram a Polícia Federal ao largo desse escândalo radioativo, o cheiro de pizza começou a agredir o nariz de quem tem o olfato meio aguçado. Soltaram um flato na Praça dos Três Poderes e os ventos alísios levam o fedô para o resto do país. Minha nossa !

A rapadura é doce…
“Ratinho Junior reassume o governo e dois dos seus mais importantes secretários vão se reunir com ele para relatar sobre o que está ocorrendo na disputa dos bastidores para a indicação dele sobre o candidato para a sucessão. Não vai ouvir coisa boa, principalmente a respeito do nome que está sendo divulgado como o seu preferido, ou seja, Guto Silva, que tem os secretários Sandro Alex e Marcio Nunes como escudeiros. Enquanto isso, como se viu na segunda-feira na Assembleia Legislativa, há uma movimentação intensa de parlamentares estaduais e federais indicando que a possibilidade de uma ruptura no PSD não é figura de retórica para pressionar”.
. Blog do Zé Beto
Mas não devem parar por aí os tormentos do governador, que volta de férias no Exterior, em que país e em que paraíso ninguém sabe direito. A mosca na sopa do governador atende pelo nome de Flávio Dino, o ministro do STF que barrou o processo de privatização da Celepar. Como diria o progenitor de Jota Erre, o Rato pai: “A rapadura é doce mas não é mole”.
O xadrez da sucessão
Lula pode dar um passo importante para sacramentar sua reeleição a partir de boas alianças que fizer em São Paulo e Minas. Já lidera as pesquisas nos dois estados, mas chapas competitivas de governador e senador certamente ampliarão as possibilidades de nadar de braçada no Sudeste, já que no Nordeste não tem pra ninguém e nos principais estados do Norte, como o Pará, também está na frente do candidato do bolsonarismo.
Não é por outro motivo que Lula se esforça para costurar uma aliança com Rodrigo Pacheco nas Minas Gerais e na esteira dessas negociações, pode agregar o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que pensa em ser governador mas se dará por muito satisfeito se conquistar uma cadeira no Senado da República. Em São Paulo, outro estado-chave, Simone Tebet já assombra Tarcísio de Freitas.

Quem ja passou por esta vida e não sofreu…
São histórias diferentes, mas com alguma semelhança, a de Lula e de milhares de nordestinos que viajaram dias em paus-de-arara rumo ao “Sul Maravilha”. Muitos tinham como destino a capital paulista, mas a maioria seguia adiante, até o Norte do Paraná, onde o café estava no auge. Lula veio de Pernambuco para São Paulo, com a mãe, dona Lindu e mais 7 irmãos, em busca de uma vida melhor. Lá já estava seu pai, mas quando a família chegou em “Sumpalo”, o marido da guerreira Lindu já estava em outra relação e ela, traída, foi à luta para continuar sozinha criando os seus rebentos.
Sou também filho dessa diáspora nordestina, como retrato no livro Orelha de Jegue. Só quem viveu isso, sabe exatamente o que significou em toda a sua plenitude, o enredo que a escola Acadêmicos de Niterói levou para a Sapucaí. Tirando a circunstância do embate político, que às vezes chega às raias da irracionalidade, o samba foi um momento mágico de exaltação de uma saga, sofrida mas rica na contextualização de um momento histórico relevante. A despeito do rebaixamento, que tem sido comum acontecer com as escolas que sobem para o grupo de elite, me vi sim , representado em cada verso do samba DO ALTO DO MULUNGU SURGE A ESPERANÇA: LULA ,O OPERÁRIO DO BRASIL.
Bem, o mulungu é uma árvore nativa do agreste pernambucano, onde Lula viveu a infância. A árvore, tal qual a aroeira, simboliza a esperança e a resistência , mantendo-se verde e muito viva em meio à adversidade, ou seja, em meio a longos períodos de seca.


