
O gigante da cesta
“Mão Santa é o caramba!”, protestava Oscar Schmidt, recusando o apelido que o qualificava como um dos maiores atletas brasileiros de todos os tempos. Sempre que era chamado de “Mão Santa”, ele repetia: “É Mão Treinada! Acho que ninguém treinou tanto quanto eu treinei.” Oscar encantou não só o Brasil, mas o mundo e principalmente os Estados Unidos com o seu basquete. Foi um recordista de cestas, com 49.737 pontos ao longo da sua brilhante carreira. Oscar, vítima de um tumor maligno na cabeça, morreu ontem aos 68 anos de idade.

É fato
Informa o Zé Beto em seu blog que o TRE do Paraná proibiu a deputada Gleisi Hoffmann de publicar em suas redes sociais que Deltan Dallagnol (Novo) está inelegível. O ex-procurador da Lava Jato e deputado cassado é pré-candidato ao Senado, ignorando a sentença do TSE, transitada em julgado, que o tornou inelegível até 2031. Dallagnol, é bom que se diga, foi cassado por que burlou a Lei da Ficha Limpa, pedindo demissão do Ministério Público para fugir de processo administrativo disciplinar. Já que contra fatos não há argumento, eis aí a certidão do Tribunal Superior Eleitoral:

Prepare o bolso
O líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Arilson Chiorato (PT), alerta ao povo paranaense que a partir junho as tarifas de energia vão explodir no Estado. A proposta de revisão tarifária periódica relativa a 2026 aguarda aprovação da Anel. Os percentuais são absurdos – 19,15% para a classe residencial é 50% para faixas de alta tensão. Alguma dúvida de que o aumento tem tudo a ver com a privatização da Cope? A empresa, umas das estatais mais eficazes e superavitárias do país agora está em mãos privadas. Ratinho privatizou a Companhia Paranaense de Energia Elétrica e o comprador foi Nelson Tanuri, dono da Liga. Quem é Tanure? Simplesmente, conforme apontam investigações da Polícia Federal, o sócio oculto de Daniel Vorcaro no Banco Master.
Aliás, pra não dizer que não falei das flores, Ratinho Júnior desistiu de ser candidato a presidente da república, abdicou de uma vaga no Senado, deu uma rasteira dupla em Alexandre Curi e Rafael Greca e lançou pra sua sucessão o desconhecido Sandro Alex. A pergunta que não quer calar é: o que estaria por trás da desistência voluntária da disputa eleitoral?

O desconhecido
Já que perguntar não ofende, quem é Sandro Alex?
Cutucou onça com vara curta
O ex-procurador e deputado cassado Deltan Dallagnol provocou a deputada e ex-ministra Gleisi Hoffmann e ouviu, num vídeo dela, que viralizou na internet, poucas e boas. Sem papas na língua, Gleisi expõe as vísceras da Lava Jato. A deputada e pré-candidata a senadora trouxe à tona fatos e documentos de arrepiar cabelo de bola de bilhar, além de lembrar Deltan que ele está, tecnicamente, no rol dos “fichas sujas”. Ela não esqueceu a ferida aberta no âmbito da chamada República de Curitiba, pela recente correição do Conselho Nacional de Justiça feita na 13ª. Vera Federal, lembrando que “ a investigação apontou um conluio entre os procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro para desviar R$ 2,5 bilhões da Petrobras para uma fundação privada que seria gerida pelo próprio grupo da operação”. O relatório da Polícia Federal mostrou a verdadeira face da Lava Jato, cuja atuação provocou a destruição de 4 milhões de empregos no país e “a farsa montada para impedir a candidatura do presidente Lula em 2018, tese que ganhou força após as anulações de sentenças no STF”.
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Ratinho bota Moro com um pé no Iguaçu
O governador Ratinho Júnior deu uma rasteira na lógica formal, abriu mão de dois candidatos competitivos (Rafael Greca e Alexandre Curi) e anunciou Sandro Alex (seu ex-secretário de infraestrutura) como seu candidato a governador. Depois de seguidas demonstrações de que faria tudo para evitar a vitória de Sérgio Moro, parece que os ventos do Palácio Iguaçu mudaram a direção da biruta e Ratinho bota uma baita azeitona na empada do senador e ex-juiz da Lava Jato.
O presidente da Assembleia Legislativa, neto do lendário Aníbal Curim aceitou disputar uma vaga no Senado e Greca, ao que se sabe por enquanto, ficará chupando o dedo. A pergunta que não quer calar : quem é Sandro Alex na ordem do dia eleitoral? Moro deve estar rindo de orelha a orelha. Uma coisa é certa: se houver segundo turno será entre Moro e Requião Filho. Nos debates tete-a-tete, Requião engole o “Conje” com casta e tudo.
A verdade é incompatível com o sectarismo
O deputado estadual delegado Jacovós, bolsonarista de quatro costados e até dia desses membro de proa da base de Ratinho Júnior, desancou o governador esta semana em um programa de entrevista na Rádio CBN de Maringá. Pelo jeito, seu partido, o PL, rompeu com o Palácio Iguaçu e isso tem a ver com a candidatura de Sérgio Moro e a provável ausência de Ratinho no palanque de Flávio Bolsonaro.
Visivelmente irritado, Jacovós prometeu dinamitar o que classifica como República de Jandaia ao mesmo tempo em que chama o governador de moleque, por descumprimento de acordo com o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de prefeito de Curitiba em 2024.
O parlamentar faz críticas pontuais sobre questões administrativas, porém ressalva a parceria do município de Maringá com o governo do Estado, no que diz respeito às obras do Contorno Sul. Só que aí ele usa uma narrativa distorcida, deixando de reconhecer que os quase meio bilhão de reais para execução do projeto, virão do governo federal, através do novo PAC e não do estadual. Claro que a omissão é proposital, porque ignorar e desqualificar o adversário político, que considera inimigo, é a marca registrada da seita bolsonarista.
Crime eleitoral, na cara dura
O estado é laico, mas há políticos e lideres religiosos que ignoram essa realidade constitucional. Jair Bolsonaro usava púlpitos de igrejas evangélicas para pedir voto e agora o filho Flávio repete a hipocrisia que está incrustrada na frase nazifascista “Deus ,Pátria, Família e Liberdade”. Só que faz isso antes de se tornar oficialmente candidato, o que só ocorrerá na convenção partidária de julho. Logo, comete crime eleitoral e poderá ter problemas com o TSE.
Sua presença em um encontro de 40 pastores da Assembleia de Deus em São Paulo foi uma afronta aos cânones da fé e um desrespeito aos ritos do processo eleitoral. A legislação, é bom que se diga e repita sempre, proíbe campanha fora de época. O vídeo que mostra Flávio Bolsonaro ajoelhado e recebendo oração do bispo José Wellington Bezerra da Costa é prova concreta e irrefutável do crime eleitoral que o TSE terá que analisar. Claro, o justiça não age de ofício, mas o que não deve faltar são denúncias protocolada na corte por partidos adversários e até por entidades da sociedade civil.

É aí que mora o perigo
Síndrome de Estocolmo é um estado psicológico em que a vítima desenvolve laços afetivos com seu algoz. Vamos lembrar então que enquanto presidente durante a pandemia, Jair Bolsonaro zombou de pessoas morrendo sem ar e resistiu o quanto pode para não comprar vacina e enfiar cloroquina no povo. O resultado desse comportamento genocida foram 700 mil mortos e a constatação de que se a vacina tivesse chegado no tempo certo , pelos menos metade das pessoas que perderam a vida para o coronavírus teria sido salva.
Some-se a tais gestos de insanidade, o fato de que Bolsonaro foi um presidente que não presidiu, tramou golpe o tempo todo e entregou o governo a Paulo Guedes e grande parte do orçamento da União ao presidente da Câmara Federal Arthur Lira.
Apesar de tudo isso e mais o fato de ser um presidente que não sabia juntar lé com cré, Jair Messias Bolsonaro é adorado por uma parcela considerável da população brasileira. E pior, transfere o resultado dessa relação afetiva para o filho Flávio, de igual naipe. Com o bolsonarismo vivo, Flávio tem chances reais de chegar a presidência da república e sem procurar esconder sua intenção de dinamitar a democracia brasileira, já que externa seu desejo golpista dia sim e dia também.