
Todo o cuidado é pouco
A retórica agressiva da extrema direita contra tudo que a contraria tende a se intensificar nesse ano eleitoral. E assim, reacender o pavio da explosão de violência registrada na campanha de 2022. Não dá pra esperar moderação desse pessoal, mas as lideranças do chamado campo progressista precisam se acautelar e criar antivírus que garantam no embate eleitoral um mínimo de civilidade. A par disso, é indispensável desenvolver estratégias inteligentes, porém em linguagem simplificada, para tirar do campo de visão do eleitorado, as cortinas de fumaça que já encobrem o cenário de barbárie, em estágio preliminar de construção. Não se pode confundir debate político com bate-boca e muito menos, liberdade de expressão com delinquência.
Trocadilho à parte…
A ironia está na boca de bem humorados frequentadores das bocas, inclusive a Boca Maldita de Maringá. Um comentário que ouvi ontem na Açukapê: “Se a direita não puder contar com Tarcísio de Freitas e ver que Flávio Bolsonaro poderá naufragar no lago das rachadinhas, ela vai de Ratinho Júnior. Afinal, quem não tem gato, caça com rato”.
O líder que pode nem ser candidato
Sérgio Moro continua liderando as pesquisas para governador do Paraná. Como se vê, tem voto, mas a federação que juntou União Brasil e PP não chancela a sua candidatura. Se chancelar, ele deverá enfrentar uma artilharia pesada na campanha, por conta das denúncias de abuso de poder no comando da Lava Jato, inclusive com acusações de chantagem contra autoridades que não poderiam ser investigadas por ele, caso, por exemplo, dos desembargadores do TRF-4.
O dossiê produzido pelo ex-deputado Tony Garcia, feito espião de Moro, que ameaçava mandá-lo para a masmorra se não colaborasse, está no STF, com um caminhão de provas. Moro sustenta que se houve crime, esses crimes já prescreveram. Porém, a tese da Polícia Federal , que fez recentemente uma varredura na 13ª, Vara Federal de Curitiba, onde resgatou uma tal mala amarela, é de que a prescrição não se sustenta, pelo simples fato de que houve crime continuado.
Resumo da ópera: Sérgio Moro terá barreiras quase intransponíveis para chegar ao Palácio Iguaçu, podendo no meio do caminho, encontrar cascas de banana e sofrer uma queda que o tiraria de vez do jogo eleitoral no Paraná. É esperar pra ver.
A saúde mental de Adélio
Informa o portal Metrópoles que Adélio Bispo, o autor da facada contra Bolsonaro, está com um quadro de saúde mental muito grave. Ele tem esquizofrenia paranoide e encarcerado não tem a menor chance de cura. Especialistas aconselham internação em hospital psiquiátrico de custódia. Com a palavra, a Justiça que, como não age de ofício precisa ser provocada pelo Ministério Público.

Quem diria !
Saiu no Estadão de São Paulo, que os “Irmãos de Toffoli foram sócios de um segundo resort, em parceria com o apresentador Ratinho. A empresa Maridt S/A, que vendeu sua fatia no Tayayá de Ribeirão Claro ao cunhado de Daniel Vorcaro, também foi sócia do Tayayá Porto Rico”.
O Senado é fundamental
A eleição de presidente da república é importante, a de governador, idem. Mas a de senador não é menos importante do que nenhuma das outras duas. O futuro do país e sobretudo o fortalecimento da democracia passa necessariamente pelo parlamento e sobretudo pelo Senado que. Por ser a câmara revisora, tem papel primordial na solidez das instituições. Um senado com a direita fazendo bancada majoritária, seria um desastre. Mesmo que Lula se reeleja, e acho que vai se reeleger e ainda que os estados tenham governadores progressistas. O Senado é uma espécie de pedra de toque da democracia.
Infelizmente, o quadro para a composição do Congresso Nacional a partir de 2027 não é lá muito animador. Vamos só pegar o exemplo do Paraná, que conta com sua bancada na Câmara com parlamentares do nível abaixo do meio fio. É o Senado que bota freio da Câmara, como ficou provado na PEC da bandidagem . Daí porque, o eleitor tem deve prestar muita atenção no candidatos a senador nas eleições gerais que se avizinham. Atualmente, os institutos de pesquisa apontam para a possibilidade do Paraná reconduzir Álvaro Dias, mas pode dar um salto de qualidade também com a recondução de Gleisi Hofmann. Pelo menos isso.
O leite azeda e compromete o queijo de Ratinho Jr
Ratinho Júnior está P da vida com Sérgio Moro, a quem atribui o racha que está acontecendo na sua base. O senador lidera as pesquisas para o governo do Paraná e tenta, na base do “deixa que eu chuto”, se cacifar para fugir das rasteiras que está levando de Ricardo Barros e Ciro Nogueira, caciques do PP, que se fundiu em uma federação com o União Brasil ,partido do ex-juiz da lava jato, conhecido pelos apelidos de “conjo” e “Marreco de Maringá”.
Pelo andar da carruagem, podemos ter Moro e Requião Filho no segundo turno, o que significaria uma derrota política monumental para Ratinho e uma saia justa para Barros, que por ser um deputado de família e de resultado, quer mesmo é colocar a mulher Cida como candidata da UP.
