A informação é do Ministério dos Transportes: “Os brasileiros economizaram R$ 1,8 bilhão com a gratuidade da carteira de habilitação”. O curso teórico é gratuito e os que buscam a CNH não precisam mais pagar autoescola. No Paraná a economia foi de R$ 113,6 milhões.
Vale mais que mil palavras…
A foto desse abraço de Flávio Bolsonaro em Davi Alcolumbre é muito reveladora. A imagem, que fala mais do que mil palavras, expõe as vísceras de um parlamento que caminha paralelo à realidade do país e que merecidamente ganhou a pecha de “ inimigo do povo”

Fala lilliputiana
No programete eleitoral do PL do Paraná esta semana na TV, Sérgio Moro fecha a cantilena partidária com uma provocação despropositada, afrontosa e ridícula. “Só não aceitamos bandidos e petistas”. Nem em Lilliput seria visto tamanha pequenez.
Abraço de tamanduá
Quando se fala em traição na política, nada se equivale ao que fez o senador Jaques Wagner com o presidente Lua, de quem era líder do Senado. Encerrada a sessão vergonhosa, de rejeição de Jorge Messias para o STF, Wagner forçou um abraço em David Alcolumbre, que manobrou criminosamente pelo resultado adverso ao Palácio do Planalto. Em sendo ele líder do governo da Câmara Alta, o abraço de tamanduá, bateu um carimbo de traidor na testa do senador baiano, do PT. Por tudo o que tem feito na vida pública e pelo que representa na cena politica brasileira, isso foi uma mancha em sua biografia, que Wagner vai ter muita dificuldade de remover.

FOI HÁ 52 ANOS
O ano era 1974. Eu trabalhava na sucursal da Folha de Londrina e junto comigo, um portuguesinho porreta de nome Francisco Oliveira, que a gente chamava carinhosamente de Mini-Chico. Seu pai tinha fugido com a família da ditadura salazarista e veio parar em Maringá, onde dois dos filhos começaram no jornalismo. Naquela manhã de 25 de abril Mini-Chico entrou na redação cantando emocionado Grândola Vila Morena, a música que se tornaria o hino da revolução dos cravos. Por coincidência, eu tinha acabado de ouvir no rádio, que o general Antônio Spinola, entrara com suas tropas em Lisboa. A população foi pras ruas ver a passagem triunfal dos revolucionários, que exibiam cravos vermelhos nos canos de suas armas de guerra. Foi muito bonita a festa, pá…
Mini-Chico ficou exultante, porque tinha certeza de que ali estava plantada a semente de uma sólida democracia e da restauração da paz e da civilidade na terra de Camões. Eu não sabia a letra, mas segui a voz desafinada do colega, formando com ele, um dueto, que também me fez ir às lágrimas. Um ano depois da revolução dos cravos, Grândula Vila Morena embalou um manifesto político em Santiago do Chile, contra o governo sanguinário de Augusto Pinochet.
Há anos não vejo nem o Mini-Chico e nem seu irmão Germano, que também trabalhou comigo na sucursal Folha. A última notícia que tive do Germaninho é que ele estava na chefia de redação da revista Isto É em São Paulo. Quanto ao Mini-Chico, soube que deixou o jornalismo e continuava morando em Porto Alegre, onde pilotava um site de compra e venda de carros pela internet. Vale o registro: Mini-Chico ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo pela cobertura para a Folha e o Estadão, da geada negra que dizimou os cafezais do Paraná em julho de 1975. Lembrei dele dia desses, quando a revolução dos cravos completou 52 anos. Não o tinha por perto para um novo dueto, mas cantarolei sozinho a canção do grande compositor português Zeca Afonso.
É vomitável
A mídia alternativa revelou nesta sexta-feira, dia do trabalho, a existência de um acordo, que é sem dúvida o que de mais abjeto ocorreu nos últimos tempos na política brasileira: a união dos senadores David Alcolumbre e Flávio Bolsonaro com Alexandre de Moraes, para derrotar Jorge Messias, indicado de Lula à vaga de Barroso no STF. Se havia suspeita, agora é praticamente confissão de culpa dos três, de terem se beneficiado com a dinheirama distribuída por Daniel Vorcaro a influentes homens públicos. Isso porque, informa por exemplo o portal Revista Forum, o preço da trama, seria o enterro da CPMI do Banco Master, cuja instalação ou arquivamento estava nas mãos do presidente do Senado, David Alcolumbre, o judeu que está adequadamente, sendo chamado de Judas. No mesmo pacote estaria incluída a derrubada do veto presidencial ao PL da dosimetria, uma esopecia de “PL da Bandidagem 2”. A notícia que já se espalhou feito rastilho de polvora, já provoca a procura desenfreada nas farmácias brasileiras, de engov e dramin, porque spo quem tem estômago de avestruz, consegue ficar sem “chamar o juca”.

Se depender da direita, que o pobre morra de trabalhar
A direita trabalha no Congresso Nacional para dinamitar o projeto que acaba com a 6 por 1, caminhando contra a tendência mundial que é fixar jornadas de trabalho menos estressantes. A redução é uma tendência mundial, porque faz parte do processo de modernização da produção. O impacto negativo que setores atrasados do empresariado brasileiro insiste que haverá, é descartado por muitos especialistas no setor, a começar pelo Sebrae, que presta consultorias qualificadas para uma infinidade de pequenas e médias empresas em todo o país.
O presidente do órgão Décio Lima, lembra a propósito, que 70 por cento de empregos com carteira assinada, são gerados justamente pela pequena e média empresa e que mais de 60 por cento desses empregadores apoiam a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Só tem três razões para uma pessoa ser contra o fim da 6 por um: interesse na continuidade de jornadas de trabalho estressantes, insensibilidade social, total e absoluta, ou a mais pura ignorância.

O futuro pede passagem
Escrevam esse nome: João Campos. Ele está bem à frente da candidata à reeleição e deverá se tornar governador de Pernambuco este ano. O bisneto do lendário Miguel Arraes tem todas as credenciais para disputar a presidência da república em 2030. Se o eleito em 2026 for Lula, certamente Campos será o candidato do Planalto. Se for Flávio Bolsonaro (que Deus se apiede do Brasil) , o atual prefeito do Recife, é que terá a missão de impedir mais quatro anos de desastre na política brasileira. Isso se tivermos eleição, porque uma vez no poder, Flávio tentará de todo jeito dar o golpe de estado que o pai não conseguiu em 2022/2023.

Desfaçatez pouca é bobagem
Sérgio Moro reclamou que foi excluído da CCJ do Senado , que vai sabatinar o Jorge Messias, indicado de Lula para a vaga de Barroso no STF, nesta quarta-feira, 29. Praticamente insinuou que sua exclusão teve dedo do presidente, o que é uma mentira deslavada. Moro sabe, mas faz de conta que não sabe, que os membros de qualquer comissão permanente da Câmara ou do Senado, são indicados pelos partidos. Ele trocou o União Brasil pelo PL e não obteve a indicação, da nova agremiação partidária, para onde migrou com o único objetivo de viabilizar sua candidatura ao governo do Paraná. A maneira como destilou ódio para externar sua frustração com a impossibilidade de questionar o provável futuro ministro, demonstrou um grau de desfaçatez fora de qualquer limite de razoabilidade.
Quest balança o cenário da sucessão no Paraná
Corre à boca pequena em Curitiba, que Fernanda Richa, ex-primeira dama do Estado, poderá ser vice de Requião Filho. Hoje Requião tem 18% nas intenções de voto contra 35% de Sérgio Moro que caiu mais de 10 pontos na pesquisa Quest divulgada ontem. A esposa de Beto pode dar uma turbinada na campanha de Requião Filho, que temc ampo para crescer e surpreender. Outra novidade da pesquisa Quest é que Rafael Greca, preterido pelo governador Ratinho Júnior pontuou bem nessa pesquisa da Quest, ficando um pouco atrás de Requião e muito a frente de Sandro Alex, o preferido de Jota Erre. Acho que o quadro da sucessão estadual deve mudar muito até as convenções.