Prefeito de Maringá por duas vezes, Silvio Magalhães Barros II, confirmou hoje durante encontro com o governador Ratinho Júnior que vai disputar o terceiro mandato. Tem gente em Maringá dizendo estar armada até os dentes com provas de desvios éticos do irmão de Ricardo , que poderá melar a candidatura. Quem frequenta a Açukapê, ali na região da antiga Boca Maldita, sabe de quem se trata. “O pau vai cair a folha”, murmurou um corneteiro, ao saber da confirmação da candidatura.
Numa avaliação rápida mas não precipitada do quadro político de Maringá, eu diria que Silvio é um nome a ser batido no pleito desse ano. Porém, algumas cascas de banana no caminho pode fazê-lo cair do seu favoritismo.
Roberto Requião, um dos políticos paranaenses mais polêmicos e que mais se destacou nacionalmente completa hoje 83 anos hoje. Odiado por muita gente e amado por uma legião de fãs, governou o Estado por três vezes e foi senador por dois mandatos. Quando o assunto é política, alguns colegas de “MDB velho de guerra”, dizem que Requião ainda dá um caldo.
O presidente Lula vai pra cima dos APPs que exploram mão de obra sem nenhuma regulamentação nas relações de trabalho. Motoristas de aplicativo e motociclistas do Ifood trabalham sem nenhuma segurança jurídica e sem qualquer direito, que não seja as merrecas que recebem nas jornadas de trabalho estafantes que cumprem dia sim e dia também. O Ifood resiste, mas vai ter que se enquadrar, garantindo um suporte financeiro mínimo para os entregadores , além de assistência previdenciária. Nada mais justo.
Tinha parado mas agora as mensagens em inglês voltaram a inundar a página de pitacos no blog , inviabilizando a liberação de comentários dos leitores. Não sei como corrigir, por isso peço desculpas aos que me leem e comentam as postagens.
Quando o presidente Lula disse na Etiópia que “O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu, quando Hitler resolveu matar os judeus”, a casa veio abaixo. O primeiro ministro de Israel, o carniceiro Benjamin Netanyahu se enfureceu e, invertendo o sentido das palavras do presidente brasileiro , com o objetivo claro de usar o holocausto para afastar suas atrocidades do foco , vociferou : “Lula cruzou uma linha vermelha, pois nada se pode comparar ao holocausto”.
Não havia nas palavras de Lula a expressão holocausto. Mesmo assim, a distorção proposital do premier israelense rebombou no Brasil, de maneira ainda mais calhorda, por parte da extrema direita bolsonarista e da mídia tradicional, sobretudo das redes nacionais de televisão. Passados alguns dias eis que o mundo civilizado se dá conta de que Lula estava coberto de razão.
A direita avança, caminha para a extrema e a esquerda, batendo cabeça, não consegue conter esse avanço perigoso. As lideranças direitistas que pontuam na cena política querem acabar com o estado laico e implantar uma ditadura religiosa, liderada por malucos e despreparados feito Bolsonaro. O que se pergunta nesse contexto é o seguinte: onde está o centro, que poderia atuar como força moderadora, de equilíbrio, nessa polarização absurda, que só falta levar nossa gente para uma sequência de confrontos armados? Cadê o velho MDB? Onde se escondeu o PSDB?
Glória a Deus que Bolsonaro perdeu a eleição e seu projeto de dar um golpe de estado fracassou. Mas esse espectro ultra radical e obcecado pela construção de uma realidade paralela não vai desistir assim tão fácil de continuar tentando. Se não surgirem (ou ressurgirem) forças de equilíbrio, desempenhando o papel de algodão entre os cristais, corremos o risco de termos já em 2026, um substituto de Jair, tão tóxico quanto ele (pode ser a própria Michele, e por que não?). Isso acontecendo, estará novamente em risco, não apenas a democracia, mas a civilidade em nosso país.
Ana Júlia Ribeiro, a mais jovem deputada estadual do Paraná, detona o governador Ratinho Júnior pela privatização da Copel em artigo no portal 247. Escreve ela: “Como deputada e filha de ex-copeliano, eu lutei contra a privatização da companhia e alertei a população sobre os riscos da venda.
A piora acentuada na prestação do serviço após a privatização mostra que aqueles que se levantaram contra esse crime à soberania do estado tinham razão. O problema mais grave apontado, além da explosão das tarifas, são os apagões: “No último quadrimestre de 2023, houve mais de 38 mil interrupções de distribuição de energia registradas no Paraná. A duração média dos apagões também aumentou, subindo de mais de quatro horas para quase seis horas. Em muitos casos, contudo, o restabelecimento da energia chega a demorar dias”.
A imprensa brasileira, principalmente os grandes jornais, TVs e portais , noticiaram o massacre de ontem na fila da comida em Gaza , de uma maneira vergonhosa. Colocaram o massacre covarde como se fosse uma confusão . O Jornal Nacional, por exemplo, disse que a maioria morreu pisoteada e soldados de Israel, temendo que a multidão pudesse atacá-los, dispararam suas armas contra os famintos.
O que houve na verdade foi a continuidade do processo de extermínio dos palestinos naquele território, que desde 1967, após a Guerra dos Seis Dias, vivem sob ameaça do poderio bélico do estado judeu. Um médico do único hospital que ainda funciona precariamente em Rafah, desmentiu em entrevista a Rede de TV Al Jazeera, a versão de que os mais de 100 palestinos que morreram no ataque dos soldados israelense, foram vítimas de pisoteamento por causa da correria. Os corpos que ele examinou , inclusive de mulheres e crianças, estavam furados de bala.
Como pode a mídia canalha vir com essa história de que, o que houve naquela fila de ajuda humanitária foi confusão? E depois fica dando voz só aos defensores do primeiro ministro carniceiro, que o presidente Lula chama de genocida e neonazista.
Por acaso, na cobertura jornalística dos principais veículos de comunicação do Brasil, alguém viu, ouviu ou leu a versão de algum representante do povo palestino? O nosso amigo Ualid Habah, atual presidente da FEPAL, só tem tido espaço para defender a causa palestina na mídia alternativa. Que jornalismo é esse? Cláudio Abramo e Vladimir Herzog, que eram judeus, estariam morrendo de vergonha.
Impressionante como a mídia tradicional brasileira está sempre ouvindo representantes da causa de Israel, para defenderem o massacre promovido pelo Netanyahu, mas nunca dá espaço a quem fala em defesa dos palestinos. Pratica “jornalismo”, jamais jornalismo. Uma vergonha.