Há exatos 134 anos era abolida a pena de morte no Brasil. Isso aconteceu após a proclamação da República, 6 anos depois da última execução ocorrida na pacata cidade de Pilar na província de Alagoas. Só lembrando que dos 193 países das Nações Unidas 54 ainda adotam essa forma absurda de fazer justiça. E por incrível que pareça, nos Estados Unidos da América, considerada ainda a maior potência do mundo, em 29 dos 50 estados ainda existe a pena capital. Causa perplexidade a gente ver que no Brasil ainda tem muita gente que bateria palma se nosso país voltasse a 1890.
Messias
De sutileza não tem nada
O sinal, cunhado no Brasil por Jair Bolsonaro e hoje seguido por milhões de brasileiros, inclusive evangélicos, é aparentemente simples. Mas simbolicamente significa indicativo de violência psicológica. Poder-se ia dizer que seria uma espécie de ameaça sutil. Mas tão popularizada foi pelo bolsonarismo que não há mais nesse tipo de ameaça à vida sutileza nenhuma.
Salve, Otto!
Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
. Otto Lara Rezende
O mito tá virando pó
Bolsonaro ficou com os pés em duas canoas na eleição de São Paulo. Não sabia se apoiava Ricardo Nunes ou Pablo Marçal. No começo da campanha foi de Nunes mas ante o crescimento de Marçal, ficou titubeante. E levou muito pau por isso. Agora foi todo catita pra se declarar para o atual prefeito da capital paulista e levou um toco. “ Não queremos mais”, disseram os coordenadores de campanha do candidato que busca a reeleição. Ou seja, Bolsonaro se desidrata a cada dia e ao mesmo tempo se torna uma figura tóxica até mesmo para seus antigos aliados. Como dizia minha sábia dindinha Alvina: “O castigo não vem no passo lento do jegue, mas no galope voador do cavalo”.
Não murchou, pelo contrário
Tem muita gente dizendo que o PT se desidratou nessa eleição, saiu menor do que entrou. Não é o que os números dizem. O Partido dos Trabalhadores tinha 183 prefeitos e foi para 248, além de garantir presença no segundo turno em 13 cidades, incluindo 4 capitais (Fortaleza, Porto Alegre, Cuiabá e Natal) . O número de vereadores eleitos (e reeleitos) subiu de 2.668 para 3.118.
Direita, volver!
Cristina Graeml , a candidata do PMB que pintou como a grande surpresa das eleições em Curitiba, começa a ter dor de cabeça já na largada para o segundo turno. É com seu vice, o advogado Jairo Filho, que responde a processo por golpe contra uma idosa. Ele é acusado de estelionato, fraudes financeiras e apropriação indébita. Vice pode não ajudar numa campanha eleitoral, mas que atrapalha, isso atrapalha.
Do ponto de vista político-ideológico, a disputa na capital paranaense é entre a direita e a extrema direita. Cristina deve ter na sua campanha agora ninguém menos do que Pablo Marçal. Eduardo, direitista de quatro costados, é neto do ex-governador e empresário das comunicações Paulo Pimentel. Aliás, cabe a observação de que o Paraná só não está mais à direita do que Santa Catarina.
Exemplo de além mar
Uma corte de justiça , conhecida como Tribunal da Concorrência , condenou os bancos que operam no país a pagarem multas astronômicas por prejudicarem consumidores. As multas totalizam 227 milhões de Euros, 1,4 bilhão de reais. Calma, isso não foi no Brasil, não. Foi em Portugal.
Nomes estranhos
Veja alguns nomes curiosos dessas eleições no Vale do Ivaí:
Língua Preta, Io e Parabólica (Jardim Alegre), Tchu Tchu (Marumbi), Oncinha (Marumbi), Cabeção e Zé Lomba (São Jorge do Ivaí)
Nenê da Dona Nadir (Rio Branco do Ivaí), Fabinho Bala Gato (Lidianópolis), Pé de Pano (São Pedro do Ivaí), Dominado (Borrazópolis), Matheus Porrão (Jandaia do Sul), Gaiolinha da Saúde (Marilandia do Sul) e Tocera (Ariranha do Ivaí)
E nem poderia ser diferente
Silvio Barros esteve ontem com Ulisses Maia no gabinete que ele ocupará a partir de primeiro de janeiro. Foi o primeiro passo para o processo de transição, que deve começar logo. Não há problema de relacionamento entre os dois, até porque Ulisses foi chefe de gabinete de Silvio, que exerceu dois mandados (2009 a 2016).
Assim é, assim que tem que ser, assim será. Democracia é isso. O que deixa o cargo facilita as coisas para quem vai assumir, independente de quem seja. O eleitor é soberano e a decisão dele deve sempre ser respeitada, o que não aconteceu com Bolsonaro quando perdeu a eleição para Lula em 2022. Tudo o que o maringaense deseja agora, seja qual for sua coloração ideológica, é que o vitorioso da eleição majoritária desse ano faça um bom governo, cumpra o que prometeu na campanha. À oposição cabe o papel de fiscalizar, com a competência e a seriedade que as circunstâncias exigem.
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Feio na foto
Quase todos os candidatos apoiados por Sérgio Moro no Paraná foram derrotados nessas eleições. Quem diz isso é a bem informada Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. O Uniao Brasil do senador e ex-juiz da Lava Jato só venceu em colégios eleitorais expressivos na cidade de Apucarana . E está no segundo turno em Ponta Grossa. Sua principal derrota foi em Curitiba, onde a sua mulher, Rosângela Moro, foi vice de Ney Leprevost. Em Guarapuava o candidato de Moro ficou em último lugar. Só a título de curiosidade: Sérgio Moro foi o penúltimo colocado no concurso de juiz federal onde Flávio Dino foi o primeiro.





