Em 2014 os iluminados da República de Curitiba espetaram grampo na cela de Alberto Yousseff. Passados 10 anos, o contraventor teve acesso a mais de 200 horas de gravação, principalmente das conversas dele com seus advogados. Mais uma dor de cabeça para o maringaense Sérgio Moro, que está em vias de transformar em herói o doleiro que vinha se colocando na mira do ex-juiz da Lava Jato desde o escândalo das contas CC5 do Banestado, que redundou na fracassada Operação Macuco.
Messias
O preço da privatização
A privatização de serviços públicos historicamente de responsabilidade do estado trás como consequência imediata o aumento de tarifas. Que o digam is consumidores de energia elétrica no Paraná. A diferença é que o lucro que o estado busca é , pelo menos teoricamente, o bem estar social. O da empresa privada é grana, mais grana, mais grana. Para quem? Naturalmente para seus acionistas e diretores. Simples assim.
A “Lava Jato” matou a “Lava Jato”
Com base em decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, a 13ª Vara Federal de Curitiba trancou nesta sexta-feira (19/7) uma ação penal da finada “Lava Jato” contra o executivo Marcelo Odebrecht. Ou seja, quase todas as sentenças do então juiz Sérgio Moro foram pro beleléu, graças ao que descobriu dele e dos procuradores a “Opração Spoofing”. Toffoli afirmou que “procuradores e Sergio Moro atuaram em conjunto, ignorando o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a própria institucionalidade em nome de objetivos pessoais e políticos, o que é inadmissível em um Estado democrático de Direito”. Outro ministro do STF, o Gilmar Mendes, já tinha falado cobras e lagartos de Sérgio Moro, Dallagnol e companhia. Mendes chegou a se referir a Moro como um juiz chinfrim .
Fonte: Consultor Jurídico
Não seria surpresa
Um amigo meu, pré-candidato a vereador pelo PP, de Silvio, encontrou com o Humberto Henrique, que não conhecia, em uma dessas andanças de campanha. Ficou encantado com a simpatia e a maneira cortês como trata todo mundo. “Pena que é do PT, senão teria toda a chance de chegar à Prefeitura”. Concordei, em parte, mas lembrei que numa eleição municipal para prefeito o partido conta pouco na cabeça do eleitor. Não fosse assim, o saudoso Zé Cláudio não teria sido a grande sensação do pleito de 2000 mil.
Aliás, aproveito a deixa para contar aqui uma pequena curiosidade: uma vez fui com o então coordenador da Região Metropolitana de Maringá, João Ivo Caleffi, tomar um café com o deputado federal Odílio Balbinotti em seu escritório no Edifício Shimabukuru e, conversa vai, conversa vem, o deputado me desafiou: “dou um doce de abóbora se você adivinhar em quem votei pra vereador na última eleição “. Claro, eu não fazia a menor ideia. Balbinotti respondeu: “No Humberto Henrique, do PT “. Mostrei surpresa e ele esclareceu: “O Humberto é meu contador. Agora, pensa num cara competente e honesto”. Eu disse: “Concordo em gênero, número e grau”.
O dedo sujo de Tio Sam
O escritor Fernando Morais, autor da biografia de Assis Chateaubriand (Chatô) e biógrafo de Lula, teve acesso a milhares de documentos produzidos pelo governo dos Estados Unidos sobre o presidente brasileiro ao longo de pelo menos 50 anos. Ou seja, a CIA monitora os passos de Luís Inácio Lula da Silva desde que ele era líder metalúrgico e liderava as greves do ABC contra a indústria automobilística, caso das “Big Three” (Ford, GM e Chrysler). Morais utilizou a Lei de Acesso a Informações norte-americana (Freedom of Information Act – FOIA) na sua pesquisa, inspirada no trabalho de Julian Assange. Hoje já se sabe que a prisão de Lula pela Lava Jato, decretada por Sérgio Moro, tem dedo de Tio Sam.
Um brilho na imagem
O que não faz um bom marqueteiro. Pablo Nobel, que apesar do nome nunca foi agraciado pela academia sueca, sugeriu à sua contratante Maria Vitória um olhar especial para os problemas sociais de Curitiba, onde ela será candidata a prefeita. Mais que de pressa a deputada estadual, filha de Ricardo Barros e Cida Borghetti, gravou um vídeo que viraliza nas redes sociais com mensagem de solidariedade e preocupação com as mães, as crianças e as família pobres da capital. Nada como uma eleição atrás da outra.

O dito pelo não dito
O ministro André Mendonça, do STF, havia anulado uma resolução do TSE sobre as federações partidárias. O Tribunal Superior Eleitoral impediu que federações participem das eleições caso uma das siglas não tenha prestado contas anuais à Justiça Eleitoral. O ministro terrivelmente evangélico achou que não havia mal nenhum nessa irregularidade. Mas ontem voltou atrás e validou o que havia invalidado. Quem não gostou nadinha desse recuo foram o PV, o PSDB, o PT, o Psol e a Rede Sustentabilidade, para cujos partidos a medida pode inviabilizar a participação de algumas federações no pleito que se avizinha.
Tome tento, presidente!
Nicolás Maduro disse que se perder a eleição haverá no país um banho de sangue. Não é possível que Lula se cale diante desse absurdo. O presidente brasileiro, que enfrentou ameaças do tipo, precisa se posicionar. A posição ideológica não pode servir de argumento para passar pano sobre os graves problemas que vem acontecendo na Venezuela.
Era correligionário
O jovem Thomas Matthew Crooks, engenheiro recém formado, foi morto pelo FBI após ter dado um tiro na orelha de Donald Trump. Ele era filiado a Republicano, partido do topetudo.
A fúria do sanguessuga
Lula diz que não fará ajuste fiscal em cima da população pobre. E aí o mercado sanguessuga reage com fúria.




