O Brasil tem hoje uma pá de partidos políticos, cujos nomes não guardam qualquer relação com suas realidades. Por exemplo: o que há de progressista no PP? E de liberal no PL? O União Brasil une o que? E o que há de novo no Novo?
Messias
“Tarso formicida”
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é o novo xodó da direita brasileira. Está sendo chamado de “bolsonarista moderado”. De fato, moderação ali é mato. Com seu aval, a PM paulista vem matando mais do que formicida tatu.
Ameaçado de morte
O deputado estadual Renato Freitas, do PT, foi aos Ministérios dos Direitos Humanos e da Justiça, em Brasília, para denunciar possíveis ameaças feitas contra ele por policiais militares. . “Minha vida está em risco”, disse o parlamentar, que atribui o “recado” de que ele seria morto, a uma acusação leviana do seu desafeto, Ricardo Arruda, deputado estadual do PL. Arruda insinuou que Freitas estaria envolvido na morte de um PM na comunidade Nova Esperança, em Campo Magro.

Concordo em gênero, número e grau
Bolsonaro disse que, na impossibilidade do retorno, plantou sementes, citando Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado. O ex-presidente falou uma coisa mas, no fundo, o que fez foi colocar no solo fértil o ovo da serpente.
. Blog do Zé Beto
Na linha de sucessão
É cada vez mais forte as conversas de bastidores na política paranaense de que Ênio Verri está adquirindo rapidamente, como presidente da Itaipu, status de candidato viável ao governo do Paraná em 2026. Os mais de 100 prefeitos beneficiados por programas da Binacional estão encantados pelo trabalho do maringaense. Por mais que o Paraná seja um estado antipetista, se o governo Lula for bem, como tudo indica, Verri terá chances reais de chegar ao Palácio Iguaçu.
Silvio II quer o III…mandato
A campanha já era sim, para estar rolando nos bastidores, mas tem candidato com o pé na estrada e fazendo verdadeiras reuniões-comícios, ao mesmo tempo em que acelera a máquina de costura para alinhavar as alianças possíveis e até algumas inimagináveis. Entre os que estão de olho no Paço Municipal de Maringá está Silvio Magalhães Barros II, que até recentemente resistia a pressão do irmão Ricardo mas que agora tomou gosto pela possibilidade real de voltar a dirigir os destinos da cidade pela terceira vez.
Silvio lidera todas as pesquisas, mas não dorme no ponto: acelera sua agenda de contatos presenciais com o eleitorado, inclusive os mais antigos. Numa das últimas reuniões que fez, mirou em homens de cabelos brancos, que sentavam na primeira fila ,para invocar a gestão do seu pai, que reconheçamos, foi um grande trocador de obras, apesar das muitas brigas que comprou. Só lembrando: uma dessas pendengas foi com os empresários Samuel Silveira e Joaquim Dutra, donos da TV Cultura (hoje RPC), que chegaram a ter o caminhão de externa da emissora proibido de entrar do Estádio Willie Davids para gravar jogos do Grêmio. A outra foi com a Copel, quando se recusou a pagar as contas de luz do Paço Municipal, que estavam atrasadas ao assumir em janeiro de 1973 e desafiou a companhia a cortar a energia. A Copel cortou e Silvio 1º colocou dois motores a diesel no subsolo do Paço Municipal, produzindo energia e muito barulho na orelha dos servidores.

O parlamento andou de ré
Observando os discursos e os debates acirrados na Câmara Federal e no Senado a gente chega a conclusão de que em termos culturais e éticos o parlamento brasileiro andou de ré. Eu que ouvi nas duas casas oradores como Freitas Nobre, Ulisses Guimarães , Paulo Brossard, Jarbas Passarinho, Josaphá Marinho e Teotônio Vilela, de repente me pego assistindo nas TVs Câmara e Senado, pronunciamentos de Níkolas Ferreira, Marco Feliciano, Eduardo Bolsonaro, Magno Malta, Marcos Rogério e Sérgio Moro. É muita desqualificação, né não amigo Prepúcio Honorato?
Liberdade de expressão x delinquência
A bancada bolsonarista na Câmara Federal tem deixado os brasileiros confusos no que diz respeito a essa tal liberdade de expressão. O que parece claro é que em discursos inflamados e raivosos, como os do Nicolas Ferreira, coordenador do movimento Direita Minas, é que esse pessoal não sabe onde termina o direito de se expressar e onde começa o direito que eles imaginam que tem de delinquir.
Ainda há espaço para o corpo-a-corpo
Será que teremos nessas eleições municiais a volta da forma tradicional de fazer campanha política? De 2018 pra cá o que predomina são as redes sociais, os disparos, até via robôs, de mensagens dos candidatos para o eleitorado. Em muitos casos tem dado certo, principalmente para quem tem condições de montar boas estruturas digitais, com craques da informática. Quem não tem se aventura nas ruas via contatos pessoais , tarefa cada vez mais difícil.
Tenho pra mim que numa eleição municipal, tão pulverizada como é particularmente a de vereador, poucos candidatos terão meios para competir pela Internet em pé de igualdado com os que já estão na lida digital há algum tempo. O contato pessoal, que exigirá muito mais sola de sapato do que antes, será a saída para os analógicos.
Requião está no jogo
Requião é pré-candidato a prefeito de Curitiba e por mais que o tenham como ultrapassado e fora do jogo, não há que se desprezar quem já foi prefeito da capital, governador duas vezes e senador da república. Ele está correto ao impugnar a divulgação de uma pesquisa que não tem seu nome, como a que seria divulgada esta semana por um tal de Instituto AtlasIntel. O TRE reconheceu o erro, certamente deliberado, e proibiu a divulgação do levantamento, que traz Deltan Dallagnol na liderança.



