A Operação Carbono Oculto, maior investida das forças de segurança contra o crime organizado no Brasil em todos os tempos, vem causando pânico na Faria Lima, principal centro financeiro do país. O alvo principal das polícias Federal e Civil de São Paulo, com apoio do Ministério Público e da Receita Federal, são as fintechs, que operam de forma agressiva no mercado, lucram R$ bilhões e não prestam informações ao fisco. Assim, transformam-se em autênticas lavanderias, que lavam dinheiro sujo, inclusive do tráfico. A devassa atinge também os fundos, onde grandes investidores faturam muito dinheiro, sem que para isso tenham que declarar e pagar um centavo sequer de imposto.
E aí, quando o governo fala em isentar do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil por mês e para cobrir o déficit fiscal que a medida causaria, passaria a taxar os do andar de cima, a partir do teto de R$ 600 mil de rendimento mensal. A reação da bancada bolsonarista tem sido feroz, mas depois da deflagração da “Carbono Oculto” a maioria dos parlamentares sob suspeita de se beneficiar do esquema desmontado, vai ficar pianinho. A operação, conforme os analistas políticos, atinge em cheio o coração da candidatura do bolsonarismo para presidente em 2026, encabeçada pelo governador de São Paulo Tarcísio de Freitas.