Na lógica neoliberal da privatização, o estado precisa entregar para o setor privado as suas empresas, que seriam deficitárias. Seriam, mas não são. Quer mais superavitária do que a Copel, que foi privatizada? A Copel, vamos lembrar, era uma referência na área de distribuição de energia no país. Deixou de ser a partir do momento em que foi vendida, segundo críticos, na bacia das almas. Hoje, quando há queda de energia, o restabelecimento leva o dobro de tempo que levava antes. A Sanepar também já foi referência no setor de saneamento básico, não do Brasil, mas da América do Sul. Hoje está aí, semiprivatizada e a caminho da privatização total. Além de estar envolvida em escândalo de caixa 2, anda deixando as cidades litorâneas, caso de Guaratuba, com torneiras secas. Até a capital, Curitiba, enfrenta problemas de falta d´água nunca antes enfrentado.
