Fico pensando: como pode os pastores que ganham altos salários não terem tido nenhum constrangimento com a isenção de imposto de renda a eles concedida por Bolsonaro em agosto de 2022, 60 dias antes da eleição? Alguém pode ter dúvida de que o tal Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 1 foi eleitoreiro, e desonesto, para dizer o mínimo?
Por mais que eles esperneiem , gritando que há perseguição, o mandado de busca e apreensão no gabinete e na casa do deputado Carlos Jordy, deixa os bolsonaristas de alto coturno com o cu na mão. As provas de que Jordy esteve diretamente envolvido na tentativa de golpe, naturalmente a mando de Jair Bolsonaro, é batom na cueca. E os bolsonaristas, a começar pelo próprio Jair Messias, sabem exatamente o que fizeram no verão passado.
Só pra lembrar: o deputado Carlos Jordy é tão falso quanto uma nota de R$ 3. Ele se quer tem Jordy no sobrenome. Isso tem levado muito constrangimento à verdadeira família Jordy, do Rio de Janeiro. O nome verdadeiro do parlamentar de extrema direita é Carlos Roberto Coelho de Mattos Júnior.

O barraco está penso
A Polícia Federal capturou falas comprometedoras do deputado Carlos Jordy, passando orientações sobre a invasão das sedes dos três poderes em 8 de janeiro de 2023. Jordy foi acordado por agentes da PF numa ação de busca e apreensão e seu grau de comprometimento é tão grande que ele agora está no bico do corvo. Os bolsonaristas estão com a pulga atrás da orelha, porque o efeito dominó parece inevitável. O próprio Jair Bolsonaro anda coçando a cabeça, porque já se vê costeando os muros da Papuda. A casa dos bolsonaristas de quatro costados ainda não caiu , mas inspirado nos versos do poeta maringaense Cláudio Viola, ouço dizer que o barraco deles está penso.
Do mestre Tostão sobre Pelé
Quanando comecei a estudar psicanálise, imaginava que jamais entenderia as ideias de Freud, que elas seriam assunto para intelectuais, psicólogos e filósofos. Logo percebi que seus textos eram tão claros, precisos, convincentes e simples que até os mistérios da alma tinham lógica. Era a vida retratada nos seus livros. Freud colocou ordem no caos.
Quando atuei ao lado de Pelé, vi que, além de sua técnica exuberante, inigualável, uma das suas principais qualidades era tornar simples o que era complexo. Com poucos gestos, ações, tudo se iluminava à sua frente.
Seguro morreu de velho
Não podemos esquecer o gesto com forma arredondada entre o indicador e o polegar, que apesar de ser um emoji popular simboliza a supremacia branca, representada aqui no Brasil pelo bolsonarismo raiz.
Os setores progressistas precisam ficar atentos, porque os riscos de retrocesso são grandes em vários países, como já está ocorrendo na vizinha Argentina. No caso dos Estados Unidos, onde o eleitorado americano ameaça com a volta de Donald Trump, o perigo maior é o da retomada da criminalização do processo migratório.
Uma eventual vitória de Trump enche o bolsonarismo de esperança. Daí porque, torna-se ainda mais importante o alerta de José Dirceu, que com seu olho de lince, já detectou a oxigenação da extrema direita, principalmente nas grandes cidades. O que está em jogo aqui não é o processo migratório, mas civilizatório mesmo. É bom que os setores progressistas tomem tento.
A esquerda precisa ouvir a voz do Zé
Falem o que falar, mas o fato é que Zé Dirceu sabe das coisas quando o assunto é política. Ninguém no PT, nem mesmo Lula, faz uma leitura de cenário tão precisa quanto o pai de Zeca. E vem justamente dele uma dura crítica ao Partido dos Trabalhadores, cujas lideranças andam batendo no ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “É covardia o que que estão fazendo com o Fernando. Não apoiá-lo é burrice”, alfineta o ministro da Casa Civil do início do primeiro governo Lula. Dirceu faz um alerta, que serve não só ao PT mas à esquerda brasileira de um modo geral:” A direita está ganhando a disputa político-eleitoral enquanto a esquerda perde territórios à medida que partidos do espectro político oposto se expandem”.
A volta do cipó de aroeira…
“Ai do mundo, por causa dos escândalos;
Porque é inevitável que venham escândalos,
Mas ai do homem pelo qual vem o escândalo” – Mateus 18.7.
A lição que Jesus nos deixa, então, é que não há nada feito às escuras que resista à claridade da luz. Que o diga agora, passado o período em que cresceu sob a sombra de uma toga, o senador e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro. Na iminência de ter seu mandato cassado, candidata-se a réu, graças ao relato de um sentenciado por ele, que confessa ter feito muito serviço sujo a mando dele. Tony Garcia, ex-deputado, que foi genro do então todo poderoso Ney Braga, é o cara que está provocando uma verdadeira tsunami na vida do ídolo de pés de barro.
Para não ficar trancafiado por conta de falcatruas em um consórcio de sua propriedade, o Garibaldi, Garcia fez coisas que até Deus duvida. E num relatório extenso, de autoconfissão e muitas provas, levou Moro às barras da Suprema Corte. O ministro Dias Toffoli, nas mãos de quem a denúncia caiu, matou no peito e tocou a bola de primeira para o Ministério Público e a Polícia Federal investigarem.
Só lembrando, porque recordar é viver, que quando estava preso em Curitiba, Lula disse numa audiência ao juiz que o prendeu, que a Terra era redonda, e que nas muitas voltas que a Terra dava, Sérgio Moro iria se encontrar com a sua própria história, e se surpreender com ela. Mais direto, Geraldo Vandré diria ao ex-juiz, caso estivesse no lugar de Lula: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”
De volta pra casa
O PT conversa com Humberto Henrique, que admite a possibilidade de retornar ao partido para ser candidato à sucessão de Ulisses Maia. O deputado estadual Arilson Chiorato, presidente do PT no Paraná, é quem costura essa aliança junto com os irmãos Mário e Enio Verri. Talvez fosse mais interessante ele não fazer o caminho de volta e viabilizar a chapa de uma frente progressista sem deixar o Solidariedade. Com isso, estaria menos sujeito ao tiroteio ideológico da extrema direita.
De olho na superprodução do seu Pinto
Informa o Zé Beto que a JBS está comprando a Mantiqueira, maior produtora de ovos da América do Sul. Não por coincidência ou ironia, o fundador da empresa chama-se Leandro Pinto. A empresa dos irmãos Batista, que já é a maior exportadora de carne bovina do país, decidiu entrar de sola também na ovinicultura. Nesse negócio não cabe a pergunta “quem nasceu primeiro, o ovo ou galinha?”. Mas cabe entender como o seu Pinto chegou a uma produção astronômica de 3 bilhões de ovos por ano.
Sucesso, amigo
O advogado maringaense Paulo Vidigal, militante político e que honra a esquerda com suas ações, deixou a advocacia e voltou a fazer o que mais gosta: atuar na área de saúde. Passou em um concurso para técnico de enfermagem em Quarto Centenário. Esta adorando. Acho que ganha ele e ganha a cidade. O Paulo é pedra 90.






