O PL do “probo” Waldemar Costa Neto vem forçando a barra para que Michele Bolsonaro se mude de mala e cuia para Curitiba a fim de se habilitar para a disputa de uma eventual eleição suplementar para o Senado. Entusiasmada, a ex-primeira dama apimenta o seu discurso falso-moralista e começa a se confrontar com a deputada e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman. Michele é totalmente despreparada para qualquer debate e num tete-a-tete com Gleisi certamente será trucidada. Há quem diga que se houver mesmo a cassação de Sérgio Moro e as duas estiverem na disputa da cadeira paranaense a ser desocupada no Senado da República, Michele irá apelar para o histrionismo que usa nos púlpitos dos templos evangélicos, inclusive falando em línguas. Nisso ela vai bem, já está inclusive com a boca torta devido ao uso excessivo do cachimbo.
Bolsonaristas que se estranham
Montado na cacunda de Jair Bolsonaro, Paulo Martins ficou em segundo lugar na eleição de senador em 2022. Depois que o mandato do ex—juiz passou a correr risco , Martins começou a se fortalecer dentro do bolsonarismo, pensando numa eventual eleição suplementar. Paralelamente a isso, busca saídas jurídicas (inexistentes) para ficar com a vaga pelo fato de ter sido o segundo mais votado. Moro anda irritado com Martins, ex-dublê de âncora de TV. Em sua conta no twitter cutucou: “Fim do sonho para aquele que, sem ser eleito, queria tornar-se senador biônico do Paraná em desrespeito aos votos dos paranaenses e usando o mesmo Judiciário que tanto critica”.
O ex-juiz aproveitava aí o mote da noticia sobre a julgamento do STF que decidiu : a vaga de senador aberta em decorrência de cassação pela Justiça Eleitoral deve ser preenchida somente após eleição suplementar”.
Bolsonaro quer aproveitar o ensejo
Bolsonaro vem ao Paraná dia 15 e com a ajuda de bolsonaristas paranaenses, inclusive do governo Ratinho Júnior , que neste caso encontra-se no modo “não me comprometa”, pretende lotar a Praça Nossa Senhora de Salete, mais conhecida como Centro Cívico. Vai ter aplausos, gritos de “mito! mito!”, mas também terá vaias e gritos de “genocida! genocida” , porque é certo que a esquerda não pretende deixar barato. Bolsonaro vem pra receber um título de cidadania honorária conferido a ele pela Alep, o que convenhamos, é uma desonra para o Estado. Ainda mais que o ex-presidente vai aproveitar o momento para tentar tornar a mulher Michele numa “legítima” paranaense, devendo se mudar para Curitiba, de olho na vaga de Moro no Senado. Bolsonaro quer Michele disputando a eleição suplementar, que acontecerá se o ex-juiz da Lava Jato tiver seu mandato cassado.
Um livro necessário
O jornalista Fernando Beteti vai lançar sábado em São Paulo o livro “Não aceitei a sentença de morte que deram para minha filha”. É um relato emocionado e emocionante de um drama pessoal que mostra a fé e a determinação de um pai, que não se rendeu aos diagnósticos médicos que recebeu e foi a luta para salvar o seu bem mais precioso. Parabéns Fernando , que conheci menino, quando trabalhei com os pais dele (Jayme e Cida) na sucursal da Folha de Londrina.

Que esculhambação !
Michele Bolsonaro está mesmo disposta a se mudar para o Paraná e aqui disputar a vaga de Sérgio Moro no Senado. O presidente do PL, Waldemar Costa Neto ,diz não ter dúvida quanto a cassação do ex-juiz da lava jato e que portanto o Paraná fará uma eleição suplementar para o Senado. Michele já estaria até locando imóvel na capital paranaense.
Vamos e venhamos: isso só mostra que a política brasileira está mesmo a caminho da esculhambação.
O Orelha, sempre em boas mãos
A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hofmman , recebeu das mãos desse modesto escriba um exemplar do meu livro Orelha de Jegue. Ela achou interessante o título e a capa, de autoria do grande e talentoso cartunista Kaltoé. Disse que iria ler, comentar e entregar pessoalmente o livro que autografei para o presidente Lula. É, o “oreiúdo” está voando alto.
Mania de grandeza
O governador Ratinho Júnior disse ao Valor Econômico que pretende atrair R$ 6,1 bilhões para a economia do Paraná, que se transformará numa potência industrial. Ao ler esta informação, garrei a pensar em um político maringaense que também tem mania de grandeza e chegou a prometer para a cidade uma fábrica de aviões e helicópteros .
Errata: O leitor Oliveira me corrige, pelo que sou grato: “A fábrica de aviões foi na administração Pupim e quem denunciou a farsa foi o Carlos Mariussi que era vereador na época”.
Se assim é que lhe parece…
Não é comum a FIEP criticar o governo do Estado. Está sempre de boa com o governante de plantão, ainda mais quando o ocupante do Palácio Iguaçu se identifica com o neoliberalismo de pé quebrado. Dessa vez Ratinho Júnior pisou no pé dos empresários com o anúncio de aumento da alíquota-base do ICMS e está, finalmente, apanhando da Federação das Indústrias do Paraná.
O bom baiano partiu, aos 93 anos
Euclides Zago foi um dos políticos mais sinceros e corajosos que conheci. Durante os dois mandatos de vereador que exerceu em Maringá, foi implacável com os adversários que considerasse corruptos. Não tinha meias palavras para se referir, por exemplo, a Jairo Gianoto e Ricardo Barros. Homem simples, chegava a ser surpreendente a sua generosidade. O maior exemplo disso foi a doação que fez da sua empresa a Radiadores Zago, aos funcionários que começaram com ele e o ajudou a crescer . Dizia: “Eu já estava com minha vida ganha, então decidi presentear os funcionários que me ajudaram a ser o que eu sou”.
Sempre que me encontrava, vinha com aquele sorriso largo me cumprimentar, repetindo sempre: “Quando estou com o Messias estou com Deus”. Que o SENHOR lhe acolha no lugar que você realmente merece, bom baiano.
Armação? Parece que é
A mídia corporativa, liderada pelo Estadão, Folha de São Paulo e grupo Globo ripou o cacete no governo Lula e equipe econômica pelo veto à desoneração da folha de pagamento de uma pá de empresas. Os jornalões , hoje grandes portais de notícias , só faltaram contar para seus leitores e ouvintes que eram partes interessadas, pois foram contempladas com benefícios fiscais, sem jamais dar a contrapartida que era empregar. Ao contrário, só demitiram.
O veto está servindo de combustível para que a direita caia de pau em cima do governo. Mas segundo o secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, o ministro Haddad já vinha costurando um plano de desoneração para todos os setores que empregam, porque a diferenciação de benefícios é incompatível com qualquer sistema tributário que se pretenda justo. Se for isso mesmo, fica claro que há uma orquestração da mídia corporativa para desqualificar o governo Lula. E a partir do momento que esta segunda fase da reforma tributária for detalhada, a sociedade brasileira verá que é tudo armação mesmo.





