É isso que reconhece ter sido para Flavio Bolsonaro o playboy Alexandre Ferreira Dias Santini. Ele era sócio do senador na famosa loja de chocolates, tida por investigadores da Polícia Civil como uma grande lavanderia. Irritado com a arrogância do filho mais velho , o 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro, Alexandre ameaça botar a boca no trombone. Diz, entre outras coisas que se quiser coloca o ex-sócio na cadeia. Entre os segredos que Alexandre guarda está as mesadas que o agora senador dava para silenciar Fabrício Queiroz, operador do esquema de “rachadinha” que o então deputado estadual mantinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Queiroz, que anda desaparecido do noticiário, era uma espécie de faz tudo do clã, um verdadeiro “laranja de luxo”.
Uma belezura…em 3D
Já perceberam que ninguém fala mais em pedágio no Paraná? O silêncio é preocupante na medida em que as tarifas podem voltar mais salgadas do que eram, sem que a população tenha tempo de questioná-las. O marketing do governo estadual no momento é todo voltado para a ponte parcialmente estaiada da Baia de Guaratuba que, reconheçamos, é maravilhosa…na projeção em 3D.
O drama relatado por uma brasileira
Benjamin Netaniahu é hoje o representante máximo da extrema direita no mundo. Ele massacra os palestinos da Faixa de Gaza e os trata como se bichos fossem. Como não consegue liquidar o Hamas, se vinga da população civil, de maneira atroz e covarde. A jovem brasileira Shahd al-Banna, que encontra-se no sul após ser deslocada do setor norte de Gaza, relata que não há lugar seguro no território. Segundo ela, chega a 12 mil o número de mortos, metade crianças. ” Estão jogando até fósforo branco sobre a população. Estamos sem água potável pra beber, estamos bebendo água salgada, estou com febre e passando muito mal”, diz a brasileira, que vem perdendo as esperanças cada vez que sai uma lista de pessoas liberadas para deixar Gaza pelo Egito e os brasileiros que lá estão continuam retidos.
Ressalte-se que é grande o esforço da diplomacia brasileira para retirar os cerca de 30 brasileiros, como Shahd al-Banna, que lá estão, mas parece que Israel retalia o governo Lula pelo fato dele ter insistido num cessar fogo. A situação é dramática e a mídia ocidental, a nossa principalmente , precisa ter um mínimo de vergonha na cara para divulgar o conflito como de fato ele vem ocorrendo.
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Haja óleo de peroba !
Assisti a uma entrevista do presidente nacional do PL na TV Veja e confesso que nunca tinha visto um político tão cara de pau. Nega com tanta naturalidade o óbvio ululante , que nenhum personagem da ficção, nem mesmo Odorico Paraguaçu, ousaria competir com Valdemar Costa Neto. Quando fala de Bolsonaro, ele só falta dizer que o Papa estaria afrontando Nosso Senhor Jesus Cristo se um dia negasse a santidade a Jair Messias. Olha que já vi político escroto e dissimulado nessa minha longa caminhada pelo jornalismo, mas igual ao presidente do PL jamais.
A biografia
O livro biográfico do ex-senador Álvaro Dias, escrito pelo jornalista José Antônio Pedriali será lançado hoje às 18h na Assembleia Legislativa do Paraná. Pedrialli mostra a trajetória política do paulista de Quatá e que já foi vereador, deputado estadual, federal, governador do Paraná e senador.

A memória da cidade sendo varrida do mapa
Tombar um prédio histórico não é nada parecido com o que havia ocorrido com a rodoviária velha de Maringá e aconteceu agora com o antigo prédio da 9ª. SDP. Os dois faziam parte da memória da cidade, como registro de uma época , de fatos marcantes, bons ou ruins, ali acontecidos. É sempre importante para qualquer sociedade ter referências concretas de seu passado, recente ou remoto. E a arquitetura é um registro fundamental para o enriquecimento cultural de um povo. Lamentável mais esta demolição, sem critério e sem aviso prévio. Desculpem, mas a justificativa de que o antigo “Casarão Amarelo” da Av. Paraná estava condenado e seria irrecuperável, não convence. Será que convence algum engenheiro minimamente comprometido com o valor histórico de uma edificação?
A foto é do Aldemir de Moraes, o amigo Pardal, e foi pinçada do blog do Rigon
Uma reflexão necessária
Esta manhã me peguei a pensar sobre o que aconteceu no Brasil a partir de 30 de outubro de 2022. Lembrei , por exemplo , das concentrações em frente aos quarteis do Exército; pensei na tentativa de invasão à sede da Polícia Federal em Brasília; no vandalismo com incêndio de ônibus na véspera da diplomação do presidente eleito ; pensei na tragédia que seria a explosão daquele caminhão tanque com 60 mil litros de querosene de aviação dentro do aeroporto da capital federal; pensei nos mais de 500 bloqueios em rodovias federias, principalmente no Nordeste, para impedir o deslocamento de eleitores nos segundo turno; pensei naquilo que disse a senadora Liziane Gama, de que o Jorge Washington , o da bomba, planejou vários atentados em Brasília, inclusive contra estações de tratamento de água.
Enfim, pensei no horror que foi o 8 de janeiro na Praça dos Três poderes, com detonação dos prédios do Congresso Nacional, do Supremo e do Palácio do Planalto. Ai conclui, com um misto de alívio e amargura: o que seria do nosso Brasil hoje caso, pelo voto ou pelo golpe, Bolsonaro continuasse na presidência? O que o seu ajudante de ordem , tenente-coronel Cid já revelou , incrimina Bolsonaro de tal maneira, que num país sério ele não escaparia de jeito nenhum da cadeia. A história vai mostrar com mais clareza que o Brasil teve um herói nesse período, cuja atuação, dentro das quatro linhas, nos livrou de um novo período de trevas. Esse personagem atende pelo nome de Alexandre de Moraes.
O canalha, segundo Nelson, Ruy e Tancredo
Nelson Rodrigues definia assim um canalha: “O canalha é sempre um cordial, um ameno, um amorável e costuma ter uma fluorescente aura de simpatia”.
Ruy Barbosa, atuando na acusação em júri popular, rebate o advogado de defesa, que se refere aos cabelos brancos do réu estelionatário para tentar provar que trata-se de um homem honrado: “Não podemos esquecer senhor juiz e senhores jurados, que os canalhas também envelhecem”.
O presidente João Goulart estava no Rio Grande do Sul, portanto, ainda em solo brasileiro, quando o presidente da Câmara Federal Auro de Moura Andrade declarou vaga a presidência da República em 2 de abril de 1964, com o argumento de que Jango tinha fugido para o Uruguai. Na gritaria que se seguiu a fala de Auro, o líder do governo , deputado Tancredo Neves, subiu à tribuna e de lá gritou, referindo-se ao presidente da Casa: “Canalha ! Canalha! Canalha!”.
A vingança que virou crime de guerra e genocídio
Sem conseguir destruir o Hamas, Israel massacra a população civil, inclusive crianças, na Faixa de Gaza. Não só massacra Gaza, vingando-se do povo palestino , como parece se vingar também dos países que defendem no Conselho de Segurança da ONU o cessar fogo imediato. O fato dos 28 brasileiros que vivem no território ainda não terem sido incluídos na lista dos estrangeiros autorizados a sair pelo corredor humanitário, via Egito , revela isso.
O Itamaraty continua esperançoso de que os brasileiros estarão na nova lista a ser divulgada hoje ou amanhã. Por enquanto só estão deixando Gaza, pessoas de países simpáticos à Tel Aviv. A postura do governo israelense, respaldada pelos Estados Unidos, até com estranho entusiasmo do presidente Joe Biden, revela toda perversidade do primeiro ministro Bibi, o carniceiro.
Muito sintomático, não?
Perceberam como tem ocorrido queda de energia ultimamente no Paraná? Antes da privatização da Copel, os apagões ocorriam em momentos de tempestade, mas a luz voltava logo. Atualmente nem é preciso estar chovendo para a luz apagar e demorar a voltar. Nada a ver ou tudo a ver? Sei não, mas o fato concreto é que desde que foi parar nas mãos do capital provado , a Copel já demitiu quase 2 mil funcionários, entre os quais, capacitados técnicos de manutenção de rede . Precisa dizer mais alguma coisa?