O deputado e atual Secretário de Indústria e Comércio do Paraná Ricardo Barros não é batom mas está em todas as bocas. Trabalha pela volta do irmão Silvio à Prefeitura de Maringá, tenta colocar a filha Maria Vitória como vice na chapa de Eduardo Pimentel para prefeito de Curitiba e já está com sebo nas canelas para disputar a vaga do Paraná no Senado, que deverá se abrir com a quase certa cassação de Sérgio Moro. O apetite dele pelo poder é insaciável
O magnífico e sua magnificência
Professores da UEM, principalmente aqueles mais identificados com a ala progressista acharam estranho a presença do reitor Leandro Vanalli em um evento dos irmãos Barros, que iniciam com a corda toda a pré-candidatura de Silvio Barros II a prefeito de Maringá. Não só professores mas a comunidade acadêmica como um todo torceu a cara para essa aproximação considera politicamente desastrada. Não creio, mas há quem imagine que o magnífico está colocando sua magnificência a serviço do Partido Progressista, que de progressista não tem absolutamente nada.
Pra ser sincero, reitor não tem nada que seguir mincareta, seja de que partido e de que coloração ideológica for. No mínimo, o professor Vanalli zombou da liturgia do cargo.
Porradas ideológicas
Stálin não tolerava Trótski , que depois de morte de Lenin tornou-se uma ameaça real ao seu poder no comando da Revolução Russa. Por isso o mandou matar. Desde então, trotskistas e stalinistas nunca se bicaram. No último final de semana em Basília por ocasião do Congresso Nacional do Psol , dois camaradas bateram boca e acabaram saindo na porrada. Um era trotiskista e o outro stalinista. Se não é a turma do deixa disso o stalinista tinha ido a nocaute, apesar de ambos serem boulistas.
Deltan, o obsessivo
Acredite se quiser, mas o deputado cassado Deltan Dallagnol recorreu novamente ao polêmico Power Point, que ele usou contra Lula quando o então ex-presidente encontrava-se preso em Curitiba. Neste final de semana, Daltan ingressou no Partido Novo, recorreu ao Power Point para continuar detonando o agora presidente. Deltan promete oposição encarniçada ao governo. Sem mandato, e portanto, sem imunidade parlamentar o ex-procurador da Lava Jato está caçando chifre na cabeça de cavalo.
Gleisi tambem entrou no bisturi
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, passou por cirurgia cardíaca sábado, em Brasília, mas já está bem, conforme disse hoje o namorado dela, também deputado federal, Lindbergh Farias. Gleisi deve deixar a UTI ainda hoje. Enquanto isso o presidente Lula, que se submeteu a uma delicada cirurgia no quadril vai logo, logo, despachar do Palácio da Alvorada. E da residência oficial que dirigirá o país nas próximas duas semanas.
A quem interessar possa
Aos que postam seus comentários com respeito e mesmo com críticas ao blogueiro, renovo meu pedido de desculpa, pela dificuldade (operacional) que às vezes tenho de publicar. Mas não há censura. Longe de mim usar esse expediente que abomino. Mas crítica é uma coisa, agressão e grosseria é outra. E não tenho esse espaço para bater boca com quem quer que seja e muito menos para servir de longa manus.
Governo de coalizão e a lógica de Agamenon
No presidencialismo de coalizão, que vale também para o “governadorismo” e o “prefeiturismo”, o eleito para o cargo majoritário aprende logo nos primeiros dias e meses de governo a “Lição de Agamenon”. No âmbito federal, Agamenon é o Centrão, que tirou os anéis e os dedos de Bolsonaro, e de Lula tira os anéis, porque os dedos são inegociáveis. Pelo menos por enquanto.
A lógica de Agamenon Magalhães é esta, de acordo com Sebastião Nery, em seu Folclore Político 2:
“O coronel Chico Heráclio, de Limoeiro, o mais poderoso do Nordeste, jogou tudo em 1950 na campanha de Agamenon Magalhães contra João Cleófas, para governador de Pernambuco. Deu-lhe mais de 70% dos votos de sua região. Depois da eleição, foi ao palácio. Agamenon eufórico: – Chico, use e abuse de meu governo.
– Muito obrigado, governador. A secretaria da Fazenda e a de Segurança o senhor não dá a ninguém. As outras não valem nada. Só peço para colocar água em Limoeiro e pelos meus amigos, quando for preciso.
Um dia, voltou ao palácio para pedir a Agamenon a aposentadoria de um amigo, juiz com poucos anos de função. Agamenon não podia atender: – Mas, Chico, isso é muito difícil.
– Se fosse fácil, eu não vinha lhe pedir. Governo existe para fazer as coisas difíceis. As fáceis a gente mesmo faz”.
E por que não ele?
A Procuradoria Geral da República deu parecer contrário à aposentadoria especial do ex-governador do Paraná Roberto Requião. A sub-procuradora Cláudia Sampaio Marques destacou que o beneficio já obtido pelos ex-governadores Orlando Pessuti, Beto Richa, João Elísio, Paulo Pimentel e Mário Pereira não pode ser estendido a Requião, que vinha recebendo até 2020 mas teve a aposentadoria especial cancelada, porque a lei que lhe permitia os pagamento foi considerada inconstitucional. O que não dá pra entender é como ex-governadores que só tiveram mandato tampão como Orlando Pessuti, João Elísio e Mário Pereira, recebem e Requião, que exerceu o cargo de governador por três vezes por eleição direta, não tem direito. Só lembrando que Beto Richa exerceu dois mandatos e Paulo Pimentel apenas um. E se há alguém que nunca precisou de aposentadoria esse alguém é Pimentel, empresário e pecuarista e que sempre foi um homem muito rico, ao contrário dos demais.
Coisa de analfabeto digital…
Alguns leitores andam bravos comigo porque dizem que tenho apagado seus comentários. O que vem acontecendo é que na página de pitacos do blog surge diariamente uma enxurrada de comentários em inglês, postados por personagens que não consigo identificar. Acho que são robôs , mas por incapacidade operacional, já que sou meio analfabeto digital , acabo excluindo o que não devo. Peço desculpas por isso.
A solidez da Democracia e nossos sobressaltos
Andam espalhando desinformação pelas redes sociais para inspirar medo e terror sobre o marco temporal. E no contexto dessa reação descabida viralizam vídeos mentirosos, como o de um casal de idosos de Santa Catarina, que estaria perdendo suas terras para os índios. De acordo com o raciocínio desenvolvido nos vídeos fake todo o território brasileiro poderia, em última instância, ser reivindicado como terra indígena, caso a decisão do Supremo de acabar o marco temporal prevaleça. Dia desses ouvi do comentarista da Band News, Claudio Humberto (lembram dele, o “bateu,levou” do governo Collor?) a seguinte sandice: “Com a extinção do marco temporal, pode-se , hipoteticamente, até tomar áreas da Avenida Paulista para reverter para os índios”. Mais do que escroto, um comentário desses chega a ser criminoso.
É espantoso para um país que passou por um trauma tão grande como o da ameaça à sua democracia ocorrida em 8 de janeiro , ter que conviver com a continuidade de tantas campanhas mentirosas , de ataque claro e direto às instituições . Por outro lado, anima o fato de que a nossa democracia, apesar de ser uma planta ainda tenra, resiste bravamente aos ataques sistematicamente sofridos. Viva a Democracia!



