Informa o blogueiro Zé Beto: “O governo Ratinho Júnior vive um clima de fim de feira. Apesar de ainda restar três anos de gestão, as características de que o Governo caminha para a reta final estão todas lá: secretários e dirigentes de autarquias remando de forma independente e para lados diferentes, disputas internas cada vez menos veladas (algumas bem evidentes) e uma crescente insatisfação entre os deputados da base. Os sinais se multiplicam nas rodas de conversa dos prédios do Centro Cívico. Quem entende do riscado afirma que apenas uma voz pode devolver as coisas pros trilhos : Carlos Massa Ratinho Júnior”.
A banalização da violência e a arte perversa de enxugar gelo
A banalização faz você perder a sensibilidade e a noção das coisas, inclusive do perigo. Isso explica porque o carioca normaliza tanto a violência. Não só o carioca, os baianos, os paulistas, os paranaenses e os brasileiros de um modo em geral, principalmente os que moram nas grandes cidades.
Mas o que parece normal não pode continuar sendo normalizado do jeito que é hoje. A violência urbana precisa ser freada e só quem pode fazer isso, levando as forças de segurança a trabalharem sobretudo com a inteligência, é o estado. O cidadão comum encontra-se totalmente desprotegido e não é se armando, como defendia o ex-presidente Bolsonaro, que as pessoas de bem vão se sentir tranquilas. Muito pelo contrário. Ou os governos federal, estaduais e municipais, unem forças para enfrentar a escalada de violência com o nível de responsabilidade que lhe é dever, ou isso não vai ter mais fim. Agir sobre os efeitos sem atacar as causas é enxugar gelo. E no quesito segurança o Brasil não tem feito outra coisa senão enxugar gelo.
Pensamento de uma 2a. cinzenta
É evidente que Deus, o supremo arquiteto, projetou o Brasil como uma sala de estar. Mas os proprietários preferiram usá-lo como depósito de lixo. (Millôr)
Para a mídia ocidental só existe um lado
Não há defesa plausível para o ataque do Hammas ao Sul de Israel. Mas também não há defesa justificável para o massacre que não é de hoje o exército israelense promove na Faixa de Gaza contra o povo palestino, onde cerca de 2 milhões de pessoas vivem numa prisão a céu aberto, privado de liberdade e até de produtos básicos à sobrevivência humana.
Desde 2005 o Hammas ocupa o território que Israel tinha tomado na Guerra dos Seis Dias em 1967, se retirando unilateralmente 8 anos depois, o que possibilitou a dominação da área pelo grupo radical de orientação sunita. O grupo extremista fez com que toda uma geração de jovens crescesse odiando Israel, que nos últimos anos tem feito de tudo para justificar esse ódio. Portanto, os ataques de hoje, não surpreenderam o Oriente Médio, surpreenderam apenas a mídia ocidental que continua criminalizando o povo palestino e vitimizando o seu algoz.
Enfim, ele admite
“Esses fatos são de 20 anos atrás. Se eu tivesse cometido um crime muito grave lá em 2004, estaria prescrito. Então, por que estão sendo investigados fatos de 2004 a 2006?”.
As palavras são do ex-juiz ao responder uma pergunta em programa da Globo News sobe as acusações cabeludas que lhe faz o empresário Tony Garcia. Isso deixa claro que ,enfim, Moro admite ter cometido crime à frente da Lava Jato.
Até trocadilho infame a politica permite
É grande a especulação sobre uma possível ida de Beto Richa para o PT. Os petistas paranaenses estão de orelha em pé, embora a maioria encare tudo como brincadeira de mau gosto. Dizem que Beto até já entrou na escolinha do professor Alckmin para aprender coisas do tipo “todos e todas” e companheiros. Mas sabe como é, em política tudo é possível, até boi voar. Nunca viu boi voando? Então vá a capital da Argentina e saberá que é perfeitamente possível se ver BOI NOS AYRES.
A incapacidade que assusta
Os suspeitos de executar os médicos no Rio foram encontrados mortos dentro de um carro. Não chega propriamente a ser um enigma e nem uma chacina pontual, mas o caso, que é assustador, não afeta apenas o Rio de Janeiro mas o país como um todo. É apavorante saber que entra governo e sai governo e o estado brasileiro se mostra cada vez mais incapaz de enfrentar o crime organizado.
Só uma ligeira carraspana
Fiquei sabendo dessa ontem, durante bate-papo com um petista de quatro costados, que o presidente Lula andou meio bravo com o maringaense Ênio Verri, porque ele queria levar Verri para a abertura da Assembleia Geral da ONU , mas o diretor-geral da Itaipu Binacional não pode viajar devido a compromissos pré-agendados. “Mas o presidente compreendeu e agora tá tudo na boa”, disse , como que respirando aliviado. Ênio deverá ser recebido por Lula no Palácio da Alvorada assim que o presidente for liberado pelos médicos para começar a retomada da sua rotina.
Appio vem aí
Eduardo Appio está perto de voltar ao comando da 13ª. Vara Federal de Curitiba. O Conselho Nacional de Justiça marcou audiência de mediação entre o juiz anti-Moro e o TRF4 para o próximo dia 18. A audiência foi marcada pelo corregedor do CNJ, ministro Luiz Felipe Salomão, que recentemente comandou um processo de correição na jurisdição da Lava Jato, cujo resultado colocou pulga atrás da orelha do hoje senador Moro e do ex-procurador e deputado cassado Deltan Dallagnol. Só lembrando que a audiência do dia 18 foi determinada pelo ministro do Supremo, Dias Toffoli. E só lembrando também que Appio foi afastado da 13ª. Vara quando começou a levantar o tapete que escondia substâncias mal cheirosas da Operação Lava Jato.
Onde há fumaça…
O que corre nos bastidores da política paranaense é que Ratinho Júnior trabalha com silêncio quase mineiro, aquele da lenda do “come quieto” , pensando em 2026. Seu alvo é a presidência e de acordo com o blogueiro Zé Beto, “ele e Jair Bolsonaro estão sempre conversando a respeito”. Bem, sendo o Paraná, ao lado de Santa Catarina, um dos estados mais bolsonaristas que existe até o momento, nada a estranhar.