A Procuradoria Geral da República deu parecer contrário à aposentadoria especial do ex-governador do Paraná Roberto Requião. A sub-procuradora Cláudia Sampaio Marques destacou que o beneficio já obtido pelos ex-governadores Orlando Pessuti, Beto Richa, João Elísio, Paulo Pimentel e Mário Pereira não pode ser estendido a Requião, que vinha recebendo até 2020 mas teve a aposentadoria especial cancelada, porque a lei que lhe permitia os pagamento foi considerada inconstitucional. O que não dá pra entender é como ex-governadores que só tiveram mandato tampão como Orlando Pessuti, João Elísio e Mário Pereira, recebem e Requião, que exerceu o cargo de governador por três vezes por eleição direta, não tem direito. Só lembrando que Beto Richa exerceu dois mandatos e Paulo Pimentel apenas um. E se há alguém que nunca precisou de aposentadoria esse alguém é Pimentel, empresário e pecuarista e que sempre foi um homem muito rico, ao contrário dos demais.
Coisa de analfabeto digital…
Alguns leitores andam bravos comigo porque dizem que tenho apagado seus comentários. O que vem acontecendo é que na página de pitacos do blog surge diariamente uma enxurrada de comentários em inglês, postados por personagens que não consigo identificar. Acho que são robôs , mas por incapacidade operacional, já que sou meio analfabeto digital , acabo excluindo o que não devo. Peço desculpas por isso.
A solidez da Democracia e nossos sobressaltos
Andam espalhando desinformação pelas redes sociais para inspirar medo e terror sobre o marco temporal. E no contexto dessa reação descabida viralizam vídeos mentirosos, como o de um casal de idosos de Santa Catarina, que estaria perdendo suas terras para os índios. De acordo com o raciocínio desenvolvido nos vídeos fake todo o território brasileiro poderia, em última instância, ser reivindicado como terra indígena, caso a decisão do Supremo de acabar o marco temporal prevaleça. Dia desses ouvi do comentarista da Band News, Claudio Humberto (lembram dele, o “bateu,levou” do governo Collor?) a seguinte sandice: “Com a extinção do marco temporal, pode-se , hipoteticamente, até tomar áreas da Avenida Paulista para reverter para os índios”. Mais do que escroto, um comentário desses chega a ser criminoso.
É espantoso para um país que passou por um trauma tão grande como o da ameaça à sua democracia ocorrida em 8 de janeiro , ter que conviver com a continuidade de tantas campanhas mentirosas , de ataque claro e direto às instituições . Por outro lado, anima o fato de que a nossa democracia, apesar de ser uma planta ainda tenra, resiste bravamente aos ataques sistematicamente sofridos. Viva a Democracia!
Garcia fecha a tampa do caixão
A petição protocolada pelo empresário Tony Garcia no STF contra Sérgio Moro é demolidora, na avaliação do jornalista investigativo Joaquim de Carvalho (ex-Veja e atualmente no portal 247). Segundo Carvalho “Tony fez do ex-juiz cadáver político, e já estão avançadas as articulações para a eleição suplementar”. E acreditem, o PL tenta trazer o domicílio eleitoral de Michele Bolsonaro para o Paraná, de olho na vaga do ex-juiz, que se elegeu senador em 2022.
Na disputa deverão estar também Roberto Requião, Gleisi Hoffman, Álvaro Dias e Ricardo Barros. Se o quadro for esse, as chances da ex-primeira dama se eleger são muito grandes. Um corneteiro da Boca Maldita ironiza: “O que é pior: ter Moro ou Milhelle representando nosso estado no Senado Federal?”.
Inusitado
A vereadora Ana Lúcia Rodrigues comemora seu aniversário nesta quinta-feira e como presente pediu cestas básicas que já foram entregues a famílias carentes de Maringá. Parabéns, professora, pelo níver e pela iniciativa inédita no nosso meio.
Comunidade acadêmica lança Frente ante LGU
O objetivo da frente é se contrapor à Lei Geral das Universidades. Ela reúne as comunidades acadêmicas das sete universidades estaduais do Paraná e já coleta assinaturas num manifesto que denuncia a truculência do governador Ratinho Júnior contra o ensino superior. Se esta LGU não for revogada fatalmente ocorrerá a redução do quadro de pessoal efetivo, substituído gradativamente por contratos precarizados pela terceirização.
A consequência imediata disso será a perda total da autonomia pelas universidades públicas do Estado, com impacto direto na qualidade do ensino e principalmente na pesquisa e na pós-graduação. O que o governador quer, aplicando princípios de gestão privada nas universidades estaduais é a completa liquidação do caráter público e gratuito do ensino universitário de qualidade no Paraná. E isso, convenhamos, é inaceitável.
O NÃO rotundo de Lula
Um assessor direto revela agora que Lula disse um rotundo NÃO e ficou fulo da vida com o ministro da defesa José Múcio , que lhe teria proposto uma GLO para enfrentar as invasões depredadoras das sedes dos três poderes no dia 8 de janeiro. A tal de Garantia da Lei e da Ordem é um instrumento constitucional poderoso, mas naquele momento soou como uma “cama de gato” que queriam dar no presidente recém-empossado. E por que isso? Porque se Lula assina a GLO estaria autorizando as Forças Armadas, Exército à frente, a botar pra quebrar em cima dos baderneiros golpistas, inclusive com o risco de provocar mortes. Lula rejeitou porque do alto da sua experiência avaliou que se a intervenção militar ocorresse, ainda mais considerando que naqueles primeiros dias de governo grande parte do oficialato era bolsonarista, certamente o pior aconteceria e ele seria imediatamente qualificado como assassino e genocida. E estaria dando o pretexto que Bolsonaro, general Heleno, Braga Neto e quejandos adorariam, para justificar a derrubada do presidente. Lula, então, substituiu a GLO por uma intervenção federal no DF. Assim , contornou a situação, evitando um banho de sangue e salvando seu terceiro mandato. Simples assim.
Estou no Conselho de Ética
O jornalista e professor de comunicação da UEL, Ayoub Hanna Ayoub, foi eleito pela terceira vez para presidir o Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná, com sede em Londrina. Fui um dos fundadores desse sindicato e fiz parte das primeiras diretorias. Hoje aposentado, mas ainda batucando nas teclas de um computador para produzir notícias e artigos, tive a honra de ser eleito para o Conselho de Ética do Sindijor, ao lado de profissionais da maior qualidade, como o Luís Fernando Wiltenburg Santos, a Andrea Novara Monclar , a Érika Patrícia de Fátima Pelegrino Amim e a Raquel Bernardete de Carvalho. Além de presidente do sindicato Ayoub integra a Secretaria de Relações Institucionais da Federação Nacional dos Jornalistas.
Aonde está o dinheiro?
O Corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Felipe Salomão, quer saber onde foi parar a montanha de dinheiro arrecadada pela Operação Lava Jato por meio de acordos de leniência e multas. Moro e Dallagnol tentaram criar um fundo para ser administrado pelo então procurador, mas o dito cujo foi defenestrado pelo Supremo e a dinheirama, que passa dos R$ 2 bi , encontra-se em lugar incerto e não sabido. O ministro Salomão, que comandou uma correição na 13ª. Vara Federal de Curitiba acusa o ex-juiz Sérgio Moro e o ex-procurador, deputado cassado, Deltan Dallagnol , de “gestão caótica” do dinheiro da operação Lava Jato e busca entender o destino da grana.
Lula vai ao Supremo para suspender calote do antecessor
Por decreto o governo Bolsonaro deu calote em milhares de brasileiros que tinham dívidas a receber da União. O chamado teto dos precatórios que o ministro Hadadd tenta derrubar agora, permitiu que o governo federal deixasse de pagar mais de R$ 60 bilhões em precatórios, prejudicando desde empresários a cidadãos comuns que acionaram o governo para receber indenizações justas por algum prejuízo que lhe causou o estado brasileiro.
Agora, o presidente Lula e seu ministro da Fazenda recorrem ao Supremo Tribunal Federal para derrubar o teto dos precatórios, porque se o calote continuar, a União pode chegar a 2027 devendo quase meio trilhão de reais. Por isso, Lula quer começar a pagar já, mas pede à suprema corte autorização para pagar as sentenças judiciais como despesa financeira , sem esbarrar nas regras fiscais, exatamente para não ferir o arcabouço tão duramente negociado com o Congresso Nacional. O governo atual precisa de autorização do Supremo para quitar o estoque de precatórios represado, que chega a R$ 95 bilhões. Mas só pode fazer isso por meio de crédito extraordinário, porque senão estoura o teto de gastos e aí a coisa se complica.