O candidato Paulo Martins teve negado seu pedido de impugnação da pesquisa IPEC para o Senado a ser divulgada neste sábado a noite pela RPC. Os números deverão dar o senador Álvaro Dias em primeiro, seguido de Sérgio Moro e do ex-comentarista da TV Iguaçu, em terceiro. Grudado em Bolsonaro, Paulo Martins achava que estaria eleito. Como sabe que não estará, procura quebrar o termômetro para baixar a febre.
Tin-tin e revogue-se disposições em contrário
O governo estadual revogou a Lei Seca do Paraná que vigora em toda eleição desde sempre. Dessa vez o consumo de álcool está liberado nos botecos, o que não deixa de ser uma temeridade. Os empresários do setor adoraram e se mostram gratos ao governador Ratinho Júnior, que só por coincidência disputa a reeleição. Como nunca é demais repetir o óbvio, tome um trago de cautela, um pouco de caldo de galinha e beba com moderação.

Um grande susto
O senador Álvaro Dias cortou prego nesta quinta-feira quando o helicóptero em que viajava para Jaguariaíva teve que fazer um pouso forçado, imagine onde, no município de Dr. Ulysses, Região Metropolitana de Curitiba. O piloto foi surpreendido por uma densa neblina e por prudência desceu numa fazenda. Tudo bem com os passageiros, principalmente com o senador (candidato à reeleição) , exceto o susto, que deixou muito “freio de bicicleta”.
Daciolo piorado
Kelmon, que a candidata Soraya chamou de “padre de festa junina”, após perguntar se ele não tinha medo de ir para o inferno, deixou o Brasil com saudade do Cabo Daciolo.
O padre fake seguiu o script
Um dos sete candidatos a presidente foi eleito alvo no stand de tiros do estúdio da Rede Globo ontem à noite. Mas três dos seis atiradores foram extremamente agressivos: Bolsonaro, padre Kelmon e Felipe D´Ávila. Lula chegou a perder a linha num determinado momento, não propriamente com Bolsonaro, mas com o padre que não é padre, chamado de cabo eleitoral do atual presidente pela candidata Soraya Tronick.
O último debate do primeiro turno (só domingo se saberá se haverá o segundo) foi tenso do começo ao fim, mas o primeiro bloco foi nervoso demais. Lula entrou tenso no studio, porque sabia que seria ele o alvo preferencial dos demais candidatos, como de fato foi. Ao final, muitos analistas concluíram que por mais elevada que tenha sido a temperatura, o debate pouco (ou nada) alterou o quadro que as últimas pesquisas vem mostrando. Mas certeza mesmo, só domingo no início da noite.
TJ-PR mantem liminar contra o Estado
O governador Ratinho Júnior não desiste de recadastrar os servidores públicos sindicalizados, condição imposta por ele para permitir o desconto em folha das contribuições sindicais. Esta é uma forma perversa de matar a representação classista, como fez o governo Michel Temer por meio da reforma trabalhista com o sindicalismo brasileiro. Por hora, a obrigatoriedade do recadastramento está suspensa, porque o Tribunal de Justiça do Estado concedeu liminar ao Fórum das Entidades Sindicais do Paraná, suspendendo os efeitos do Decreto 9.220/21. O governo recorreu mas esta semana a liminar foi mantida pelo próprio TJ.
Foi por medo da violência…
As centrais sindicais estão preocupadas com a violência no domingo e foram até o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, pedir reforço da segurança para os mesários, que afinal de contas são trabalhadores. A UGT, por exemplo, sugeriu ao ministro que suspenda temporariamente (até o fim do processo eleitoral), o porte de arma em todo o país e mande fechar os clubes de tiro. Só lembrando que de 2019 pra cá, a proliferação desse tipo de atividade no Brasil foi assustadora. Há um temor generalizado com o que os sindicalistas consideram espécie de crônica da tragédia anunciada.
A Bíblia e a Carta
Nunca os políticos prestaram tanta a atenção nos evangélicos como nesta eleição. O segmento evangélico passou a ter tanto peso na disputa eleitoral, que na campanha de Bolsonaro, por exemplo, a Bíblia ocupou o espaço da Carta Magna nos discursos de caça ao voto.

Essa quinta promete
Hoje termina a campanha no rádio e na televisão e à noite teremos a pesquisa Datafolha, que certamente vai dar o tom do debate dos candidatos a presidente na Globo. É depois de Pantanal, mas já no JN será possível ver se a boca do jacaré está se fechando ou se abrindo mais. O humor de Lula e Bolsonaro será medido pelos números do principal instituto de pesquisa do país. O de Ciro Gomes também será medido pelo Datafolha, que se apontar ele atrás da Simone Tebet, vixi Maria.
Sem tiro ao Álvaro
Tá interessante a briga entre Paulo Martins e Sérgio Moro para ver quem mais recebe os bafejos de Bolsonaro e Ratinho Júnior na disputa para o Senado. Um atira no outro, o outro atira no um. Mas, nem um e nem outro, consegue acertar o Álvaro.