Em geral, um esquerdista vê o pobre, favelado ou morador de rua, de maneira mais humana, mais solidária. Não tem como ele resolver o problema daqueles excluídos do capital, mas ele sente a dor do seu semelhante e luta, com a arma que possui, que é sua concepção de vida, para melhorar o conjunto da sociedade, sobretudo no espaço geográfico onde habita. Ele até presta o socorro emergencial a uma pessoa que esteja em dificuldade extrema mas a sua bandeira é a da partilha, da distribuição de renda, da qualificação profissional, do combate a exclusão.
Quanto ao direitista, ele pensa exatamente o contrário. Acha, a grosso modo que, quem está vivendo na rua é porque não tem coragem de trabalhar, ou se tem, não procurou se qualificar para o mercado de trabalho. Numa visão que considera generosa, mas é turbinada pela hipocrisia, costuma chamar os miseráveis de abandonados pela sorte. Prefiro ficar com a definição do Papa Francisco, que diz: “A pobreza não é fruto do destino, é consequência do egoísmo”. Para o egoísta, se reconciliar com sua consciência é dar esmola. Partilha, distribuição de renda e governar para os pobres, é coisa de comunista, é algo que lhe provoca urticária.







