É um engano achar que Donald Trump vai parar na deposição de Maduro pela força. Os Estados Unidos vem perdendo protagonismo para a China no continente latino-americano e pela via da pressão diplomática ou pela força, a Casa Branca vai continuar fustigando a América do Sul, detentora de muitos minerais críticos, petróleo e gás, que Tio Sam está de olho, esfregando as mãos e lambendo os beiços. Como frear essa sanha imperialista? Só pelo fortalecimento do bloco, fragmentado com o ataque à Venezuela e com a posição do ultradireitista Milei, que preside a Argentina. E só quem pode liderar a resistência é o Brasil, que se aniquilará do ponto de vista geopolítico, se a direita ganhar as eleições desse ano. O bicho é feio e tende a piorar enquanto houver um psicopata fascista na Casa Branca.
Messias
Trump volta ao século XIX
O psicopata da Casa Branca ressuscitou a Doutrina Monroe para tomar de assalto o petróleo da Venezuela. No século XIX os EUA anexaram regiões que hoje são estados e compraram o Alasca da Rússia. Agora não foi compra: foi sequestro de um presidente e roubo das riquezas naturais do país invadido.

Agressão ao Continente
O ataque dos EUA à Venezuela é um crime internacional, um desrespeito à soberania de um país independente. No mundo de hoje não há mais espaço para ações como a da chamada tropa de elite americana, com bombardeio da capital e sequestro do presidente. O pretexto de combate ao narcotráfico é patético. O que o presidente Donald Trump quer mesmo é tomar o petróleo venezuelano na mão grande. Com isso, joga o mundo civilizado contra a Casa Branca, hoje nas mãos de um psicopata.
Não se trata de gostar ou de detestar Nicolás Maduro. O fato concreto é que a Venezuela é um país soberano e seu o presidente é ruim, que o povo venezuelano se mobilize e o tire do poder. Ataque de outro país, com sequestro do chefe de estado, viola todas as leis internacionais e afronta a civilização humana. Este é o momento da gente ver se a ONU é um organismo internacional que ainda merece respeito.

Privatização, sinônimo de caos
Na lógica neoliberal da privatização, o estado precisa entregar para o setor privado as suas empresas, que seriam deficitárias. Seriam, mas não são. Quer mais superavitária do que a Copel, que foi privatizada? A Copel, vamos lembrar, era uma referência na área de distribuição de energia no país. Deixou de ser a partir do momento em que foi vendida, segundo críticos, na bacia das almas. Hoje, quando há queda de energia, o restabelecimento leva o dobro de tempo que levava antes. A Sanepar também já foi referência no setor de saneamento básico, não do Brasil, mas da América do Sul. Hoje está aí, semiprivatizada e a caminho da privatização total. Além de estar envolvida em escândalo de caixa 2, anda deixando as cidades litorâneas, caso de Guaratuba, com torneiras secas. Até a capital, Curitiba, enfrenta problemas de falta d´água nunca antes enfrentado.

Pra não dizer que não falei em anus novo
Andam dizendo por aí que o papel higiênico está com os dias contados. Motivo: não é sustentável, pois sua produção consome árvores, água e produtos químicos, além de gerar resíduos. Mas sabe que eu acho? Deve ser campanha de fabricantes de chuveirinho higiênico. Não vai colar, porque a mulherada nem suporta mais ouvir falar em bidê e a homarada foge do sabugo. Quer saber? Que esses marqueteiros de merda vão cagar no mato. Feliz anus novo a todos.

Perseguir filhos para atingir os pais
O jornalista e analista político Moisés Mendes (Ex-Zero Hora) prevê perseguição mais implacável ainda este ano contra Alexandre de Moraes e Lula, sobrando também para Dias Tóffoli e Flávio Dino. Primeiro apertarão o cerco contra os filhos, principalmente de Lula e Xandão, para atingir os dois. A perseguição, para Mendes, será de bolsonaristas raiz e da mídia lavajatista.
“Gangues, quadrilhas, facções cercam os parentes para que possam chegar a quem deve ser caçado. Os que se fazem de desentendidos dirão que os filhos de Bolsonaro também são alvos da imprensa e do sistema de Justiça”, escreve Moisés Mendes, ressalvando: “Ora, os filhos do presidiário são figuras públicas, todos com mandatos. Ocupam cargos públicos, desfrutam de dinheiro público e têm exposição pública. São investigados por acusações em muitas frentes e alguns deles já deveriam estar presos. Todos estão impunes, apesar das rachadinhas, dos 50 imóveis comprados com dinheiro vivo, da fantástica franquia de chocolate, das fábricas de fake news, das relações com milicianos, das milícias digitais que funcionavam no Planalto e das ameaças de golpe”.
Parece muito claro, então, que a mídia tradicional, porta-voz da Faria Lima,não aguenta ver o PIB crescendo sob um governo Lula, lhe incomoda a inflação sob controle, o nível recorde de desemprego e muito mais as projeções positivas para 2026 feitas pelo próprio mercado, que pode odiar a esquerda mas não é burro o suficiente para brigar com os indicadores. Tenho dito.
O efeito bumerangue da denúncia de Malu Gaspar
Olha só que coisa interessante: Renato Gomes foi diretor do Banco Central no governo passado e foi ele que facilitou as coisas para André Esteves comprar massas falidas dos bancos Econômico e Nacional, lucrando em curto espaço de tempo R$ 11 bilhões. Esteves é o dono do Pactual, ligadíssimo a Paulo Guedes, fundador desse banco e que se tornou super-ministro da economia no governo Bolsonaro. Pois Esteves é a fonte principal das informações que levaram a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, a detonar o ministro Alexandre de Moraes. Esteves é blindado pelo clã Marinho e pelo restante da mídia tradicional, como o Estadão, do clã Mesquita e a Folha de São Paulo, do clã Frias.
Está claro feito água de bica, que o jornal O Globo armou uma “casa de caboclo” para cima de Moraes, que tem mexido (e continua mexendo) com muitas caixas de marimbondo. Mas pelo jeito não conseguiram abalar os nervos de aço do Xandão, e deram uma ligeira recuada. Malu, que foi praticamente uma porta-voz da Lava-Jato, anda tirando o pé do acelerador, porque sabe que a batata dela pode estar assando, como assa também a batata do colunista de o Globo, Lauro Jardim.
Mas a Faria Lima, representada nesse episódio por Esteves, não deve parar por aí, porque , temerosa da atuação de Moraes, passa a temer também o ministro Flávio Dino, que o baronato já percebeu não ser de matar com a unha. Enquanto isso, a extrema-direita respira aliviada, porque episódios como a denunciada ligação de Moraes com o caso Master, serviu com uma baita cortina de fumaça, para encobrir o escândalo dos quase meio milhão de reais em espécie em poder do líder do PL na Câmara, pastor Sóstenes Cavalcante. Quando esta nuvem de fumaça se dissipar totalmente poderão ser lançadas outras cortinas. Flávio Dino seria a bola da vez ?

No bico do corvo
Informa o blogueiro paranaense Esmael Morais , que o governador do Paraná está numa sinuca de bico. Ou seja, em uma situação tal que se ficar o bixho pega e se correr o bicho come. Motivo: o escândalo Sanepar, onde teria havido caixa 2 para beneficiá-lo na busca da reeleição em 2022. Diz Esmael: “O dilema central é o calendário político. Se deixar o cargo em abril para disputar outro posto ou preservar um projeto nacional, Ratinho teme ficar vulnerável, a exemplo do que ocorreu com seu antecessor Beto Richa (PSDB), que acabou preso no contexto da Lava Jato. Permanecer no Palácio Iguaçu até o fim do mandato, por outro lado, significaria atravessar 2026 sob pressão permanente, com a crise se arrastando até o último dia de governo. O quadro se tornaria ainda mais delicado caso o senador Sergio Moro (União Brasil), líder nas pesquisas, vença a disputa pelo governo do Paraná em 2026. Nesse cenário, aliados avaliam que Ratinho poderia ficar politicamente exposto após o fim do mandato, sem o abrigo institucional do cargo”

De mal a pior
Ao responder a um questionamento sobre a qualidade da Câmara Federal que ele presidia, o Dr. Ulisses Guimarães foi profético: “Então espere a próxima”. Ora, se a Câmara presidida pelo Senhor Diretas tinha um nível baixo , o que dizer das que vieram depois? A de agora é a pior de todas e me angustia ter que dizer que a próxima será pior do que essa. O mesmo ocorre com um Senado que já teve Paulo Brossard e Teotônio Vilella e hoje tem Eduardo Giron e Magno Malta. Se é quase certo que a próxima legislatura deverá ser pior de que a atual, resta a pergunta: com a representação política caindo ao nível de rodapé, o que esperar do futuro do Brasil?

Sim, é aí que mora o perigo
O projeto do bolsonarismo não é a presidência em 2026, poque sabe que é difícil. Vai mesmo com Flávio Bolsonaro, porque o poder para Jair Messias é um negócio de família. O foco mesmo é no parlamento. A extrema-direita, liderada pelo convalescente preso, quer conquistar a maioria na Câmara e no Senado, principalmente na chamada Câmara Alta, porque é por lá que podem minar o poder constitucional do STF. A presidência como prioridade, fica para daí 4 anos, porque no cenário que projetam para as eleições do ano entrante, Lula pode se reeleger, mas refém de uma esmagadora maioria direitista, o campo progressista chegará a 2030 com um Lula desossado. E este será, no plano bolsonarista, o momento de tomar o poder de assalto e deitar e rolar na praça dos Três Poderes. Portanto, o eleitor precisa prestar muita atenção no deputado e no senador que terá seu voto. Porque é aí, exatamente aí, que mora o perigo.
