O protozoário Renan Santos, fundador do MBL e pré-candidato à Presidência, divulgou nas redes sociais um vídeo vomitável. Ele aparece espalhando sal grosso na réplica da casa onde Lula nasceu, em Caetés (Pernambuco). Enquanto joga o sal, ele vai expelindo fezes bela boca e dizendo:“Para que nunca mais outro Lula possa nascer no Brasil”. Além de se referir à figura de Lula de maneira desrespeitosa e canalha, não satisfeito ele entra na casa original, com paredes de barro, e ofende a memória de dona Lidú, mão de Lupis Inácio. Uma agressão como estada, de uma incivilidade inacreditável, não pode ficar por isso mesmo. Ou pode?
É notório que o Supremo Tribunal Federal tornou-se alvo preferencial da extrema-direita, cujo discurso é movido e alimentado por uma rede de fak news, impulsionada a partir de um novo gabinete do ódio. O que esse espectro político tenta com frequência espantosa é desacreditar o poder judiciário, fazendo do STF um inimigo fictício da nação. Não precisa ser operador do Direito pra saber que a Suprema Corte é guardiã da Constituição da República e que sua fragilização fere de morte a democracia.
E a quem interessa matar a democracia brasileira? É quase uma obviedade: interessa ao mesmo grupo que tentou no final de 2022 e início de 2023 e só não conseguiu no 8 de janeiro porque não teve o apoio de duas das três armas – o Exército e a Aeronáutica. Quem já teve a oportunidade de ler o best- seller Como as Democracias Morrem não subestima o perigo que essas investidas representam. É importante que prestemos muita atenção em Caetano Veloso, quando ele canta:
“Atenção para o refrão : é preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte”.
Estou apenas começando com o SOCIOLOGIA DE BOTEQUIM no Youtube, e se você me der sempre a honra de acessar o canal e se inscrever, vamos fazer história juntos. Conto com a sua força.
O deputado estadual Requião Filho manda um recado cifrado para o apresentador Ratinho e seu filho governador, Júnior. Requião postou no X: “Lá no Norte pioneiro do Paraná tem um local angelical mas me diz um passarinho que tem algo diabólico na sociedade. Vamos investigar.” Segundo o bem informado blogueiro Ismael Moraes, “a frase, em linguagem de recado, sugere iniciativa de fiscalização e cobrança pública sobre a sociedade empresarial que reúne irmãos Ferro, Ratinho e o ecossistema de fundos que, agora, sofre intervenção do BC”.
Ratinho pai é apontado como sócio do Morro dos Anjos, de acordo com Moraes, envolve um empreendimento avaliado em R$ 150 milhões. Esse Morro dos Anjos é um projeto de ecoturismo, com parque aquático de águas ternais, localizado no Santuário São Miguel Arcanjo, em Bandeirantes.
O economista José Kobori chama as lideranças políticas da América Latina à reflexão, sobre a lógica do ataque dos Estados Unidos à Venezuela. O que está em jogo segundo ele, não é apenas o interesse no petróleo e nos minerais críticos, está em jogo principalmente uma estratégia geopolítica voltada à preservação do dólar e a retomada do poder de Washington sobre o continente, onde a China já se achega com toda força do seu protagonismo.
Donald Trump, de todos os presidente americanos, é o mais despudorado e desapegado de senso ético, totalmente desprovido de qualquer sentimento humanitário. Na cara larga, ele abandona a retórica do “soft power” para atuar com a lógica do porrete, numa escalada que pode atingir também o México, a Colômbia e, mais adiante, o Brasil. É aí que o campo progressista de nosso país precisa ficar muito atento.
Segundo Kobori, no Brasil o método não seria de uma invasão direta como ocorreu na Venezuela, mas sim, o desencadeamento de um processo de desestabilização politica e interferência eleitoral. Portanto, Donald Trump, que afaga Lula com abraço de tamanduá, já vem colocando em prática a estratégia de desgaste da esquerda e oxigenação da direita, para se apoderar de nossas riquezas através de um governo vassalo. Vassalo seria, sem nenhuma dúvida, um eventual governo de Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior ou Flávio Bolsonaro.
Há hoje no Brasil 30 partidos políticos devidamente registrados no TSE. Outras 23 legendas estão sendo formadas, elevando esse número já absurdo a 53. Tudo bem que a democracia tem os partidos políticos como canais de interlocução entre o povo e o governo, nas três instâncias de poder. Mas quanto mais fragmentada é a estrutura partidária mais esgarçada ela fica e menos transparente se afigura. Ainda mais quando se sabe que por trás de cada legenda há um negócio chamado fundo partidário, que movimenta rios de dinheiro. Então, como diria, o grande jornalista Carlos Chagas, “ao fim e ao cabo”, quem se dá bem com isso são os caciques partidários, nunca o eleitor, cada vez mais confuso na hora de escolher seus candidatos.
O que seria pior para o Brasil: Tarcísio de Freitas ou Flávio Bolsonaro ? Acho que seria Tarcísio, porque é a direita que sabe usar talheres e Flávio, sempre com os cascos afiados como o pai, não chegaria à metade do mandato, caso conquistasse por um aborto da natureza.
Dizem as boas (e más) línguas que Luciano Huck se prepara para disputar a presidência da república. Terá três plataformas que ele considera infalíveis: consertar a lata velha , convidar o eleitor que quiser ser um milionário e colocar o Brasil na sua linha do tempo.
É um engano achar que Donald Trump vai parar na deposição de Maduro pela força. Os Estados Unidos vem perdendo protagonismo para a China no continente latino-americano e pela via da pressão diplomática ou pela força, a Casa Branca vai continuar fustigando a América do Sul, detentora de muitos minerais críticos, petróleo e gás, que Tio Sam está de olho, esfregando as mãos e lambendo os beiços. Como frear essa sanha imperialista? Só pelo fortalecimento do bloco, fragmentado com o ataque à Venezuela e com a posição do ultradireitista Milei, que preside a Argentina. E só quem pode liderar a resistência é o Brasil, que se aniquilará do ponto de vista geopolítico, se a direita ganhar as eleições desse ano. O bicho é feio e tende a piorar enquanto houver um psicopata fascista na Casa Branca.
O psicopata da Casa Branca ressuscitou a Doutrina Monroe para tomar de assalto o petróleo da Venezuela. No século XIX os EUA anexaram regiões que hoje são estados e compraram o Alasca da Rússia. Agora não foi compra: foi sequestro de um presidente e roubo das riquezas naturais do país invadido.