“Ai do mundo, por causa dos escândalos;
Porque é inevitável que venham escândalos,
Mas ai do homem pelo qual vem o escândalo” – Mateus 18.7.
A lição que Jesus nos deixa, então, é que não há nada feito às escuras que resista à claridade da luz. Que o diga agora, passado o período em que cresceu sob a sombra de uma toga, o senador e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro. Na iminência de ter seu mandato cassado, candidata-se a réu, graças ao relato de um sentenciado por ele, que confessa ter feito muito serviço sujo a mando dele. Tony Garcia, ex-deputado, que foi genro do então todo poderoso Ney Braga, é o cara que está provocando uma verdadeira tsunami na vida do ídolo de pés de barro.
Para não ficar trancafiado por conta de falcatruas em um consórcio de sua propriedade, o Garibaldi, Garcia fez coisas que até Deus duvida. E num relatório extenso, de autoconfissão e muitas provas, levou Moro às barras da Suprema Corte. O ministro Dias Toffoli, nas mãos de quem a denúncia caiu, matou no peito e tocou a bola de primeira para o Ministério Público e a Polícia Federal investigarem.
Só lembrando, porque recordar é viver, que quando estava preso em Curitiba, Lula disse numa audiência ao juiz que o prendeu, que a Terra era redonda, e que nas muitas voltas que a Terra dava, Sérgio Moro iria se encontrar com a sua própria história, e se surpreender com ela. Mais direto, Geraldo Vandré diria ao ex-juiz, caso estivesse no lugar de Lula: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”








