A deputada federal Rosângela Moro, que votou a favor da manutenção da jornada 6 x 1, tentou justificar seu voto destilando ódio contra o governo do presidente Lula e desconsiderando totalmente ser esta medida benéfica aos trabalhadores e um avanço extraordinário nas relações capital x trabalho. Seria por ódio ideológico ou por incapacidade de compreender a realidade dura de milhões de pessoas que levantam de madrugada de segunda a sábado para ganhar a vida, sem direito ao laser, ao descanso por prazo mais adequado à condição humana ? Como era de se esperar, ela defendeu a PEC da hora trabalhada, uma excrescência proposta pelo senador bolsonarista Rogério Marinho, que acaba de vez com a representação classista e com qualquer segurança jurídica que possa ter o trabalhador brasileiro. Enfim, o discurso da “conja” , ex-primeira dama da República de Curitiba, tem a profundidade de um pires.