O STF está próximo de derrubar o marco temporal. Certamente estaria a favor, desde que o marco temporal fosse 21 de abril de 1500.
A possível volta de Appio
O advogado Pedro Serrano que defende o juiz Eduardo Appio, afastado da 13ª. Vara Federal de Curitiba pelo TRF-4 está convicto que seu cliente voltará à titularidade da vara que um dia foi conduzida por Sérgio Moro. E voltará para desespero do ex-juiz da Lava Jato que é tido hoje no meio jurídico como um ex-magistrado nada imparcial na condução dos processos e nas sentenças que exarou. Ao assumir o lugar que era de Moro, Appio ouviu Tacla Duran e botou fogo na fundanga com as acusações que o ex-advogado da Oebrecht, atualmente morando na Espanha, fez ao hoje senador pelo Paraná, denunciando-o, inclusive por extorsão. Se o juiz Eduardo Appio voltar ao comando da insepulta Operação Lava Jato , Sérgio Moro terá uma síncope.
Lula na ONU, segundo Josias de Souza (UOL)
“Governos têm uma estética. A gestão Bolsonaro distinguiu-se pela feiúra caricata. Lula retornou à Presidência pela terceira vez num instante em que o Brasil necessitava desesperadamente de uma restauração do bom gosto. Na área externa, o discurso na Assembleia Geral da ONU é o fechamento de um ciclo inaugural no qual Lula se autoimpôs a tarefa de livrar o Brasil da pecha de pária mundial, da qual o antecessor se orgulhava.
Para compensar o déficit estético acumulado sob Bolsonaro, Lula realizou duas dezenas de viagens ao exterior desde a posse. Beneficiado pelo contraste com o desastre que o antecedeu, conseguiu restaurar em nove meses quatro anos de devastação da imagem externa da diplomacia nacional. Contra esse pano de fundo, a principal marca do discurso pronunciado nesta terça-feira por Lula na principal vitrine diplomática do mundo foi o ganho estético”.
Olha o ORELHA aí, gente!
O ORELHA DE JEGUE já está nas mãos do amigo Nilson Monteiro, jornalista, poeta e grande escritor, que ocupa uma das cadeiras da Academia Paranaense de Letras. Foi levado a Curitiba por outro jornalista amigo, o Sérgio Mendes. Obrigado, Sérjão.

Ideologias 40 graus
Diz o irreverente Zé Beto “ que o calorzão que já está aí – e vai continuar, será explorado ideologicamente por direitistas e esquerdistas. Uns vão fritar ovo no asfalto e pedirão intervenção das Forças Armadas. Outros farão pressão para que se crie o programa Minha Piscina Minha Vida”.
O choro é livre
O ex-procurador da República Deltan Dallagnol desisdiu de recorrer contra a cassação de seu mandato de deputado federal porque sabe que não adianta. Mas pra continuar se fazendo de vítima, desceu a borduna no STF: “A Justiça não vence no Supremo”.
Pra tudo tem explicação
Lula está sendo muito criticado pelos gastos com o cartão corporativo que supera seus antecessores, inclusive Bolsonaro. A justificativa da comunicação do governo é de que “O Brasil havia abandonado o seu protagonismo internacional e para reverter esse quadro, o Presidente Lula vem realizando uma intensa agenda de viagens internacionais em 2023, que resultaram diretamente em 111,5 bilhões de reais em novos investimentos para o país nos seis primeiros meses do ano”. E lembra que os R$ 8 milhões gastos este ano referem-se a serviços de apoio de solo das aeronaves em viagens internacionais.
20 anos sem o Zé
. Por Reginaldo Dias
Hoje é o vigésimo aniversário do falecimento do prefeito José Cláudio Pereira Neto. A passagem do José Cláudio pela vida pública gerou três momentos de forte comoção afetiva no povo de Maringá. O primeiro foi a explosão de alegria com a vitória eleitoral. Ciente de da crise de corrupção que tomara conta da prefeitura, com as devidas consequências administrativas, o eleitorado identificou José Cláudio como o prefeito que deveria liderar a reconstrução. da cidade. Ele obteve 70% dos votos, a maior proporção verificada no segundo turno em todo o país. O segundo momento foi a corrente de solidariedade e esperança que mobilizou toda a população quando esteve em coma. O terceiro momento foi o luto com sua morte. Foi um vínculo emocional muito forte em três anos.
Não é justo lembrar dele apenas como o prefeito que faleceu no exercício do cargo. No seu governo, tendo recebido a prefeitura naquela que talvez tenha sido a pior crise financeira, administrativa e política de sua história, ele restabeleceu a credibilidade da função pública, reorganizou a administração e lançou as bases e os fundamentos para a reconstrução da cidade, para Maringá decolar e voar alto. O prefeito José Cláudio deu início ao novo período da nossa história. Esse é o seu legado.
Mais que batom na cueca
A situação do ex-ministro da justiça Anderson Torres vai de mal a pior. Nesta segunda-feira a Polícia Federal revelou algumas coisas escabrosas que encontrou no celular de Torres. Havia muita mensagem incentivando o golpe de estado e atiçando bolsonaristas fanáticos contra os poderes da república. Até foto insinuando o enforcamento de Lula estava lá.
Pode isso, Arnaldo?
O deputado federal Sargento Fahur (PSD) quer tornar compulsória a doação de órgãos de suspeitos mortos em confronto com a polícia. Para obrigar a doação, o parlamentar maringaense já entrou com projeto de lei, aproveitando a repercussão do transplante do apresentador Faustão. O projeto de Fahur altera a lei 9.434/97, que determina que a doação de partes do corpo de pessoas falecidas só pode ser feita mediante autorização de um parente do morto. Mas não é só isso: Fahur quer que no caso dos órgãos serem inaproveitáveis, o corpo do “bandido bom, por ser bandido morto” seja destinado às faculdades de medicina “para fins de estudo e pesquisa científica”.
Não se trata de respeito aos que tombam na troca de tiros com policiais, mas ao direito dos familiares de decidirem se querem ou não doar. Claro que a doação é um gesto nobre, mas ela não pode ser imposta pelo estado. Consultados, quase nenhum parente de suspeito morto em confronto com forças de segurança se recusa a doar. Mas a formalização do consentimento é apenas uma questão de respeito ao direito e ao livre arbítrio das pessoas. Simples assim, sargento.



