Do Filósofo do Centro Cívico, segundo o blogueiro Zé Beto:
“Não é por nada, não, mas essa onda de privatizações não faz pensar que o prédio do Palácio Iguaçu daria um hotel de altíssima categoria?”
Do Filósofo do Centro Cívico, segundo o blogueiro Zé Beto:
“Não é por nada, não, mas essa onda de privatizações não faz pensar que o prédio do Palácio Iguaçu daria um hotel de altíssima categoria?”
Lembram do Walter Delgatti? Sim, ele mesmo, o hacker que invadiu celulares e computadores dos cabeças da Lava Jato e, para o bem ou para o mal, revelou, por meio de reportagens em portais de notícias de peso no país, o que havia de podre no reino da Dinamarca. Os conluios do juiz Sérgio Moro com procuradores vieram à tona e a casa da “República de Curitiba” começou a cair. Agora, Delgatti volta a cena e, em depoimento à Polícia Federal, delata a deputada bolsonarista, Carla Zambelli. Em depoimento à Polícia Federal, o hacker relatou o “serviço sujo” que fez para Zambelli e disse que agora teme pela sua vida. Ele tem medo de ser morto como queima de arquivo.
O serviço de mototáxi está no centro das discussões sobre trânsito no Paraná. Ontem na Assembleia Legislativa o deputado Ney Leprevost (PSD) criticou em uma audiência pública a liberação desse tipo de transporte nas grandes cidades do Estado. O motivo, claro, sãos os perigos que o mototáxi representa, não só para os condutores das motos mas sobretudo para os passageiros. O parlamentar está acionando o Procon para fiscalizar a liberação indiscriminada de mototáxi que parece já ter sido incorporado pelos aplicativos 99 e Uber. “Estou estudando um projeto de lei para vedar essa prática no Paraná, porque por trás da liberação do serviço há o interesse de corporações internacionais em explorar a força de trabalho no Brasil, tento os motociclistas como alvo”, discursou Leprevost, que além da falta de segurança para o passageiro, acusa as corporações de explorar mão de obra barata sem um mínimo de assistência hospitalar.
O empresário Tony Garcia que atuou como agente infiltrado da Lava Jato, para dedurar adversários da República de Curitiba, está detonando dia sim e dia também, os cabeças da força tarefa liderada pelo então juiz Sérgio Moro. O Brasil ainda vai ouvir falar muito de uma tal “festa da cueca”, da qual teriam participado na capital paranaense alguns desembargadores do TRF4. Os áudios vazados pelo polemico empresário, ex-genro de Ney Braga, ainda vão dar muito pano pra manga. Quem viver, verá.
O governo federal decidiu encerrar o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militar, mas Ratinho Júnior não está disposto a abrir mão das 12 escolas que o Paraná implementou nos últimos quatro anos. Por isso, vai bancar essas instituições de ensino , que ainda funcionam em Curitiba, Cascavel, Colombo, Lapa, Apucarana, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Rolândia e Ponta Grossa.
Agentes da Polícia Civil de Santa Catarina e do Paraná se uniram para desmontar células neonazistas nas regiões metropolitanas de Florianópolis e de Maringá. Ontem, uma mega operação prendeu um homem no Jardim Olímpico com uma calibre 12 e farta munição e apreendeu em Marialva símbolos do nazismo na casa de um suspeito de disseminar discurso de ódio pela internet. Entre o material apreendido estava esta bandeira.
Os professores tornaram-se alvo prioritário do deputado Eduardo Bolsonaro que num evento pró-armas em Brasília disse nesse domingo: “Os professores doutrinadores são piores do que traficantes de drogas”. Segundo o 02, “os professores causam discórdia dentro das famílias”. Esse estímulo claro à violência é o legítimo “apito de cachorro” , espécie de mensagem decodificada do fascismo. Isso é ou não é caso de cassação de mandato? Será que a Comissão de Ética da Câmara Federal vai passar pano para a incitação à violência feita por Eduardo Bananinha?

O presidente Lula está P da vida com seu líder na Câmara, Zeca Dirceu. Isso porque Dirceu não só deixou de exercer seu papel de líder como não apareceu numa das votações cruciais da reforma tributária para o governo, que foi a que garantiria a manutenção de benefícios fiscais para montadoras no Nordeste até 2032.
Zeca se aliou ao governador Ratinho Júnior porque se a extensão dos benefícios fosse aprovada o Paraná perderia qualquer possibilidade de ter uma dessas grandes montadoras aqui. Zeca, então, ficou com o governador e com a bancada paranaense, dando um “passa moleque” no presidente da república, que já tinha compromisso de levar , por exemplo para a Bahia, uma montadora chinesa de carros elétricos. Lula foi reclamar para Arthur Lira e ouviu do presidente da Câmara: “o apoio do seu líder seria fundamental para a aprovação dessa matéria, mas esse apoio não houve”. Esta semana Zeca foi recebido no Palácio do Iguaçu pelo governador Ratinho Júnior, que celebrou a posição solidária ao Paraná, do filho de Zé Dirceu. Agora, o pai, que é amigo histórico de Lula, de quem foi chefe da Casa Civil no primeiro governo, terá muito trabalho para consertar o que o PT nacional considera uma “cagada”, mas que as lideranças políticas do Paraná tem como um gol de placa marcado por Zeca.
A Assembleia Legislativa do Paraná, popularmente conhecida como Alep, vai, enfim, se debruçar sobre um tema fundamental para a sociedade no atual momento: a violência doméstica. É preciso que parlamentares das três esferas de poder tratem disso com responsabilidade e a maior urgência e encontrem uma saída pelo menos, para minimizar os feitos dessa verdadeira tragédia social.
Por sugestão da deputada Flávia Francischini (União) a bancada feminina na Alep inicia nesta segunda-feira uma série de audiências públicas para discutir femincídio, cujas estatísticas são assustadoras. No Paraná houve aumento de 30% no número de assassinatos de mulheres por seus companheiros ou ex, em 2022.
Muitas providências já foram tomadas nos últimos anos, principalmente depois da sanção em 2006, pelo presidente Lula , da Lei Maria da Penha. Mas nada parece adiantar, porque o número de vítimas, inclusive fatais, não para de crescer. O que fazer, endurecer ainda mais as penas? Melhorar a estrutura das delegacias da mulher? Tudo isso é necessário, mas é preciso muito mais. E que esse muito mais surja de discussões como esta que será iniciada amanhã no plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná.
Durante a campanha eleitoral de 2022 perguntaram ao candidato Ciro Gomes como ele faria para se relacionar com o Congresso Nacional, dada sua postura de aparente intransigência com o fisiologismo. Sabendo que presidente nenhum consegue governar sem negociar à luz do patrimonialismo com o parlamento, ele saiu-se com essa: “Se o eleitor quer um presidente que não transija com o toma-lá-da-cá, então eleja deputados e senadores comprometidos com o Brasil. Eleito presidente vou ter que negociar com o Congresso que o eleitorado brasileiro escolher”.
Dizia isso e criticava a postura do candidato favorito Luís Inácio Lula da Silva, que era, na visão dele, moralmente frouxo. Lula se elegeu e está conseguindo aprovar suas principais pautas na Câmara e no Senado, mas por meio de uma política de concessões, que Ciro acha inaceitável, mas reconhece que dela não conseguiria fugir. Isso pela simples razão de que é desse jeito que se movem as peças no tabuleiro do presidencialismo de coalizão. Ou o presidente negocia os anéis ou perde os dedos, como perdeu Dilma Rousseff.