O deputado petista Arilson Chiorato solta uma bomba no meio da discussão sobre privatização da Copel. Segundo o parlamentar o Banco BTG Pactual foi contratado sem licitação por R$ 10 milhões para realizar a venda das ações da estatal na Bolsa de Valores de São Paulo. O pregão deverá ocorrer no próximo dia 25, mas o diretório regional do Partido dos Trabalhadores deverá usar este possível conflito de interesses (o BTG é credor da Copel) para barrar na justiça a privatização. Essa não é propriamente uma bala de prata, mas no duelo privatistas x defensores do patrimônio público, a sociedade paranaense coça o coldre.
O relógio facilitador
O relógio do piloto tinha um GPS e através dele as equipes da FAB localizaram os destroços do avião e os corpos dos três desaparecidos na Serra do Mar.
“Recebemos a informação de um familiar que uma das vítimas poderia estar com um relógio. Essa informação foi repassada a Força Aérea Brasileira, que buscou informações junto a fabricante do relógio e verificou-se que havia uma última localização desse relógio numa determinada coordenada geográfica. A partir desse momento as buscas foram direcionadas para aquela área”, disse o major Fabrício Frazatto dos Santos, comandante do 8º Grupamento de Bombeiros. Os destroços do avião e os corpos dos três tripulantes foram encontrados em um local de mata fechada próximo ao Pico Canavieiras, entre Guaratuba e Morretes. O monomotor tinha saído segunda-feira às 7h50 de Umuarama e desapareceu do radar 10 minutos antes do horário previsto para o pouso em Paranaguá. O último contato do piloto com uma torre de controle foi o aeropoto de Ponta Grossa. As buscas duraram cinco dias.
É no fio do bigode
O deputado maringaense sargento Fahur estava entre os 65 parlamentares que assinaram projeto de lei para anistiar políticos que cometeram ilícitos eleitorais a partir de 2016. O objetivo, todos sabem, é anular a decisão do TSE que tornou Bolsonaro inelegível. Agora, Fahur aparece na mídia como um dos três parlamentares paranaenses que votaram contra a reforma tributária na Câmara Federal.
Vale lembrar que ontem Bolsonaro comandou a reação de hostilidade contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, porque numa reunião do PL, defendeu a reforma tributária, dizendo que ela seria boa para o estado que governa e melhor ainda para o Brasil. Fahur engrossou o coro dos inconformados com a possibilidade de sucesso do governo Lula por conta da reforma e seguiu a orientação do mito.
Uma qualidade não se negue ao deputado bigodudo: a coerência. Ele é bolsonarista até debaixo d´água e honra sua fidelidade como faziam os mais antigos, usando como símbolo de honradez o fio do bigode.
Em alta
Não está claro ainda que venha a ser apenas por conta de gestão, mas a gestão tem sim tudo a ver com o crescimento da produção de energia da usina de Itaipu no primeiro semestre de 2023. Seja como for, ponto para o maringaense Ênio Verri que foi o homem que o presidente Lula escolheu para assumir a presidência da binacional. De acordo com informes oficiais a hidrelétrica teve seu melhor primeiro semestre dos últimos cinco anos. De janeiro até 30 de junho, foram produzidos 40.650.877 megawatts-hora(MWh), ante 30.111.313 MWh no mesmo período de 2022. No comparativo, o aumento na produção foi de 35%. No primeiro semestre de 2021, a Itaipu produziu 34.534.416 MWh; em 2020, 38.600.323 MWh; e em 2019, 40.451.294 MWh. Só lembrando que a Itaipu é responsável por quase 10% do suprimento de eletricidade do Brasil e por 86,3% do Paraguai.
O feitiço contra o feiticeiro
A pedido da Procuradoria Geral da República, o ministro Dias Toffoli, do STF, autorizou a Polícia Federal a tomar o depoimento do empresário Tony Garcia, um ex-aliado que se tornou maior algoz da “República de Curitiba” presidida pelo então juiz Sérgio Moro. Garcia já botou pra quebrar em entrevista a portais de notícias, como o 247 e o GGN, do Luís Nassif e agora promete botar fogo na fundanga na esfera judicial, coisa que ele tentou lá atrás com a juíza Gabriela Hardt , mas suas denúncias foram parar em um arquivo morto da 13ª. Vara Federal. De acordo com o portal Metropole, “Tony Garcia teria sido usado por Moro como “agente infiltrado” para perseguir o PT”. Já dizia Véio Zuza:”O feitiço sempre vira contra o feiticeiro”.
Crime de lesa-pátria, sim senhor
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, negou pedido de liminar ao Diretório Estadual do PT e manteve a assembleia geral dos acionistas da Copel para decidir sobre a privatização. Pelo que tudo indica todos os movimentos e manifestações de protesto contra a privatização da estatal terão sido em vão. Há uma lei votada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Ratinho Júnior que transforma a Copel em empresa de capital disperso e tira do estado o poder de acionista controlador. O ministro Barroso também não reconheceu a inconstitucionalidade dessa lei. Na prática, significa que a vaca vai mesmo pro brejo.
Por falar nisso, o Estadão defendeu em editorial a privatização das companhias estaduais de energia elétrica, ao mesmo tempo em que critica os defensores dessas distribuidoras como empresas públicas. Que me desculpem os neoliberais, mas entregar um setor tão estratégico ao capital privado é crime de lesa pátria.
A tragédia e uma pergunta incômoda
Informa a revista Forum que os dois servidores que estavam no bimotor que desapareceu segunda-feira na Serra do Mar saíram de Umuarama para uma missão oficial no Porto de Paranaguá. Eles iriam avaliar a atracagem de futuros navios de turismo no litoral. E se estavam a trabalho para o Estado como explicar que se deslocavam em um avião particular? Segundo a revista, até agora o governador Ratinho Júnior que, reconheça-se, está dando todo apoio às famílias dos servidores, não se manifestou sobre a pergunta que não quer calar.
O avião, de propriedade do empresário João Cezar Passos, conhecido como “Babão”, continua desaparecido. As buscas se concentram na região montanhosa que fica entre Guaratuba e Morretes. Estavam na aeronave o piloto Jonas Julião e os servidores Heitor Genowei Júnior (Juninho do Posto) e Felipe Furquim de Oliveira.
Tudo azul com Ulisses
O prefeito de Maringá, Ulisses Maia, foi destaque em todas as fotos e imagens da frente nacional dos prefeitos, que está em Brasília para acompanhar e fazer seu lobizinho na discussão da reforma tributária. Estão certos os prefeitos, porque se bobearem os municípios ficam no prejuízo com o Iva, pois perderão um dos seus impostos exclusivos que é o ISS. Falei do destaque de Ulisses por causa da cor do seu terno. Vestir azul dá sorte, como já dizia o sábio Wilson Simonal…”vesti azul, minha sorte então mudou”.
Dou-lhe uma, dou-lhe duas…vendida!
Uma comissão de líderes do movimento contra a privatização da Copel saiu frustrada ontem do marco das Três Fronteiras, por não ter conseguido entregar uma carta a Lula sobre o tema. Alegaram que os assessores blindaram o presidente, que pode barrar a privatização porque a União, através do BNDES, possui 24% do capital social da Companhia Paranaense de Energia Elétrica e é a única capaz de brecar o pregão de venda, marcado para 25 desse mês na Bolsa de Valores de São Paulo. O desespero dos líderes do movimento está no fato de que o voto do BNDES no Conselho de Administração da Copel semana passada foi favorável à privatização, o que convenhamos, é muito esquisito.
A privatização da Copel preocupa não só os paranaenses mas também os mineiros e catarinenses, porque na esteira dessa entrega da empresa pública mais lucrativa do país ao capital privado, virá a privatização da Cemig e da Celesc. O efeito dominó pode ser devastador para a segurança energética do país. De acordo com Leandro Grasssmann, presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná a posição do Banco Nacional de Desenvolvimento Social favorece a privatização da Copel já este mês. “Que os copelianos comecem desde já a buscar novo emprego, porque a privatização provocará dispensas em massa”, previu.
Olha só: privatização rima com demissão e se ela é em massa, tem tudo a ver com o Carlos Ratinho, que é Massa.
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Igualdade desde 1943
A lei aprovada pelo Congresso e sancionada agora pelo presidente Lula foi uma vitória de Simone Tebet, que defendeu a equiparação com muita ênfase na campanha, embora o candidato vencedor também o fizesse. De hora em diante, mulher e homem terão salários iguais desde que exerçam funções iguais na mesma empresa. Nada mais justo, mas nunca é demais lembrar que não há nisso nenhuma novidade. O Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 que aprovou a CLT, já previa a equiparação. Tá no artigo 5º. : “ A todo trabalho de igual valor corresponderá salário igual, sem distinção de sexo”.
O que eu não sei, e por isso recorro aos amigos advogados trabalhistas, é se este artigo não havia sido revogado quando o governo Temer assassinou a Consolidação das Leis do Trabalho, com uma tal reforma trabalhista que puxou a escada e deixou o trabalhador pendurado na brocha.








