Tony Garcia será ouvido por um juiz auxiliar do ministro Dias Toffoli. Toffoli quer apurar as denúncias que o empresário (ex-genro de Ney Braga) fez à juíza Gabriela Hardt em 2021 e que não deram em nada. Garcia, que atuou como agente infiltrado da Operação Lava Jato fez acusações gravíssimas contra o juiz Sérgio Moro e integrantes do Ministério Público, como Carlos Fernando dos Santos e Januário Paludo. Será um depoimento explosivo que pode celar definitivamente a carreira do agora senador pelo Paraná, já na berlinda por conta de abusos de poder econômico na campanha. Lideranças políticas do Paraná estão convictos de que Moro será cassado. Tanto é que alguns, caso de Ricardo Barros , Paulo Martins e Roberto Requião, já estão em campanha para ocupar a terceira vaga do Paraná no Senado da República. Enfim, Moro vislumbra o cadafalso
Quaquaraquaquá…
Se não for de direita é comunista. Com essa cantilena o bruxo Olavo de Carvalho deu corda ao ventríloquo Jair e o ventríloquo reproduziu, tonitruou e potencializou a imbecilidade que tomou conta do Brasil e que agora aparece, assustadora, na pesquisa Datafolha. Brasileiros e brasileiras, metade do eleitorado do país acredita no perigo vermelho. É pra rir ou pra chorar? Prefiro lembrar Elis Regina: “Quaquaraquaquá, (quem riu?) (Quaquaraquaquá, fui eu)”
Operação “salva Bolsonaro”
Entre os 65 deputados federais que assinaram um projeto de lei para anistiar políticos que cometeram ilícitos eleitorais a partir de 2016 está o maringaense sargento Fahur. Só lembrando que o ex-PM é um bolsonarista de quatro costados, como são os demais 64. Portanto, o objetivo é um só: anistiar Jair Messias Bolsonaro, dando um cartão vermelho ao TSE. Dificilmente esse projeto vai prosperar, porque já deve morrer de cara no fundo da gaveta do presidente Arthur Lira, que é esperto demais para passar por tamanho vexame. Se por um aborto da natureza for aprovada na Câmara, a proposta morre no Senado.
E pertencia mesmo
Sepúlvida Pertence, que faleceu neste final de semana,foi um dos mais brilhantes ministros do STF nos últimos tempos, segundo reconhecem destacados operadores do Direito. Quando o ex-presidente Fernando Collor de Mello estava para ser julgado na Suprema Corte, em um processo cujo relator era o mineiro de Diamantina, um jornal manchetou: “O destino de Collor a Sepúlveda pertence”. Collor foi absolvido.
Vem aí o ORELHA…
Está no forno o meu segundo livro. ORELHA DE JEGUE é uma autobiografia, onde amarro minha história pessoal com a diáspora nordestina dos anos 50/60 e faço uma ligeira incursão pela história política de Maringá, como testemunha ocular dos fatos que narro. O título do livro pode parecer estranho, mas tem tudo a ver com as relações de trabalho nas lavouras de café do Norte/Noroeste do Paraná.
Esclarecimento
Não sei bem como me livrar disso, mas está surgindo uma profusão de pitacos aqui no blog, tudo em inglês. É tanto que não dou mais conta de deletar. No meio, de forma muito espaçada, vem comentários de leitores, aos quais peço desculpa por não ter encontrado ainda uma solução para o problema e por isso não os estou liberando.
A oxigenação da ignorância
Uma recente pesquisa do Datafolha mostrou o tamanho do estrago que a polarização política dos últimos quatro anos fez na cabeça dos brasileiros. Metade do eleitorado acredita no fantasma comunista, difundido de maneira criminosa e irresponsável pela extrema direita e potencializado sobretudo nos púlpitos de inúmeras igrejas evangélicas. O “perigo vermelho” foi difundido à exaustão pelo ex-presidente Bolsonaro, caudatário de um discurso torpe e desconectado da realidade.
O medo do comunismo, que jamais ameaçou o Brasil, justificou o golpe do Estado Novo nos anos 30 e alavancou o golpe militar de 1964. A quem serve a difusão dessa farsa ? Ao Brasil é que não. Serve apenas para alimentar o discurso de ódio, urdido com o objetivo claro de oxigenar a cultura do atraso.
O jornalismo perde Gil Rocha
Leio agora no blog Paçoca com Cebola, do colega Cláudio Osti, sobre a morte prematura do jornalista Gil Rocha, por anos, repórter esportivo da RPC e comentarista de uma pá de emissoras de rádio. Ultimamente exercia a função de editor-chefe do departamento esportivo da CBN/Curitiba. Gil, de 64 anos, teve um mal estar dias atrás e ontem faria a desobstrução de uma artéria. Houve complicações durante a cirurgia e ele morreu. Meus sentimentos e solidariedade à família, particularmente à esposa Ana Zimermann, repórter da RPC.
A grande disputa
Vem aí o troféu Pinóquio. É uma espécie de oscar da mentira, que tem dois grandes concorrentes. Páreo duro, mas certamente o Senhor Gepeto já fez a sua escolha.
Um mito que não se sustenta porque mito não é
O PT está preocupado com a vitimização de Bolsonaro, que pode fazer do limão uma limonada. Nesse primeiro momento ele continuará na mídia tentando potencializar o sentimento de raiva que seus aliados nutrem contra o TSE e sobretudo contra Alexandre de Morais. Mas o tempo, que sempre foi senhor da razão, se encarregará de colocar o mito na trilha do ostracismo, dentro da lógica infalível do “rei morto, rei posto”. Até 2030 teremos 2024 e 2026, oportunidades para o surgimento de novas lideranças na direita, que irão absorver com facilidade o legado do outsider de 2018. Mas o inferno astral do mito, que mito nunca foi , pode não parar apenas na suspensão dos direitos políticos por 8 anos. Esse filme é CinemaScope, tem muito mais tela. O The End pode ter como imagem de fundo a Papuda. Ou seria Bangu 8?





