O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná e a Federação Nacional dos Jornalistas emitiram nota nesta quinta-feira repudiando os atos de violência cometidos por bolsonaristas contra uma equipe de reportagem da TV Maringá (Band). O repórter Eduardo Leandro e o cinegrafista Rafael Silva foram empurrados, xingados e expulsos da frente do Tiro de Guerra , onde estavam para registrar a manifestação contra o resultado das urnas e que continuavam mesmo no horário da estreia do Brasil na Copa do Mundo. Esse pessoal perdeu definitivamente o senso de medida.
Alep vira as costas para o povo
A oposição quase incipiente na Assembleia Legislativa não conseguiu evitar a aprovação do projeto de privatização da Copel, a empresa estatal que dá muito lucro e cumpre uma função social importante no Estado. Na porteira que passa um boi, passa uma boiada. E a boiada da privatização vai passar. Atrás da Copel vem a Sanepar (já semiprivatizada) , vem o ensino público, o sistema carcerário e o diabo a quatro.
O máximo que os oposicionistas puderam fazer na cessão de entrega foi partir para o bate-boca. Um dos entreveros envolveu os deputados Requião Filho e o líder do governo Michel Micheleto. A sessão da Alep desta quinta-feira é um capítulo vergonhoso que mancha a história política do Paraná.
Saiba quais deputados da região de Maringá votaram pela entrega da Copel à iniciativa privada:
Dr. Batista, Delegado Jacovós e Homero Marchese. O Soldado Adriano se ausentou do plenário, mas na primeira votação foi a favor.
O futebol que redime
Enfim, a Seleção resgata o sentimento de brasilidade, reinicia o processo de união de uma sociedade dividida e fraturada pela disputa eleitoral movida a muito ódio ideológico. O Brasil parou esta tarde para ver o escrete canarinho e comemorar a vitória da nossa estreia na Copa do Mundo. O verde e amarelo está de volta ao seu verdadeiro lugar, o do patriotismo.
A questão é o bolo
Refiro-me ao bolo tributário, que a União controla e repassa muito pouco às prefeituras. Por isso, a reforma tributária, com maior valorização dos municípios, foi o tom da conversa entre prefeitos de todo o país com o coordenador da transição, vice-presidente eleito Geraldo Ackmin, nesta quarta-feira.
Entre os prefeitos estava o de Maringá, Ulisses Maia, que apresentou demandas que são urgentes para as grandes e médias cidades brasileiras, caso da mobilidade urbana e da saúde. Ulisses foi um dos 15 prefeitos escolhidos pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) para integrar a comissão encarregada de manter diálogo direto com a equipe de transição do governo Lula.
Para além da metáfora
“Vou dar a letra!
Aqui em Maringá funciona assim: se um comerciante de bar, restaurante, conveniência colocar uma mesa a mais na calçada , a vida do sujeito vira um inferno pela fiscalização. Agora montar acampamento no meio da Avenida Mandacaru , pode! Colocar banheiros fedorentos na calçada, pode! Puxar gato de energia sei lá de onde, pode! Instalar uma cozinha sem fiscalização da vigilância sanitária, pode também! Interditar ponto de ônibus e ciclovia pode !!!!! Se for do lado da delegacia e melhor ainda porque da sensação de segurança!!!”
. Humberto Boaventura (advogado)
Chance zero
O líder do governo na Câmara, o maringaense Ricardo Barros, disse hoje à CNN que a possibilidade do TSE dar qualquer decisão a favor de Bolsonaro é zero. Esta é a nota que ele atribui a ação que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deu entrada hoje no Tribunal Superior Eleitoral. Claro que na condição de líder, Barros não deixaria por menos: criticou a alta corte, dizendo que seus ministros tomaram lado contra o presidente. Mas não se espantem: o PP já lulou e Barros nem vai esperar a missa de sétimo dia do governo Blsonaro para costear o alambrado petista.
Extra! Extra! Extra !
O governador Ratinho Júnior tenta, sem nenhum constrangimento, vender a Copel na Black Friday de Natal.
Diplomação ameaçada
O parecer da Coordenadoria de Contas Eleitorais e Partidárias do TRE-Pr, assinado por Christiana Tosin Mercer e Paulo Sergio Esteves, recomenda a reprovação das contas de campanha do senador eleito Sérgio Moro. Não precisa ser jurista para saber que se o plenário do Tribunal Regional Eleitoral confirmar o parecer , Moro não será diplomado e haverá nova eleição para o Senado.
A face criminosa de uma farsa
A encenação de um crime supostamente cometido por um petista contra um Bolsonarista nos protestos que continuam na saída de Maringá para Astorga, foi notícia em vários portais brasileiros. A cena, produzida para causar comoção e botar lenha na fogueira da revolta bolsonarista contra o resultado das urnas, parece chocante no primeiro momento, mas patética no segundo, quando a farsa é revelada. A arruaça acontece em frente ao Posto G-10, local das manifestações antidemocráticas, desde a divulgação do resultado da eleição presidencial em 30 de outubro. A quem cabe mandar investigar isso? Ao Ministério Público? Às forças políticas do município? Ou será que vão esperar até lá pro dia de São Nunca , a Justiça agir de ofício?
O problema está nos critérios de cadastramento
Fragmentação de unidades familiares via inscrições individuais abriu a porta do Auxilio Brasil para a fraude, segundo reportagem do UOL. O número de pessoas que recebe o auxílio sem precisar é enorme. Lendo a matéria do jornalista Carlos Madero, entendi porque tornou-se possível cenas como a que vi em um mercadinho de Maringá, onde um sujeito à bordo de uma caminhonete top de linha pegou uma caixa de “barriguinha” da Brahma e pagou com o cartão do benefício.
A moça do caixa se mostrou incomodada e ao questionar se iria pagar mesmo com aquele cartão, ouviu a resposta mal educada: “E daí, o que você tem a ver com isso?”. Claro que nem todos os beneficiários individuais recebem injustamente, mas parece inexplicável a burla, que gaiatos não fazem nenhuma questão de esconder. Caso, por exemplo, da mulher do deputado Daniel Silveira , do padre Kelmon e do empresário que debochou da mulher que servia “quentinhas”, fatos amplamente divulgados pela mídia nacional.
É sempre bom lembrar que a possibilidade de fraude em qualquer programa social existe, mas o rigor do cadastramento reduz muito as brechas para que isso ocorra. No Bolsa Família lá atrás também ocorriam distorções como as citadas a cima, mas não chegavam nem perto do descalabro que se verifica atualmente.






