O ganhador de R$ 1 milhão no último sorteio do Nota Paraná, residente na Zona 7 de Maringá, tinha o cadastro ativo mas já havia falecido. Ele morreu em outubro, mas a família não comunicou o óbito ao programa. Como trata-se do “CPF na nota” e o CPF está cancelado, o dinheiro volta para os cofres públicos, do Estado, claro.
Não está bom não, prefeito
O serviço de transporte coletivo urbano de Maringá está muito ruim, irritando o passageiro que, dependendo da linha, chega a ficar mais de meia hora, além do previsto, esperando no ponto. Ocorre frequentemente com os ônibus que sobem a Avenida Paraná. Dia desses parei para ouvir dois motoristas que conversavam no terminal sobre as alterações de escala, que deslocam o profissional de uma linha que ele conhece bem para outra que ele não conhece nada. Isso ocorre com muita frequência e é um dos motivos da irritação da categoria.
Teria aumentado muito o número de pedidos de demissão na TCCC. De acordo com os dois que conversavam, os motoristas andam fulos da vida com o desrespeito da direção da empresa para com eles. E tem outro problema, que aí já é de responsabilidade direta da Prefeitura. Refere-se à falta de policiamento no terminal urbano, principalmente à noite e nos domingos e feriados , quando a bandidagem apavora motoristas, fiscais e passageiros. Será que custa tanto deixar uma equipe da Guarda Municipal permanentemente naquele espaço? E claro, à noite, com o apoio da Polícia Militar ?
Travado pelo Paraguai
Desde que assumiu a direção geral da Itaipu o maringaense Ênio Verri, que tem mostrado muita competência e dinamismo, não passava por um perrengue desse. O Paraguai, que junto com o Brasil é dono do empreendimento, outrora conhecido como a maior hidrelétrica do mundo, decidiu endurecer o jogo para que a empresa reajuste suas tarifas. Por conta disso, travou o orçamento de 2024. O de 2023 chegou a R$ 9,7 bilhões.
O fato concreto é que o pagamento de salários e fornecedores está parado. Nem férias os trabalhadores recebem desde 1º de janeiro. O Sindicato dos Eletricitários de Foz do Iguaçu já pensa em indicativo de greve. Pela experiência política de esquerda que possui, Verri deverá tirar isso de letra. Só vai ficar faltando combinar com o governo paraguaio, que não se mostra nada satisfeito com as tarifas praticadas pelo parceiro brasileiro. “Está tudo parado, não tem orçamento definido e, assim, não liberam dinheiro para nada”, afirma Paulo Henrique Guerra Zuchoski, conhecido como PH, presidente Sinefi.
Jogada de mestre
Marta Suplicy era petista de primeira hora. Até que se desentendeu com Dilma e, deputada federal, votou pelo impeachment da presidenta. Mas apesar de tudo, a ex-sexóloga e mãe de Supla, continuou sendo xodó de Lula. Agora, os dois se reencontraram, ele de volta à presidência e ela no PMDB, secretária municipal de um prefeito bolsonarista. Resultado da reconversa: Marta aceitou ser vice de Guilherme Boulos, do Psol e candidato a prefeito de São Paulo, com apoio do PT, e claro, do seu líder máximo. Lembrando que Marta já foi prefeita da capital paulista e que goza de muito prestígio em toda a paulicéia, há que se concluir que com essa jogada de mestre Lula praticamente colocou Boulos como um candidato quase imbatível.
Personagem de ficção
O jornalista Fernando Rodrigues diz que o governador Ratinho Júnior é um personagem de ficção:” Entre os mantras repetidos pelo governador Ratinho Jr, um se destaca: “Paraná Supermercado do Mundo”. Ele insiste que os 199.315 km2, 2,3% do Brasil, podem abastecer o planeta ou grande parte dele. O Paraná pode ser, no máximo, um mercadinho de bairro”.
Definitivamente, o governador parece viver num mundo paralelo. Repete também que o Paraná vai ser o “hub logístico da América Latina”, fala isso enquanto nem o que é produzido aqui escapa de rodovias mal conservadas e que não dão conta do volume a ser transportado agora. Cadê as duplicações e o incremento do transporte ferroviário? Nem a BR277, artéria entupida do Paraná, teve obras essenciais realizadas. Sair de Curitiba pode ser um pesadelo de horas. Nas redes sociais, Ratinho Jr mostrou como seria um boneco dele, “o melhor governador do país”. Faz sentido, é um personagem, ficção”.
É importante saber distinguir
A falta de educação política é que conduz e reconduz maus governantes ao poder. O ódio e a distorção da realidade são frutos não de outra coisa, mas da falta de informação e de formação política das pessoas, independente do nível cultural e de escolaridade que elas tenham. Não digo política partidária, refiro-me à política da boa convivência comunitária, do exercício crítico da plena cidadania. Passa pela capacidade do eleitor distinguir alho de bugalho.
Claro que não é tão simples assim, mas existem caminhos, que podem começar a ser trilhados, por exemplo, através da escola, das igrejas, das associações de bairros e dos meios de comunicação tradicional (rádio e televisão principalmente), que convenhamos, estão cada vez mais distantes do seu verdadeiro papel social.
Produção tem, falta é divisão
Dados da FAO indicam que o Planeta produz alimento para 12 bilhões de bocas. O mundo tem 8 bilhões e cerca de 900 milhões passam fome. O que falta, produzir mais? Claro que não, falta humanidade na distribuição do que se produz. O Brasil é parte dessa tragédia, mesmo sendo , como se orgulha o agronegócio, o celeiro do mundo.

Olha quem fala !
“Lula 3 encerra o primeiro ano sem cumprir a promessa de unir o país”. Esse é o destaque da edição de hoje da Gazeta do Povo, porta-voz da direita paranaense e jornal que cheira a naftalina. O que pretendia um veículo de comunicação que potencializa sistematicamente o ódio ideológico, através de colunistas como Rodrigo Constantino e Alexandre Garcia?
Só ele percebeu que a GLO seria uma roubada
Segunda-feira completa um ano que Lula rejeitou de pronto a sugestão de uma GLO para conter os ataques às sedes dos três poderes. Naturalmente com base em uma obviedade: se fizesse isso, entregaria o poder ao Forte Apache para que os generais contivessem a multidão ensandecida que quebrava tudo no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no Supremo. Lula avaliou imediatamente que se assinasse o decreto de Garantia da Lei e da Ordem, o comando do país escaparia das suas mãos e cairia nas mãos de generais, a maioria bolsonarista.
Seria dar de bandeja a arma que o ex-presidente Jair Bolsonaro queria para sacramentar o golpe de estado e voltar ao cargo que perdeu nas urnas. Voltaria babando, para promover o banho de sangue que sempre sonhou dar. Basta lembrar uma entrevista que ele concedeu a um canal de televisão quando ainda era deputado, quando manifestou desejo de promover uma guerra civil no país e matar pelo menos 30 mil pessoas, a começar pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Se assinasse a GLO naquele momento, Lula poderia ser abatido ainda quando taxiava para seu governo levantar voo. Esse fato, revelado agora pelo próprio Lula, mostra porque ele é, incontestavelmente, um dos maiores líderes e estrategistas políticos da história da nossa república.
Muitos hão de achar que Getúlio Vargas é insuperável. Mas vamos lembrar que Getúlio não suportou a pressão liderada por Carlos Lacerda para que ele renunciasse e meteu uma bala no próprio peito, saindo da vida para entrar na história. Lula não se quedou ao dublê de Lacerda e chaveiro de Donald Trump, Jair Messias. Não mordeu a isca, como sugeriram seus próprios aliados, inclusive o ministro Flávio Dino, que achou num primeiro momento, ser a GLO saída única para aquele caos institucional.
Passado exatamente um ano e com base em tudo o que a Polícia Federal levantou e já foi divulgado, a gente chega à seguinte conclusão: a vitória de Luís Inácio Lula da Silva foi a vitória da Democracia, que não significou a abertura da porta do paraíso, mas com toda certeza, significou o fechamento da porta do inferno.

Celebração da democracia e repulsa à infâmia
Tivesse Bolsonaro logrado êxito na tentativa de sacramentar em 8 de janeiro o golpe de estado que tramou o tempo todo, não só o ministro Alexandre de Moraes poderia ter sido morto. Havia uma lista grande de adversários do bolsonarismo marcados para morrer. Uma dessas pessoas era o advogado Kakay. De Paris, onde se encontra esta semana, o especialista em Direito Penal escreve:
“Há pouco tempo, fui procurado por um cidadão, ex-sócio da família Bolsonaro, que disse ter participado de algumas reuniões nas quais os bolsonaristas, chefes da milícia, discutiam quem iriam matar quando consolidassem o poder fascista. Segundo me garantiu essa pessoa, eu também seria morto e com requintes de crueldade”.
Por tudo isso é que se torna cada vez mais importante as manifestações de repulsa à tentativa de golpe e de celebração da democracia na próxima segunda-feira em Brasília.




