Bolsonaro obteve quase 70% dos votos no Paraná. Se tiver a mesma capacidade de transferência que Lula tem, fará de Michele senadora, caso Sergio Moro venha mesmo a ser cassado. Isso só não aconteceria se o bem informado Esmael Morais estiver correto. Informa o blogueiro curitibano, que o governador Ratinho Júnior pensa seriamente em entregar o bastão ao vice Darci Piana e se candidatar para a vaga do ex-juiz da Lava Jato, cujo mandato vai até 2030. No meio do caminho haverá uma eleição presidencial e se o cavalo passar arreado, Jota Erre monta, sem nenhum temor, porque em não se elegendo continuaria senador pelo nosso estado por mais quatro anos.
Ainda na fase do SE
O xadrez da sucessão municipal
A sondagem da Paraná Pesquisas para prefeito de Maringá divulgada agora faz piscar o sinal de alerta para Ulisses Maia, que sabe mais do que ninguém que com os Barros adversário não se cria. Se o atual prefeito quiser mesmo pavimentar sua estrada para 2026, quando deve disputar uma cadeira na Câmara Federal ou cavar uma vice governança, é bom sair da zona de conforto e botar o bloco na rua.
Confiável ou não, a pesquisa é um indicativo da tendência do eleitorado maringaense que os pretensos candidatos precisam considerar. Vamos ser sinceros e sobretudo, práticos: não há no momento, com esse quadro de pretendentes que temos aí, um nome capaz de evitar a volta de Silvio II à Prefeitura para um terceiro mandato. Esse nome tem que ser construído, ainda que a partir das opções de pouco apelo popular que a pesquisa mostra. A perspectiva não é alentadora, mas tal qual no esporte bretão, o jogo é jogado. E acreditem, se não estiverem muito ligados quando a bola começar a rolar, os pretendentes ao cargo podem ser goleados já no primeiro tempo. Simples assim.
República do veneno
O argumento do Planalto para justificar os 14 vetos ao Projeto de Lei que regulamento o uso de agrotóxico na lavoura se fundamenta no propósito de “garantir a adequada integração entre as necessidades produtivas, a tutela da saúde e o equilíbrio ambiental”. Mas a bancada do agronegócio com o apoio tóxico do bolsonarismo raiz vai fazer de tudo para derrubar os vetos. Isso porque não querem ver a atuação dos órgãos de defesa ambiental e da saúde humana fiscalizando as aplicações no campo. Não quero prejulgar, não, mas aposto um doce de puba que os representes de Maringá na Câmara Federal votarão pela derrubada dos vetos.
Nunca é demais lembrar que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxico do mundo. Entre 2019 e 2022 foram liberados 2.181 novos registros de marcas não avalizadas pelas autoridades sanitárias e ambientais. Se o PL do veneno virar lei como foi aprovado pelo Congresso Nacional a coisa ficará bem pior. O que não entra na cabeça de ninguém é como o agronegócio não se dá conta da rejeição que os produtos brasileiros de origem animal e vegetal são rejeitados lá fora. Como entender isso, Ideologização do campo ou conluio com a indústria de pesticidas?
O perigo na coceira do dedo
O governo Lula, que adotou uma política agressiva de desarmamento da população civil , já conseguiu reduzir em mais de 50% a venda de armas de fogo no país em 2023. Mas é preciso muito cuidado porque ainda existem cerca de 360 mil armas de grosso calibre nas mãos de gente nervosa , e segundo o blogueiro Zé Beto, a maioria com coceira no dedo e pouca coisa na cabeça.
O BraZil que não merece o Brasil
É interessante a comparação que o escritor e jornalista Lira Neto faz de Carlos Lacerda com Sérgio Moro. Lacerda infernizou a vida de Getúlio Vargas, levando-o ao suicídio e praticamente plantando ali a semente do golpe militar que viria ocorrer em 1964. Moro se aproveitou de um momento de crise ética e moral na política brasileira para galar o ovo da serpente, que Lacerda chocou com maestria na década de 50. Claro que foram momentos históricos diferentes, mas o projeto político de ataque ao estado de bem-estar social e à democracia tinham a mesma matriz.
Só não dá para comparar os dois personagens porque a diferença de QI entre um e outro é abissal. Lacerda , como bem definiu o jornalista e escritor Lira Neto, “era um cafajeste erudito e Moro, um delinquente intelectual”. Mas ambos fizeram estragos na vida brasileira, um levando Getúlio Vargas ao suicídio e o outro, pavimentando a estrada do bolsonarismo que, espera-se, tenha sido sepultado na reação das instituições à tentativa de golpe deflagrada em 8 de janeiro de 2023.
O avanço do bolsonarismo a partir da vitória de Jair em 2018 encontrou campo fértil num ufanismo rastaquera e num patriotismo tacanho, embalados evidentemente na evocação do perigo vermelho que a classe média absorveu e potencializou rapidinho. Mas, como diz Ricardo Kotscho, vida que segue.
Paraná revive o pesadelo do cancro cítrico
Há quase uma década o Paraná se livrou do cancro cítrico , uma doença que levou o Estado a erradicar quase todos os seus pomares. Durante muitos anos, os paranaenses tiveram que importar laranja de São Paulo, principalmente da região de Bebedouro. A cultura da laranja foi retomada e se fortaleceu no nosso Estado, principalmente na região Noroeste, cujos produtores estão preocupados mas não apavorados com o aparecimento do greening. A praga pode comprometer de novo a produção de cítricos no Estado.
A Secretaria da Agricultura traça planos e lança mão de programas de emergência para combater a doença por meio da erradicação das plantas doentes e também das sãs em áreas contaminadas. O combate já começou pela fiscalização intensa do transporte de mudas clandestinas. Apesar da aparente tranquilidade dos produtores, as autoridades sanitárias advertem que todo cuidado é pouco. Afinal, cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça.
Reflexão sobre o Natal de Cristo e não o do Papai Noel
O verdadeiro Natal, o de Jesus Cristo, não tem apelo comercial , não tem gingle bell , não tem ro, ro, ro. Minha reflexão neste 25 de dezembro , faço a partir da pregação de um dos grandes teólogos brasileiro, chamado Frei Beto :
“Jesus não morreu nem de hepatite e nem de desastre de camelo na esquina. Ele foi preso, torturado, julgado por dois poderes políticos e condenado à pena de morte dos romanos ,que era a cruz. E na cabeça de Jesus o projeto politico que ele chamava de o Reino de Deus, era um projeto politico civilizatório para este mundo. Eu não entendo um cristão que não é progressista, que não pensa na partilha. Jesus era um galileu radical que não aceitava que o seguisse quem não estivesse do lado dos pobres. A religião incute na cabeça das pessoas que a vontade do padre e do pastor é a vontade de Deus. O mundo Dele era o mundo da partilha. Há que se entender portanto que a salvação não está na fé, está no amor, está no que você faz por seu semelhante e não no que você professa”.
No Conselho de Ética
A jurista curitibana Caroline Proner foi nomeada por Lula para compor a Comissão de Ética da Presidência da República. Ela é doutora em Direitos Humanos e professora de Direito. Atuou como advogada na defesa do jornalista Glenn Greenwald, então editor-chefe do The Intercept Brasil. Lembrando que foi este portal de notícias que publicou os diálogos de Moro com os procuradores da Lava Jato, capturados por um hacker e que acabou revelando o conluio de juiz e promotores da “República de Curitiba “, principalmente para condenar Luís Inácio Lula da Silva. Caroline é mulher de Chico Buarque de Holanda.
Moro e o caso Marielle
Segundo o jornalista Chico Sá, a grande obra do Sérgio Moro como ministro da Justiça foi pressionar o porteiro do Vivendas da Barra, condomínio fechado onde Bolsonaro morava até ser eleito presidente da república e onde ainda é dono da casa 58. Após a entrada da Polícia Federal no caso, determinada pelo ministro da Justiça Sérgio Moro, o porteiro mudou os dois depoimentos anteriores prestados à Polícia Civil do Rio sobre a circunstância da entrada de Élcio Queiroz no residencial para pegar o também miliciano Ronie Lessa no dia do assassinato da vareadora Marielle Franco.
De acordo com o colunista de “O Globo”, Lauro Jardim, o porteiro disse à Polícia Federal, corrigindo dois depoimentos dados anteriormente à Polícia Civil, que se sentiu pressionado por ele próprio pelo “erro” e resolveu inventar a versão sobre a conversa com o “seu Jair” pelo interfone, quando Queiroz chegou para pegar Lessa e dali sair para executar Marielle e o motorista Anderson Gomes.
Ainda governador do Rio, Wilson Witzel acusou o então presidente Jair Bolsonaro e o seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, de intervirem para atrapalhar a investigação sobe os mandantes do assassinato da combativa vereadora do PSOL. “Moro acuou o porteiro para que ele mudasse seus dois depoimentos anteriores”, denunciou Witzel.
A boca aberta do Centrão
O governo Lula conseguiu aprovar a reforma tributária, a LDO e a Loa. Mas a que custo? Como diz o portal Metrópole, o Congresso Nacional abriu a boca para engolir parte do orçamento da União. O escárnio tem nome: Centrão. E o Centrão tem um comandante que potencializa a fome de deputados por verbas públicas: Arthur Lira.






