Bolsonaro recebeu ontem o título de cidadão honorário do Paraná, mas em Santa Catarina o mais bolsonarista dos estados , a Assembleia Legislativa recuou na concessão da honraria. Isso porque lá inelegível não pode ser agraciado. Entre os critérios exigidos estão: “elevado espírito público”, “virtudes éticas” e “atuação destacada em benefício da sociedade catarinense”. O novo cidadão honorário do Paraná não se encaixa em nenhum.
Alep vai homenagear o “pacifista”
O título de cidadão honorário do Paraná concedido a Jair Bolsonaro vai ser entregue hoje na Assembleia Legislativa. O autor da proposta é o bolsonarista Ricardo Arruda, representante máximo da extrema-direita no Estado. A entrega está sendo feita agora porque o plano de Bolsonaro é transferir o domicílio eleitoral da mulher Michele para Curitiba, com foco na eleição suplementar para o Senado, ante a iminente cassação de Sérgio Moro. Oportunismo pouco é bobagem.
PS: O blogueiro Zé Beo observa : ” Um sábio do Centro Cívico garante que os políticos que sairão na foto ao lado de Jair Bolsonaro hoje, na Alep, só pensam “naquilo”. O quê? Votos. Isso é política!”
MPF coloca Moro no cadafalso
O Ministério Público Federal deu parecer favorável à cassação do senador Sergio Moro (União-PR). O parecer acaba de ser divulgado e significa , na prática, que o mandato de senador do ex-juiz da Lava Jato está por um fio.
Moro é acusado por caixa dois e abuso de poder econômico nas eleições de 2022. O teto de gasto para a campanha de senador no Paraná é de R$,4,4 milhões. Moro gastou mais de R$ 7 milhões, quase o dobro. “Diante de todo o expendido neste parecer, somente baseado no que consta dos autos, a Procuradoria Regional Eleitoral no Paraná manifesta-se pelo julgamento de procedência parcial dos pedidos formulados nas Ações de Investigação Judicial Eleitoral nº 0604176-51.2022.6.16.0000 e 0604298-64.2022.6.16.0000, a fim de que se reconheça a prática de abuso do poder econômico, com a consequente cassação da chapa eleita para o cargo majoritário de Senador da República e decretação da inelegibilidade dos Srs. Sergio Fernando Moro e Luís Felipe Cunha”, decidiu o MPF
Uma homenagem infeliz
A Assembleia Legislativa entrega amanhã título de cidadão honorário do Paraná ao inelegível. Vergonhoso!
O cagadaço
O Jornal O Globo teve acesso a uma mensagem de WhatsApp do ex-procurador Deltan Dallagnol a um advogado amigo, mostrando-se desesperado com a aprovação de Flávio Dino para o STF. Eu, ehim!
Enquanto isso, Sérgio Moro é tido por bolsonaristas como suspeito de ter votado em Dino. E para evitar retaliação promete não revelar o voto que deu na sabatina.
Votaram por mais imposto
Os deputados estaduais por Maringá, Do Carmo e Soldado Adriano José votaram a favor do aumento de ICMs proposto pelo governador Ratinho Júnior. Se disputarem as eleições de prefeito ano que vem serão cobrados pelos adversários e criticados nas ruas. Jacovós deu uma de João sem braço e se absteve. A omissão também gera um preço a ser pago por quem busca votos.
O aumento eleva também as taxas sobre energia elétrica, serviços de comunicação, água mineral e bebidas alcoólicas. Curioso observar é que o governador Ratinho Júnior arrocha o consumidor com mais impostos e beneficia grandes empresas com renúncias fiscais que podem chegar a R$ 12 bilhões.
Kassab dá uma rasteira em Jota Erre
O dirigente partidário Gilberto Kassab acaba de anunciar que o PSD está definitivamente na base do presidente Lula no Congresso Nacional. Significa dizer que o sonho de concorrer à sucessão presidencial fica mais distante para o governador do Paraná, Ratinho Jr , que disputa com Tarcísio de Freitas, de São Paulo, o espólio bolsonarista da extrema-direita.
Dino mata a pau e Moro baba
Flávio Dino deu um show de cultura geral (inclusive religiosa) e conhecimento jurídico na sabatina de hoje no Senado. A bancada bolsonarista estava preparada para “jantar” o ministro e acabou trucidada por ele. Magno Malta, que se diz pastor de grande conhecimento teológico, sucumbiu à aula de Bíblia que lhe deu o homem que ele insistiu o tempo todo ser “um comunista juramentado”. Sérgio Moro estava com as garras afiadas para pegar o indicado de Lula ao STF no contrapé. Acabou se rendendo à capacidade argumentativa do ex-colega de magistratura e o abraçou. A foto do abraço repercutiu imediatamente nas redes sociais e deixou Bolsonaro e seus seguidores putos da vida com o ex-juiz da Lava Jato.
Deputada Gleisi, ouça Leandro Fortes
O Paraná pode ser palco de uma guerra encarniçada ente duas mulheres , na eventual disputa da vaga de Sergio Moro para o Senado, caso realmente ele venha a ter seu mandato cassado. Jair Bolsonaro está trazendo a esposa Michele para disputar a provável eleição extra , tendo a deputada federal Gleisi Hofmman, do PT, como grande e preferencial adversária. Acho, portanto, que a cúpula do Partido dos Trabalhadores, que tem Gleisi como presidente nacional, deve ouvir com atenção o experiente jornalista político Leandro Fortes.
Fortes acha que Michele Bolsonaro vem com tudo, para confrontar Gleisi nas pautas de costume, terreno em que a ex-primeira dama nada de braçada. Gleisi, portanto, não pode entrar na areia movediça do debate rasteiro que o bolsonarismo deverá propor. Fortes adverte em live na TV Forum, que a extrema direita navega com desenvoltura no campo da estupidez humana, se amalgama na escória da sociedade e se blinda nos púlpitos das igrejas pentecostais, onde a plateia é acrítica.
Caso Gleisi queira mesmo ganhar esse debate, se é que ele existirá de fato, terá que incursionar pelo terreno do Código Penal, explorando os crimes de que a ex-primeira dama era acusada e deixando de lado a questão da infidelidade insinuada pela petista.
Os dois em Curitiba
Lula vem quinta e Bolsonaro sexta . Um vem assinar contratos do programa Itaipu Mais que Energia , que garantirá repasse de verbas para prefeitos e o outro, para receber um título de cidadania que, de certa forma, causa constrangimento ao Paraná. Só lembrando que Bolsonaro articula a mudança da esposa Michele para Curitiba, para que ela concorra à vaga que muitos acreditam que Moro deixará no Senado, devido a uma provável cassação pelo Tribunal Regional Eleitoral.




