É da nossa cultura sepultar o último dia do ano que termina e comemorar efusivamente o primeiro dia do ano que começa. Mas o que muda senão o nosso ânimo, as nossas expectativas, os nossos desejos, os nossos sonhos e aspirações? Muda nada não, tudo isso apenas se renova, como forma de nos refazer dos dissabores vividos , do estourar do champanhe 365 dias atrás ao espocar dos fogos na hora presente . Melhor é ficar com Carlos Drummond, que dizia que 31 de dezembro não é o último dia do tempo e nem 1 de janeiro é o início de uma nova era.
Tudo continua igual, exceto a insistência de nosso instinto em querer virar uma chave que não existe em uma fechadura imaginária. Mas enfim, que assim seja, porque é assim que é. A todos aqueles , que como eu, embarca novamente na canoa da esperança , para navegar pelo rio caudaloso da fé, um próspero ano novo, que 2024 seja realmente um ano de paz e sobretudo, de partilha.

