Não é pequena a pressão por uma CPI da Copel na Assembleia Legislativa do Paraná. A campanha que circula por todos os becos, deixa o governador Ratinho Júnior com a pulga atrás da orelha. A ideia ganhou força depois que se descobriu que o Grupo 3G ,liderado por Leman, Tele e Sucupira, é um dos grandes acionistas da Companhia Paranaense de Energia Elétrica, recém privatizada. Só lembrando que o “Trio Parada Dura” é o mesmo do escandaloso caso das Lojas Americanas.
O veneno do dia
“Sérgio Moro, conheço tudo de você, inclusive o seu preço”
. senador Jorge Kajuru
Concordo em gênero, número e grau
Humberto Henrique, que se destacou como um dos melhores vereadores dos últimos tempos em Maringá, é pré-candidato à Prefeito. Vai sem dúvida qualificar o debate na disputa majoritária, como já começa a demonstrar com sua postura firme contra a indústria dos aditivos em licitações públicas. Tem sido comum as empreiteiras que ganham concorrências para executar grandes obras , não cumprirem prazos de execução e recorrerem aos aditivos para reajustar preços. Nem todos os aditivos são imorais, mas quase todos são lesivos aos cofres públicos, na medida em que acabam se tornando mecanismos poderosos (e legais) do superfaturamento. “Quem ganhou a licitação tem que cumprir , não tem que depois fazer aditivo, que acaba encarecendo a obra”, disse o pré-candidato em entrevista à CBN.
A propósito, lembro que o instituto do aditivo é que propiciou um superfaturamento gigantesco do Contorno Norte de Maringá, orçado inicialmente em R$ 156 milhões e acabou ficando em cerca de R$ 420 milhões ao término da obra. Ainda por cima, é preciso que se diga, uma obra que ficou inconclusa e que precisou de mais dinheiro para a readequação dos chamados “viadutos saci”.
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Os verdadeiros culpados pelo fim melancólico da Lava Jato
É preciso que fique muito bem claro que quem acabou com a Lava Jato não foi Dias Toffoli e sim o próprio Moro e os procuradores, principalmente Deltan Dallagnol. Os dois estavam com a faca e o queijo na mão para por um fim na desenfreada corrupção no Brasil, mas contaminados pelo poder da operação e pela exposição excessiva na mídia cometeram inúmeras ilegalidades. Até chicanas jurídicas fizeram, de acordo com avaliação de notáveis operadores do Direito.
A dupla, que chegou a ser chamada de Batman e Robin às avessas, obteve provas ilegais contra adversários políticos, se é que juiz e promotor devam ter adversários. O papel deles é se ater exclusivamente ao processo legal. Marco Aurélio Mello dizia que para o magistrado processo não pode ter capa. Os processos conduzidos por Moro tinham. E as capas exibiam fotos de Lula, que o então juiz da 13ª. Vara Federal de Curitiba queria por que queria colocar na cadeia. E colocou, deixando claro para todo o país a sua indisfarçável (e descarada) prática de lawfare. Portanto, o naufrágio da Lava Jato se deve única e exclusivamente a ele, Sérgio Moro, e os procuradores, com os quais o juiz que virou estrela fazia conluios.
O governo Lula e a lenda do Chapeuzinho Vermelho
O Ministério do Esporte saiu das mãos da ex-atleta Ana Moser para cair nas mãos do PP. Há quem diga que a troca foi uma espécie de Pix que Lula passou para o Centrão. Natural portanto, que haja uma certa frustração na esquerda light, que em peso fez o L para evitar o crescimento do fascismo no Brasil, que tomaria proporções descomunais num segundo mandado de Bolsonaro. Há quem diga que Lula brinca com fogo ao ignorar os perigos da existência real de uma ala fascista tentando corroer seu governo de dentro pra fora. Claro que o presidente está indo muito bem, pois o PIB vem crescendo, a agenda social avança, o desmatamento da Amazônia despenca e o Brasil virou protagonista no primeiro mundo, onde até o ano passado era tido como pária. Apesar dos bons ventos, todo cuidado é pouco com o lobo mau, que se disfarça de vovó para comer o chapeuzinho vermelho.
Uma lista e muitas expectativas
Tem muita língua preta que circula ali pela boca maldita (esquina da Av. Getúlio Vargas com Rua Santos Dumont) se perguntando: será que na lista dos financiadores dos atos golpistas de 8 de janeiro tem alguém de Maringá? Todo mundo sabe quem daqui bancou caravanas que foram à Brasília e durante semanas, alimentou com dinheiro as manifestações ocorridas em frente ao Tiro de Guerra e na saída para Iguaraçu. No Paraná são seis mandados de busca e apreensão de financiadores que estão sendo cumpridos esta semana. Os investigados da 16ª. fase terão bloqueios de ativos financeiros e bens, para garantir o ressarcimento dos danos causados ao patrimônio da união naquela invasão e quebra-quebra das sedes dos três poderes.
Tá tudo dominado
Não se preocupem, esqueçam qualquer reação dos prefeitos à venda da Copel, porque o governador Ratinho Júnior, pressionado pela Associação dos Municípios do Paraná, prometeu destinar parte do dinheiro auferido na Bolsa de Valores, às prefeituras. O importante é rechear um pouco os cofres dos dos municípios e com dinheiro para a saúde e educação, aplacar até a ira da oposição. O futuro é agora, porque 2024 e 2026 é logo ali.
“Trio Parada Dura”
Você sabia que parte do controle da Eletrobrás, privatizada no governo Bolsonaro, foi parar nas mãos de Jorge Lehmann, Marcelo Teles e Carlos Sucupira, também tidos como novos acionistas da Copel? Quem são esses três senhores? São aqueles personagens do Grupo 3G, que para refrescar nossa memória, formam simplesmente o “Trio Parada Dura”, investigado no escândalo das Americanas. Pois bem, essa turma acaba de vender 15 milhões de ações ordinárias da Copel, que ninguém sabe em que mãos foram parar. Há, claro, uma ligeira suspeita de que tais ações podem ter sido apenas e tão somente objetos de uma estranha manobra contábil.
Noite inesquecível
O 25 de agosto de 2023 foi pra mim uma data inesquecível. Muitos amigos, alguns que eu não via há tempo, compareceram para prestigiar esse modesto escriba. Minha alegria e orgulho, é saber que as pessoas que adquiriram o livro ORELHA DE JEGUE estão lendo e pelo feedback que já tive, consideram a leitura prazerosa. Sou muito grato a todos, amigos e familiares, que estiveram presentes na inesquecível noite de autógrafos.
Guerra de babuínos
Tacla Duran já tirava o sono de Sérgio Moro. Agora, Moro tem o empresário Tony Garcia como sua pulga de cós