A possibilidade de Cida Borghetti chegar à presidência da Caixa Econômica está tão distante quanto o sonho do Coritiba alcançar o G6 do Campeonato Brasileiro. O PP joga duro com Lula para emplacar um de seus membros no banco estatal, mas no partido , que só é progressista no nome, quem tem poderes de Grayskull é Arthur Lira. E Lira não quer botar azeitona na empada de Ricardo Barros. Seu nome para o cargo é Margarete Coelho, ex-Sebrae.
Pobre Argentina
Bolsonaristas vibraram com a vitória de Javie Milei nas eleições primárias da Argentina. Explica-se: Milei é um roqueiro que tenta adotar um visual a lá Bob Dylan, mas Dylan ficaria enfurecido se souber disso, porque o milongueiro portenho é uma versão piorada de Bolsonaro. E considerando que a Argentina de 2023 está muito, mas muito pior do que o Brasil de 2018, dá pra pensarmos num efeito orlof invertido.
Desrespeito a um símbolo da paz
Eduardo Bolsonaro faz um gesto afrontoso ao símbolo internacional de combate à violência e a favor do desarmamento. Note que a peça atrás do troglodita, que se encontra na entrada da ONU, é de um revólver com um nó no cano. Das duas uma: ou o Bananinha quis fazer um insulto ao símbolo da paz ou não entendeu bulhufas do que a escultura significa.
A foto está na coluna do Jamil Chade (UOL)
Pote tanto vai a fonte que um dia volta quebrado…
O jornalista e blogueiro Ricardo Noblat, reconhece que o ex´presidente Jair Bolsonaro é um pródigo. Olha só: “ Conseguiu transformar um Almirante de Esquadra da Marinha em muambeiro e um general do Exército em camelô. O dono da caneta mais cheia de tinta do Brasil foi ele durante os últimos quatro anos. O Exército foi dele, e assim se comportou. Quem mandava no governo era ele – e aos que tinham juízo, só restava perfilar-se, bater continência e obedecer. Porém, não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido (Lucas 12:2). E a Polícia Federal descobriu que Bolsonaro apropriou-se de joias que deveriam se incorporadas ao patrimônio da União. Bolsonaro nega que o tenha feito. Mas sua palavra pouco vale diante do volume de provas, indícios e testemunhos colhidos pela Polícia Federal desde que recuperou a sua autonomia. Quem tanto mentiu na Presidência não merece crédito uma vez fora dela”.
Toma que o filho é teu
O aplicativo instalado pelo governo de São Paulo em celulares de professores e alunos da rede estadual de ensino , sem autorização, está dando o maior rebu. O app “Minha Escola” é considerado uma invasão de privacidade e, por mais que negue o governador Tarcisio de Freitas, é tido como um instrumento usado para espionar os corpos docente e discente das escolas públicas. Autor da façanha: Renato Feder, o secretário de educação que o governador Ratinho Júnior, enviou por empréstimo ao colega bolsonarista. Os professores paulistas já perceberam que Feder é uma espécie de “cavalo de tróia” e por isso quer devolvê-lo ao governo do Paraná.
Fim de linha
O esquema montado para vender as joias que foram dadas como presentes a serem incorporados ao patrimônio da União, mostra definitivamente que o rei está nu. Os próprios aliados acreditam que depois das provas irrefutáveis levantadas pela Polícia Federal, a imagem de homem honesto, de alguém que combateu a corrupção, foi pro vinagre. O ex-presidente está flertando cada vez mais com a Papuda.
Passo seguinte
Diz o filósofo de botequim, Brunzundunga Pereira Peixoto Penteado, que depois de vender a Copel o próximo passo do governador Ratinho Júnior é preparar o processo de privatização das Cataratas do Iguaçu.
O futuro a Deus pertence…
Não nos iludamos: com a Copel nas mãos do capital privado, inclusive internacional, o governo do Estado perde o controle sobre a política tarifária e não se espantem se o preço da energia arder no seu bolso. A privatização, sacramentada esta semana na Bolsa de Valores de São Paulo foi um tiro no pé do governador Ratinho Júnior. O que o futuro reserva aos paranaenses só Deus sabe. Os realistas já vislumbram tarifaços e um mercado aquecido de velas e lamparinas.
Acaba de sair do forno
Acabou de sair do forno e por enquanto estou lambendo a cria. ORELHA DE JEGUE, meu segundo livro, será lançado no próximo dia 25, uma sexta-feira, às 19hs na Sala Joubert Carvalho, no CAC ( antiga Biblioteca Municipal – Av. Getúlio Vargas, esquina com a XV de Novembro).
“…e a ausência dele está doendo em mim”
Mauro Cid, Anderson Torres e agora o ex-diretor geral da PRF, Silvinei Vasques. As três figuras de destaque na trama do golpe que culminou com o 8 de janeiro estão atrás das grades. E a cada nova prisão, surge a pergunta: “E ele?”. Diz um irônico observador da cena política, que o trio engaiolado cantarola todo dia, em coro: “Nessa cela tá faltando ele, e a ausência dele está doendo em mim”.