Trackings internos, do Paládio do Planalto, de empresas e alguns institutos de pesquisas, indicam que Flávio Bolsonaro perdeu entre 4 e 6 pontos após tentar justificar o tarifaço de 25% imposto pelo governo Donald Trump ao Brasil. Se essa queda livre se confirmar nas próximas pesquisas autorizadas pela Justiça Eleitoral a possibilidade de Lula vencer no primeiro turno aumenta muito.
Não? Então tá então
Tanto à boca pequena quanto à boca grande, circula a notícia venérea, como diria Paulino Gogó, de que o governador Ratinho Júnior não aceita não como resposta, quando pergunta a deputados estaduais da base se eles vão apoiar o seu candidato Sandro Alex. O recado tem sido claro: o parlamentar que não vestir a camisa do seu candidato terá dificuldade na liberação de verbas estaduais para os municípios que representa.
Tirem as crianças da sala
Sérgio Moro que prepare o lombo. Vai apanhar muito na campanha pra governador do Paraná, principalmente do Tony Garcia, que sabe de cor e salteado o que o “Marreco de Maringá” fez no outono passado. Moro já começou a levar bordoada até de onde menos se esperava: da própria extrema direita, espectro a que ele pertence. Quem partiu com tudo pra cima senador foi o presidente do Missão e pré-candidato a presidente da república Renan Santos. “Moro é um devasso do ponto de vista moral”, atacou o franco atirador, que não poupa ninguém, de Lula a Flávio Bolsonaro.
Pra não dizer que não falei das flores a extrema-direita paranaense está fechada com Flávio Bolsonaro e com dentes afiados, não para propor nada na campanha, mas para lacrar e xingar os adversários regionais (Gleisi e Requião Filho) e o nacional, Lula da Silva. Plano de governo? Não existe, porque a estratégia é conquistar voto através do xingamento, pois isto cria corte e ribomba nas redes sociais. Algo me diz que esta vai ser a campanha eleitoral de mais baixo nível da história recente do Paraná e do Brasil. É bom que os pais não deixem suas crianças na sala quando começar o horário eleitoral gratuito na TV.

“Mordomo da Casa Branca”
A definição não é de nenhum esquerdista e muito menos de algum portal alternativo de notícias. É do tradicional porta voz da elite paulista, o Estadão de São Paulo. Em um duro editorial, o jornal dos Mesquita critica a postura de vassalo encenada por Flávio Bolsonaro ao forçar a barra para tirar uma fotografia ao lado do presidente Donald Trump. O Estadão destaca que a imagem produzida no encontro relâmpago “ expõe uma postura de “subserviência” de Flávio Bolsonaro em relação a Trump. A fotografia foi usada como instrumento para tentar dar “sobrevida” a uma candidatura considerada fragilizada dentro do próprio campo bolsonarista, especialmente após os desdobramentos envolvendo sua relação com o Daniel Vorcaro”.

Cômico , se não fosse trágico
A narrativa criada por Flávio Bolsonaro para justificar sua insistência pela interferência dos Estados Unidos no sistema de segurança do Brasil, com a classificação do PCC e do CV em organizações terroristas , é motivo de preocupação, por um lado, e por outro, de galhofa. Seria cômico se não fosse trágico um candidato a presidente da república defender a interferência de uma potência estrangeira nos assuntos internos do seu país. E quando ele diz que Lula foi beijar a mão de Trump na Casa Branca, sendo que ele é que foi lá numa missão “baba ovo”, acaba expondo para todo o país o seu nariz de Pinóquio e um cinismo nunca antes visto em um homem público. Sinceramente, não sei se Geppeto se sentiria orgulhoso ou envergonhado da sua criação.

Ela votou pela manutenção do atraso
A deputada federal Rosângela Moro, que votou a favor da manutenção da jornada 6 x 1, tentou justificar seu voto destilando ódio contra o governo do presidente Lula e desconsiderando totalmente ser esta medida benéfica aos trabalhadores e um avanço extraordinário nas relações capital x trabalho. Seria por ódio ideológico ou por incapacidade de compreender a realidade dura de milhões de pessoas que levantam de madrugada de segunda a sábado para ganhar a vida, sem direito ao laser, ao descanso por prazo mais adequado à condição humana ? Como era de se esperar, ela defendeu a PEC da hora trabalhada, uma excrescência proposta pelo senador bolsonarista Rogério Marinho, que acaba de vez com a representação classista e com qualquer segurança jurídica que possa ter o trabalhador brasileiro. Enfim, o discurso da “conja” , ex-primeira dama da República de Curitiba, tem a profundidade de um pires.

Dino amarrou o guiso no pescoço do gato
Finalmente um ato de justiça, contra membros ímprobos da Justiça. O Ministro Flávio Dino amarrou o guiso no pescoço do gato e o pleno da Corte seguiu a proposta de acabar com aposentadoria compulsória de juízes corruptos. De hora em diante, magistrado que delinquir na função, inclusive com venda comprovada de sentença, não serão aposentados compulsoriamente com vencimentos e arte penduricalhos. Ao contrário, serão expulsos da magistratura , sem choro e nem vela.
Por justiça, vamos reconhecer que o primeiro homem público a levantar essa bandeira foi o então deputado federal paranaense Rubens Bueno, em 2012, quando apresentou a PEC 163. Bueno considerava que a aposentadoria compulsória de juízes era uma das maiores distorções do sistema de justiça no Brasil. “A chamada aposentadoria compulsória como punição disciplinar para magistrados, seja de que esfera for, é um crime, uma afronta à moralidade administrativa e ao senso de justiça da nossa sociedade”, dizia sempre, em entrevistas e em discursos na Câmara Federal.

Um show de horrores
Depois da vergonhosa sessão vassalagem nos Estados Unidos, onde beijou a mão do presidente Trump e só faltou se enrolar na bandeira americana, o pré-candidato a presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro , veio ao Paraná nesta sexta-feira. Participou de um comício com o candidato a governador Sérgio Moro, reunindo no Tarumã apenas duas mil pessoas. Os discursos foram um show de horrores. Flávio, como sempre, mostrou-se insuperável na desfaçatez e Moro mostrou em 3 D, sua incapacidade de articular duas frases sem falar de Lula e da corrupção que ele não combateu enquanto ministro da justiça de Bolsonaro. Moro se escalou para bater no Lula e seu pupilo Deltan Dallagnol, para ripar o pau no STF, principalmente em Alexandre de Moraes e Dias Tófoli.

Quando a Justiça tarda, mas não falha
Finalmente um ato de justiça contra membros ímprobos da Justiça. O Ministro Flávio Dino amarrou o guiso no pescoço do gato e o pleno da Corte seguiu a proposta de acabar com aposentadoria compulsória de juízes corruptos e bateu o martelo. De hora em diante, magistrado que delinquir na função, inclusive com venda comprovada de sentenças, não serão aposentados compulsoriamente com vencimentos e até penduricalhos. Ao contrário, serão expulsos, sem choro e nem vela.
Por justiça, vamos reconhecer que o primeiro homem público a levantar essa bandeira foi o então deputado federal paranaense Rubens Bueno, em 2012, quando apresentou a PEC 163. Bueno considerava que a aposentadoria compulsória de juízes era uma das maiores distorções do sistema de justiça no Brasil. “A chamada aposentadoria compulsória como punição disciplinar para magistrados, seja de que esfera for, é um crime, uma afronta à moralidade administrativa e ao senso de justiça da nossa sociedade”, dizia sempre, em entrevistas e em discursos na Câmara Federal. Tudo ficou no discurso e na indignação verdadeira de Rubens, que foi também deputado estadual e prefeito de Campo Mourão. Ficou, mas só até agora, graças à chegada do grande maranhense Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal.

O bagaço da laranja
Flávio Bolsonaro deve estar voltando dos Estados Unidos após ser recebido por 10 minutos pelo Trump , de quem ouviu elogios a Lula e teve que engolir seco. Sexta-feira virá ao Paraná colocar azeitona na empada do pré-candidato a governador Sérgio Moro. Ao mesmo tempo, tentará incrementar as campanhas para o Senado de Deltan Dallagnol e Felipe Barros, o primeiro , inelegível segundo o deputado federal petista Zeca Dirceu. Os três vão em busca do suco bolsonarista, se é que conseguirão extrair alguma coisa do bagaço dessa laranja.