O deputado federal Ênio Verri, de Maringá, deve ocupar a vaga deixada por Guido Mantega no grupo temático de Planejamento, Orçamento e Gestão. Verri já foi Secretário de Planejamento do Paraná, no último governo Requião. Tem experiência e cacife, inclusive, para ser ministro.
Brasil acima de tudo…
Conforme decreto 12.604 do governador Ratinho Júnior o funcionalismo estadual vai poder assistir tranquilamente , sem atropelos, os jogos do Brasil na Copa do Catar. Então fica assim:
Para os jogos das 12h (hora de Brasília), o expediente nas repartições públicas do Paraná vai das 7,30h às 11,30h;
Jogos das 13h – Das 8 às 12h e jogos com início às 16h, expediente das 9,30h às 14,30h .
A devolução
Rs 16,2 milhões é quanto a Prefeitura de Maringá receberá de volta do esquema Paolichi. A devolução foi determinada pela Justiça Federal após leiloados vários bens do ex-secretário de fazenda do município na gestão Jairo Gianoto. Luiz Antônio Paolichi foi assassinado por um jovem que vivia com ele em 2011.

Fina ironia
A vereadora Ana Lúcia Rodrigues em sua rede social : “Aumentou demais a população em situação de rua em Maringá. Principalmente em frente ao Tiro de Guerra.”

Não quer querendo
O colunista Ângelo Salgueiro, do Jornal do Povo, informa que “são muitas as especulações sobre a possibilidade do ex-prefeito Silvio Barros ser candidato a prefeito de Maringá em 2024. Mas ele mesmo diz a todos que o questionam que isso não está nos planos dele, mas finaliza dizendo que tudo dependerá da vontade de Deus”. Sinceridade, porque botar Deus nessa história, se a vontade no caso seria do irmão mais novo, Ricardo Barros?
Moro pode ter tido uma vitória de pirro
Está no TSE, em grau de recurso segundo o jornal Valor Econômico, o processo sobre o domicílio eleitoral de Sérgio Moro, eleito senador. A notícia destaca que “o ministro Raul Araújo é o relator, mas que não há data fixada para o julgamento”, que deve ocorrer antes da diplomação, em 19 de dezembro. Se a manifestação do vice-procurador geral eleitoral, Paulo Gonet, for acatada pelo Tribunal Superior Eleitoral, Moro perde o mandato conquistado nas urnas e haverá nova eleição para Senador no Paraná.
Só lembrando que Moro mudou o seu domicílio eleitoral para S. Paulo com o objetivo de disputar a presidência da república pelo Podemos. Mas o presidente do partido, Luciano Bivar, não o aceitou. Então ele voltou correndo para o Paraná e aqui se filiou ao União Brasil, salvo engano, já fora do prazo. Depois de perder no TRE/Pr recorreu para a terceira instância da Justiça Eleitoral e só após o julgamento do recurso é que se saberá se ele terá ou não, na vida política, vocação pra viúva Porcina, a que foi sem nunca ter sido.
Foi há 133 anos
Em 15 de novembro de 1889 o marechal Deodoro da Fonseca, que era amigo de Dom Pedro II, apeou o rei do poder e se gabou depois, de tê-lo deixado vivo, apenas ordenando que sua majestade se retirasse do país. O golpe que levou o nome de Proclamação da República marca, na visão do saudoso Florestan Fernandes, “o início dos eventos de uma revolução burguesa no Brasil”.
Foi bom ou foi mau? Isso não é o que se coloca em questão. O contexto histórico levou ao ocaso a monarquia parlamentarista, desmanchando de vez os laços de dependência que o Brasil tinha de Portugal e por tabela, da Inglaterra, grande credor dos patrícios que aqui aportaram em 1500.
Foi um momento de muita efervescência no Brasil, que vivia as consequências da Guerra do Paraguai e dos movimentos abolicionistas, com a situação limite da escravatura que o país não suportava mais. Mas, enfim, foi um golpe, que deu o ponta pé inicial para outros golpes, como o de 1937 e o de 1964, este inadequadamente chamado de revolução.
Alto lá, amigos, isso aqui não é um compêndio sobre a história da república, é apenas uma breve digressão, para alimentar minha celebração individual da democracia e sobretudo, do resultado das urnas. Viva a República!
Ratinho põe ensino público do PR no caminho do abismo
O governador Ratinho Júnior já separou no orçamento de 2023 R$ 200 milhões para começar o processo de privatização das escolas estaduais. Em princípio ele quer entregar à iniciativa privada 27 escolas. Mas o projeto vai mais além. Ratinho pretende privatizar também as universidades estaduais. Ou seja, ele quer um estado mínimo, do mínimo , do mínimo. Qualidade da educação? Ora, quem fala em privatizar a escola pública está preocupado com a qualidade do ensino?
A oposição no Paraná é inexpressiva, mas precisa se articular para barrar esta sandice, senão no legislativo estadual pelo menos na esfera jurídica. O Estado não pode se desincumbir da sua responsabilidade pela saúde e pela educação. O que precisa é melhorar a qualidade das duas áreas, com maior número e melhor qualidade dos profissionais, além de melhoria na estrutura educacional.
A APP-Sindicato, entidade que representa 100 mil educadores no Estado tem que se organizar melhor para enfrentar esse debate e dialogar mais com a sociedade, sem parti pri, e sem qualquer bandeira ideológica, porque isso não leva a nada.
A “Estrela de David” como inspiração
Na década de 1930 o nazismo identificava os estabelecimentos comerciais de judeus com uma “Estrela de David” na porta. Era a senha não apenas para o boicote, mas para facilitar o trabalho da Gestapo na captura de comerciantes judeus e familiares, que seriam enviados para os campos de concentração.
Essa estrela aí é a sugestão que muitos bolsonaristas raiz, caso da atriz Regina Duarte, divulgam nas redes sociais, para clarear ainda mais a lista de boicotes que circulam por todo o país, principalmente no Sul. Trata-se de uma tática nazista que a sociedade não pode aceitar, em nome da civilidade.
Rombo de R$ 70 bilhões
Passadas as eleições governadores revelam: a redução do ICMS para viabilizar a queda de preços dos combustíveis no período eleitoral provocou um rombo de R$ 70 bilhões nas finanças dos estados e municípios. Consta que o prejuízo do Paraná foi de R$ 2 bilhões e o de Maringá, especificamente, se aproxima dos R$ 100 milhões. Vale lembrar que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços é um tributo que não vai para os cofres da união, fica nas duas primeiras instâncias do poder. A renúncia que prefeitos e governadores foram obrigados a fazer, impactaram diretamente na saúde e na educação. Municípios grandes e médios como Maringá, que tem a administração plena do SUS, foram os mais prejudicados.





