Acredite se quiser, a extrema direita maringaense adoradora do bezerro de ouro do Bozosatanás está boicotando o Supermercados Bom Dia pois os caixas estão usando camiseta vermelha kkkkkkkkkk
Se assim é que lhe parece…
A mensagem que Fernanda Montenegro passou sobre a entrada do novo ano foi provocação ideológica? Ou não passou de uma jogada de marketing para vender sandálias? Se foi este o caso, a extrema-direita, com sua extremada burrice, ajudou muito. Teve lojista em Santa Catarina que vendeu Havaianas a R$ 1 real, como forma de protesto ao trocadilho pé de chinelo. Só mesmo no Brasil, onde a ignorância semeada por um Olavo de Carvalho cria efeito manada, coisas desse tipo pode acontecer.
O chinelo ideológico
Lá se vão 20 e tantos anos que a Caixa Econômica inovou na propaganda, colocando um ator na fila da poupança. Quando a câmara se aproxima , ele diz a frase que deu margem a muitas interpretações: “Eu poupo na Caixa pra não morrer pé de chinelo”. No pé esquerdo , o sapato e no direito, de meia, um chinelo, justamente havaiana. Não sei qual era a agência mas certamente não é a mesma que agora fala das sandálias famosas, num comercial que tanto ofende a extrema-direita. Fosse outro ator ou atriz, talvez a reação não seria essa, enfurecida. Afinal, Fernanda Torres foi a estrela do filme “Ainda Estou Aqui”, que ganhou um Oscar, o primeiro da história do cinema brasileiro. A associação da imagem dela representando Eunice Paiva, mulher do deputado assassinado pela Ditadura Militar, Rubens Paiva, foi imediata. E não só reacendeu a paranoia anticomunista, como lançou sobre os ares de Brasília uma baita cortina de fumaça, para proteger os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, pilhados em montanhas de dinheiro, quase meio milhão no caso do pastor malafaiento.

Nada de vitimização
O brilhante advogado Pedro Cerrano defende que Jair Bolsonaro tenha tratamento diferenciado na prisão. Porém, não se pode passar pano pra ele, porque seria absurdo imaginar que um ex-presidente que tentou dar um golpe de estado com previsível desfecho sangrento, deva ser tratado como vítima de perseguição política. Não aceitar o resultado das urnas e atentar contra a Constituição é crime. E se é crime, quem o praticou, seja ele quem for, precisa ser investigado, processado e julgado, com amplo direito de defesa como foi o caso de Bolsonaro e todo o núcleo duro do plano macabro gestado antes, durante e depois da posse do eleito.
Quem és tu, Coriolano?
Pego com R$ 430 mil em espécie num saco preto, o líder do PL na Câmara Federal, pastor Sóstenes Cavalcante, bolsonarista da cepa, tenta recolocar as asas de anjo que o fez cair de boca na lama da corrupção.
Ele é um dos mais ácidos críticos do governo Lula e sempre fala como se vestal fosse. Mas de brancura não tem nada, é mais sujo do que pau de galinheiro.

Uma boa surpresa
Moro caiu, Requião Filho subiu nas pesquisas para governador. Tem 29% contra 35% do senador que tinha mais de 40%. Eu duvido que Moro consiga ser candidato. Está em rota de colisão com os lideres da UP (federação que juntou União Brasil e PP) . Além disso está no bico do corvo por conta das lambanças que fez na Lava Jato. O quadro tende a facar cada vez mais favorável ao filho de Roberto Requião, que pelo jeito continua firme, com o gás todo para trabalhar pela candidatura do seu menino, que pode ser uma boa surpresa para o Estado do Paraná ano que vem.
Em tempo: Requião Filho, agora no PDT, fechou um acordo com o PT, que deverá ter o maringaense Ênio Verri para o Senado.

Ainda resta uma esperança
O Senado era a esperança de sepultamento do PL da dosimetria. Mas ontem a casa revisora do nosso sistema bicameral, decepcionou ao aprovar o monstrengo que visa reduzir penas dos condenados pela tentativa de golpe. O mais estranho foi a posição condesendente do PT, que mesmo fechando questão contra, fechou os olhos para o problema e deixou a oposição deitar e rolar. Resta agora o veto do presidente Lula, que pelo jeito será derrubado nas duas casas. E para que esse projeto de lei afrontoso à democracia não vire lei, restará o STF, guardião da nossa Carta Magna.
Nitroglicerina pura
A Polícia Federal encontrou na tal “caixa amarela”, escondida em algum canto da 13ª. Vara Federal de Curitiba, não só a fita da “Festa da Cueca”, mas documentos, relatórios de inteligência e gravações que comprometem seriamente o ex-juiz da Lava Jato. Há provas concretas e irrefutáveis de que Sérgio Moro autorizou e determinou escutas contra autoridades com foro privilegiado, sem autorização dos tribunais superiores. As revelações, de acordo com matéria do portal UOL, confirmam denúncias feitas originalmente pelo ex-deputado Tony Garcia, sentenciado e preso pelo então juiz e que em delação premiada, aceitou servir de espécie de agente secreto do presidente da “República de Curitiba”, para não ir parar em uma masmorra. Enfim, o dossiê que Garcia (ex-genro de Ney Braga) produziu e anexou à denúncia que protocolou no STF, é nitroglicerina pura.
Água no chopp
O ex-senador Álvaro Dias está de novo na cena política do Paraná. Sua volta ao MDB é celebrada por lideres históricos do partido, que sonham com uma das duas vagas do Estado no Senado em 2026. Mas o papel reservado a Dias, vai além disso . O próprio Álvaro, que um dia foi fã do juiz Sérgio Moro, se sentiu traído por ele no Podemos e agora pensa que chegou a hora da vingança. Não que vá disputar com ele, mas que pretende jogar água no chopp do “conjo” ao Palácio Iguaçu, isso não resta dúvida.

Dois bicudos não se beijam, certo?
O senador Sérgio Moro não digeriu a sentença prolatada pelo deputado Ricardo Barros, de que ele, Moro, não será candidato pela UP (federação que une PP e União Brasil) à sucessão estadual. Moro, que continua liderando as pesquisas, bateu o pé e parece disposto a peitar Barros e o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira. Quando foi celebrado o acordo para o surgimento da UP, os dois políticos de resultado, pareciam afinados e dispostos a marchar juntos nas eleições do ano que vem. Mas sabe como é, dois bicudos não se beijam.
