O leitor Marcos, lembra, a propósito da inundação daquela praça do Mercadão, que ali foi construída pelo então chefe do SAOP, Ivaldécio, um calçadão ecológico, que aliás, foi prática comum na gestão petista do Zé Claudio e do João Ivo. Esse tipo de calçada facilitava a absorção da água da chuva pelo solo desimpermeabilizado. Mas nas gestões Silvio Barros II, o modelo de calçamento ecológico foi desmontado. É claro que na área urbana onde o solo é todo coberto por asfalto e cimento , o escoamento da água da chuva fica limitado às galerias, geralmente obstruídas pelo lixo jogado nas bocas de lobo. O resultado é sempre a inundação quando os índices de precipitação pluviométrica são muito elevados.
Olho no lance !!!
Atenção, atenção: informa um atento leitor do blog que em Maringá existem postos vendendo gasolina a R$ 6,19, enquanto outros vendem a R$ 5,49.
Etimologicamente falando
O que é ser progressista? Na definição de mestre Aurélio é ser favorável a transformações políticas, econômicas e sobretudo, sociais. O que essa definição tem a ver com o Partido Progressista? Se você achar uma explicação convincente para tal diatribe, dou-lhe uma cuia de sarapatel , uma porção de baião de dois e como sobremesa, mousse de quixaba.
Dois pesos e duas medidas
O Ministério Público do Paraná quer a suspeição de Eduardo Appio, novo juiz da 13ª. Vara Federal de Curitiba. O magistrado fez críticas à sentença de Sérgio Moro contra Lula e teria, segundo a procuradora Carolina Bonfadini, até feito doação à campanha presidencial de Lula. Conforme notícia do jornal O Globo, a procuradora diz em seu pedido que Appio “não está investido do necessário atributo da imparcialidade, o que inviabiliza a apreciação justa e prolação de decisão equânime pelo magistrado”.
A ser comprovada esta suspeita, está correta a procuradora. Não dá pra dizer o mesmo do MP quando não se atentou lá atrás para a parcialidade do então juiz da 13ª. Vara , quando ele mandou o ex-presidente para a cadeia, tornando-o inelegível em 2018 e depois virando ministro do candidato vencedor.
O preço da incivilidade
O que justificaria um alagamento na região central de Maringá como o regitsrdado na tarde dessa quinta-feira? Talvez nem os 40mm que seria normal chover em um dia e caiu em apenas uma hora. O que aconteceu, por exemplo, no Mercadão, deve servir de alerta para que a Prefeitura faça uma checagem geral das condições das bocas de lobo. Como toda água da chuva que cai no centro escore das galerias pluviais para o Túnel Liner, é bem provável que há muito bueiro obstruído pelo lixo que as pessoas jogam a todo momento nessas válvulas de escape.
Dia desses eu passava por uma avenida do Novo Centro e uma senhora de idade estava retirando de uma boca de lobo uma marmita de isopor e uma garrafa pete. Parei para ajudar e ouvir o desabafo daquela zelosa senhora: “Quem faz um negócio desse é criminoso, você não acha?”. Respondi: “acho, mas o problema da falta de conscientização é uma questão cultural , que pode ser minimizado com campanhas educativas, coisa que não temos visto por aqui”.
Não dá pra tolerar o intolerável
A fala do vereador Sandro Fantinel, de Caxias do Sul, de apoio ao trabalho escravo e de ofensa à Bahia, aos baianos e a todo o povo nordestino, é algo inaceitável. O mínimo que pode acontecer com o escroque é a cassação de seu mandato.
Little Big Man
“Ignorância é um terreno infértil, incapaz de germinar as sementes de que florescem os valores fundamentais da liberdade e da democracia”. A observação, quase em tom de desabafo , foi da presidente do STF Rosa Weber durante solenidade de alusão aos 100 anos da morte de Ruy Barbosa, um dos fundadores da mais alta corte de justiça do país. O busto do brasileiro ilustre foi brutalmente atacado pelos vândalos nos episódios de 8 de janeiro, mas o máximo que eles conseguiram foi produzir um afundamento na testa do Águia de Haia. A parte danificada não será restaurada, porque segundo a ministra, a obra de bronze deve permanecer como está , pois servirá de lembrança de um dos momentos mais tristes da história do Brasil, que não deve ser esquecido. Até porque, tornou-se prova cabal da fortaleza da nossa democracia . Viva o pequeno grande homem (little big man) , símbolo maior da luta pelos direitos humanos, contra o racismo e todo tipo de intolerância.
Divaldo, Divaldo !!!
O médium Divaldo Franco causou um tremendo mal estar na Bahia, sobretudo em Salvador, sua cidade natal, ao explicitar seu apoio aos golpistas do dia 8 de janeiro. Que espírito teria ele incorporado ao sair em defesa de criminosos? Responde o mendigo Batuta, de Itaberaba, que foi o espírito de porco.
A direita é sempre previsível
Homero Marchesi passou dois anos na Câmara Municipal de Maringá liderando o “bloco do eu sozinho”. Não era o fato dele ser de extrema direita o que contava na sua condição de “espalha roda”. Ele fazia questão de estar sempre em confronto com os nobres pares, geralmente por picuinha ou no máximo, com um discurso falso-moralista. Homero se elegeu deputado estadual e se mudou para Curitiba. Não se reelegeu e está de volta a Maringá, trabalhando para se transformar numa espécie de “outsider” nas eleições municipais do ano que vem.
Nessa missão, Homero não está sozinho. Até porque deixou uma substituta à altura no Legislativo Municipal. Cris Lauer, que sempre me faz lembrar Carla Zambelli, age de acordo com uma cartilha que tem no neonazismo a sua grande referência. Não se surpreendam se ela e Marchesi fizerem uma dobradinha em 2024, com apoio incondicional do MBL do Kim Kataguiri. Nada mais previsível.
História pro Kajuru não dormir
O avião levantou voo no Aeroporto Afonso Pena rumo a Brasília. A bordo, dois aliados políticos e hoje, adversários. Um deles está com o coração até aqui de mágoa e o outro, no modo “tô nem aí”. O magoado atende pelo nome de Álvaro Dias, o arrogante recebeu na pia batismal o nome de Sérgio Moro. O primeiro ficou fã do segundo, por conta da sua ação justiceira na Lava Jato e depois foi por este traído. Na aeronave estavam separados por apenas uma fileira. Um percebeu o outro e o outro fez que nem viu o um. O que atende pelo nome de Álvaro Dias não escondia seu desconforto e o batizado de Sérgio, continuou a viagem toda se fazendo de samambaia.
O senador desceu na capital federal, passou perto do ex, que ele derrotou em outubro, e fez de conta que não o conhecia. O silêncio de Álvaro Dias, que defendeu com unhas e dentes a Lava Jato, ao ponto de colocar o juiz Moro num pedestal era ensurdecedor. O de Moro, cortante. Calados os dois estavam, calados e indiferente um ao outro, ambos desceram . Após pegarem as respectivas malas, tomaram direções opostas, deixando em quem os observava à distancia, a certeza de que realmente, dois bicudos não se beijam.
Lendo essa história no blog do Esmael Morais, que procurei enfeitar aqui com uma certa dramaticidade tragicômica, fiquei pensando: o que diria de Moro o senador Jorge Kajuru ?






