Silvio Barros fez um vídeo dizendo-se chocado com o que viu ao sair de casa para ir à Prefeitura. O que ele viu? Lixo espalhado no canteiro central da Avenida Petrônio Portella , por um quarteirão inteiro. A indignação , que sei que é verdadeira, era o mínimo que poderia acontecer com o prefeito de uma cidade como Maringá. Prometeu medidas duras para evitar que coisas como aquelas se repitam. Jogar lixo nas ruas , canteiros centrais e calçadas, é crime. Independente do viés ideológico, o gestor público que se incomoda com isso, externa sua indignação e promete tomar providências, merece elogio. Mais do que desrespeito, o lixo esparramado em vias públicas beira à delinquência. Mas quem é o autor, ou autores, de crime ambiental denunciado pelo prefeito? Silvio prometeu investigar, identificar e punir. Vamos aguardar.
Política à base do delírio
Pesquisa de um tal Instituto Futura, que nem sei de onde é, aponta Ratinho Júnior à frente de Lula para presidente em 2026, inclusive num cenário de segundo turno. Os aspones do governador do Paraná estão nas nuvens e espalhando a “boa nova” como se já estivessem vendo Jota Erre subindo a rampa do Planalto. A esta altura do campeonato, Tarcisio de Freitas, em São Paulo , Romeu Zema, em Minas e Ronaldo Caiado, em Goiás, devem estar fazendo o mesmo e alimentando seus sonhos de verão. Política com p minúsculo é isso.
Eles estão chegando, Dorival
Garrincha, Nilton Santos e Didi estão vindo do além para salvar a Seleção Brasileira de Futebol. Vão demorar um pouco mais, porque precisam passar no aquém para pegar o Pelé.

Lei de murici
No golpe bem-sucedido, a unanimidade é a opinião do chefe da organização criminosa. No golpe falhado, a unanimidade converte-se em solidão no patíbulo. Fugindo da corda, os cúmplices encostaram Bolsonaro na forca
. Josias de Souza (UOL)
PS: A lei de Murici, tida também como “a lei do calado”, estabelece que, quem pariu Mateus que o embale. A lógica é : “Você não sabe de nada , não viu nada e cada um trata do que é seu “.
Eles esperam o “milagre” vindo da Casa Branca
A 1a. Turma do STF deu no primeiro dia do julgamento de Bolsonaro e se entourage um recado claro: viram réus nessa quarta-feira e o destino final do time é a Papuda. O ex-presidente despachou o filho Eduardo Bananinha para os Estados Unidos para de lá conspirar contra a democracia brasileira. E, contando com a ajuda de Trump e Elon Musk , o mito espera se livrar da cadeia. Xandão já disse em alto e bom som: ” O Supremo não vai se intimidar ” .

Cutucou a onça com vara curta
O Raphinha entrou na pira inconsequente do babaca Romário e disse que tinha que dar porrada nos argentinos. Acho que estava com isso na cabeça, não jogou nada e ainda pipocou feio na hora que lhe deram um chega pra lá. Resumo da ópera: a seleção argentina deu um chocolate no time do Dorival Jr.

Coisas da política de resultado
Corre à boca pequena e à boca grande também, a informação de que o relacionamento entre os irmãos Barros e o deputado Delegado Jacovós não anda lá essas coisas. Motivo: Silvio e Ricardo não estariam dando ao parlamentar, marido da vice-prefita Sandra, os cargos prometidos durante a campanha eleitoral. Claro que em público está tudo bem, mas o corneteiro mor da Boca Maldita de Maringá jura por todos os juros que não está.
Vem aí um campeão de audiência
A TV Justiça transmite hoje a sessão de julgamento, pela primeira turma do STF, do processo que pode transformar Jair Bolsonaro em réu, pela tentativa de golpe de estado por meio de ataque violento às instituições. Com certeza, deve dar mais audiência do que a transmissão do jogo Argentina x Brasil, pelas eliminatórias .
Com a Câmara nas mãos
O prefeito Silvio Barros fez cabelo, barba e bigode na eleição da mesa executiva da Câmara Municipal, onde tem uma folgada maioria. Praticamente não terá oposição nos próximos quatro anos. Que eu me lembre, não teve um prefeito, nem ele Silvio nos seus mandatos anteriores, margem tão folgada de votos no poder legislativo.
Tudo como antes no Quartel de Abrantes
O presidente Lula vai ser elogiado e ao mesmo tempo, apanhar muito durante a tramitação do projeto de isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais por mês. A isenção beneficia principalmente a classe trabalhadora, assalariados que de maneira incompreensível, acabam no fim das contas, pagando mais imposto do que qualquer potentado que ganha acima de 600 mil reais por ano.
Vai ter ranger de dentes no andar de cima e os deputados e senadores que votarão o projeto ficarão mordendo e assoprando, tanto embaixo, quanto no meio e no topo da pirâmide social. A propósito, tem uma um interessante artigo do Elio Gaspari na Folha de São Paulo sobre o comportamento da elite política brasileira no século 19 no tocante a escravidão e o que vai acontecer agora com o projeto da isenção do IR , na classe social equivalente a dos escravocratas.
Gaspari relata que certa feita um curioso pediu ajuda ao historiador Manolo Florentino , para achar uma declaração de um político ilustre em defesa da escravidão nos anos 70 do século 19. O historiador respondeu:
— Você não vai achar. Naqueles anos, ninguém mais defendia a escravidão. Todo mundo era a favor, desde que… Desde isso, desde aquilo, para retardar a libertação dos escravos.
Gaspari arremata: “No século 21, todo mundo é a favor da isenção do andar de baixo. A porca torce o rabo quando se discute a taxação do andar de cima. Nada há de novo sob o céu de anil”.