O governador Ratinho Júnior, que se coloca na cena política nacional como aspirante à presidência da república , vai sair por aí com o editorial da edição de hoje da Folha de São Paulo embaixo do braço. Certamente usará o texto como peça de campanha, já que a Folha defende a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica. Falou em desestatização, Jota Erre, exulta. Se depender de políticos como Ratinho, Zema, Tarcísio de Freitas e o próprio Bolsonaro, até o Sol, a Lua e o vento seriam entregues ao capital privado.
É, poderia não ser, mas continua sendo
Carlos Alberto de Paula Júnior foi impugnado por uma juíza de primeira instância, mas na segunda foi declarado “apto, indeferido em prazo recursal ou com recurso”. Entendeu? Nem eu, mas o fato concreto é que De Paula continua no páreo, tentando voltar para mais um mandato como prefeito de Sarandi. Ele pode concorrer, tem tudo para vencer, mas corre o risco, ainda que remoto, de ganhar e não levar. Mas pergunte ao De Paula se ele está perdendo o sono com isso? Um amigo, que o conhece bem ironiza: “Dorme feito uma pedra”.
Há 70 anos ele saia da vida para entrar na história
Getúlio Dorneles Vargas, líder máximo da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha, governou o Brasil por 15 anos, período em que promoveu grandes avanços sociais, ao mesmo tempo em que comandou uma ditadura e flertou com o fascismo. Na II Guerra titubeou na hora de aderir às forças aliadas para derrotar o eixo do mal. Exatamente no dia 24 de agosto de 1954, acuado pela direita lacerdista, ele saiu da vida para entrar na história, com um tiro de revólver calibre 32 no próprio peito.
Entre os legados de Vargas para os trabalhadores, destaque para a CLT, acusada de ter inspiração fascista, mas cujo valor inestimável para o desenvolvimento social do país, ninguém desconhece. Em 1998, quando encabeçou a chapa com Brizola para disputar a presidência da república na terceira eleição pós-ditadura militar, Lula foi a São Borja com o velho Briza e lá, sobre o túmulo de Vargas, selaram a eterna aliança: “Enquanto vivermos, lutaremos juntos por um país mais justo e inclusivo”. Quatro anos depois Lula se elegeria presidente do Brasil.
Temas cruciais
Quais serão os temas centrais do debate político em Maringá nesta campanha? Eu acho que dois temas predominarão: segurança e mobilidade urbana. O candidato do PT, pelo seu histórico e pelo histórico do partido, agregará, com destaque, agendas sociais, como políticas públicas de acolhimento da população de rua e construção de habitações populares. A educação e a saúde vão bem, obrigado.
O jogo só acaba quando termina…
Análise de um experiente politico maringaense sobre a sondagem da Paraná Pesquisa para prefeito de Maringá: “O instituto ouviu 700 eleitores e aponta que metade não quis se manifestar. Então Silvio Barros tem 50 e tantos da metade, ou seja, de 350 pessoas. Sendo assim qual o grau de confiabilidade dessa pesquisa?”. Com toda sinceridade, dotô, pra mim é zero.
Silvio, claro, é o candidato mais forte, mas seu irmão Ricardo moverá céus e terras para ganhar no primeiro turno. Todo mundo sabe que RB age no estilo bom cabrito, mas apesar de não berrar, nos bastidores ele bate abaixo da linha de cintura. E a campanha terá muito dinheiro. Por mais que o teto em Maringá fique aí na casa dos R$ 2 milhões, a grana que o PP tem do fundo partidário não é pouca. E quem tem a chave do cofre, todos sabem, é justamente ele. Seja como for, os adversários, principalmente Humberto Henrique e Sacbora, não devem desanimar, porque já dizia Neném Prancha: o jogo é jogado. E só acaba quando termina.
Uma boa ideia
O ex-governador e ex-senador Roberto Requião, que também já foi prefeito de Curitiba, está de novo no embate eleitoral e já percorre a capital com seu famoso Jeep 51. “Esse é meu carro de campanha. Vocês vão me ver pela cidade toda, pelos bairros, e vão me identificar, porque este Jeep é praticamente único em Curitiba”, disse o polêmico político paranaense, octogenário, mas cheio de gás.
Um perigo que vem da paulicéia
A campanha eleitoral em São Paulo, capital, chegou a um nível tal, que os principais candidatos (Boulos, Ricardo Nunes, Datena e Tabata Amaral) estão se recusando a participar de debates. Tudo porque o kamikaze Pablo Marçal , que por incrível que pareça sobe nas pesquisas, tem como estratégia a baixaria. Ele não debate, só ataca, xinga e difama. Seu perfil criminoso exibido pelos adversários é ignorado pela justiça eleitoral e pelo próprio eleitor, tornando mais tóxico o ambiente da disputa eleitoral na maior cidade do país. O cara já foi condenado por roubo a banco em Goiás, tem uma vida pregressa de esgoto, e mesmo assim pontua como a grande novidade da disputa. Isso é triste, é preocupante.
A ascensão de Marçal projeta um futuro sombrio para a política brasileira, que passou por momentos traumáticos no governo Bolsonaro e no logo depois das eleições de 2022, cujo ápice foi a invasão das sedes dos três poderes em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023. Tudo bem que a nossa democracia resistiu aos ataques , mas é bom as instituições tomarem as tentativas de golpe como exemplos a serem combatidos. O bolsonarismo está vivíssimo, com promessa de entrar de novo em erupção ante uma eventual vitória de Donald Trump nos Estados Unidos. E tudo piora com a adição do pablomarçalzismo, que se tiver sucesso na disputa eleitoral da paulicéia , coloca nosso país definitivamente na mira do nazifascismo emergente. Estamos pois, diante de uma crônica, a crônica da tragédia anunciada.
A classe média e seus valores distorcidos
É claro, muito claro, cristalino, mas a classe média não se apercebeu ainda, que o estado de bem-estar social é um grande empecilho para o avanço do neoliberalismo, e por conseguinte, do aprofundamento da concentração de renda no país, que também lhe afeta. Como a classe média vive no aperto mas com hábitos e costumes que se aproximam mais do rico do que do pobre, fica fácil entender porque o grosso da população vive assustada com o fantasma do comunismo que, vamos combinar, só existe no discurso da ultradireita. E na esteira dessa sandice que beira o ridículo , está o preconceito ideológico. Não chego a definições extremadas como a filósofa Marilena Chauí, mas devo concordar que a classe média “é uma abominação cognitiva, porque ela é ignorante”.
Não importa quem é o presidente da república, se Chico, Mané ou Astrogildo. Importa é o compromisso social que historicamente ele tem. O simples fato de defender políticas compensatórias coloca o presidente da república na linha de tiro da elite, como já colocou em passado não muito distante. Vide casos de Getúlio Vargas e João Goulart e mais recentemente, de Dilma e do próprio Lula, tirado das eleições de 2018 por um juiz que depois virou ministro do presidente que ele ajudou a eleger. Diante de coisas como essa como age a classe média? Age arremessando seus bumerangues, que vão e voltam, atingindo-lhe a própria cara.
Lira, o chantagista
O Centrão, liderado por Arthur Lira, chantageia o governo Lula para forçá-lo a liberar as tais emendas Pix, que destinam bilhões de reais para deputados repassarem às suas bases eleitorais. São emendas secretas, que fazem circular dinheiro público por baixo do pano, longe de qualquer mecanismo constitucional de investigação. Para quais parlamentares a dinheirama é distribuída ninguém fica sabendo. Muito menos se sabe sobre a destinação das verbas, oriundas do orçamento geral da União
Guerra ao feminicídio
O Ministério da Mulher deflagrou uma campanha nacional contra o feminicídio. E encontrou no futebol o melhor espaço para promover a campanha. No clássico Botafogo x Flamengo, o time da estrela solitária posou no gramado do Estádio Nilton Santos com esta faixa gigante.





