O PT perdeu uma de suas referências éticas e Maringá perdeu uma qualificada candidata a vereadora. A professora Vilma Garcia, ex-presidente da APP Sindicato, faleceu ontem, vítima de um câncer que tinha descoberto há apenas um mês. Como primeira suplente do Partido dos Trabalhadores, ela chegou a assumir a vereança, ocupando temporariamente a cadeira de Mário Verri, que se licenciou para tentar chegar à Assembleia Legislativa do Paraná nas eleições de 2022.
De cara nova
Zé Dirceu fez, em artigo à Folha , uma análise interessante sobre o comportamento da mídia e da Faria Lima com relação a seu alinhamento com a extrema-direita. No caso da mídia tradicional, sobretudo do eixo Rio-São Paulo, há um certo desconforto com Bolsonaro mas não com a nova cara do bolsonarismo, representado pelo governador Tarcísio de Freitas.
Muro da vergonha
Circula a notícia de que Israel acena com uma proposta de paz mas prepara a construção de um muro no chamado Corredor Filadélfia, bem na fronteira de Gaza e o Egito. O carniceiro Netanyahu quer piorar ainda mais a vida dos palestinos, tirando deles a única saída que tem quando são encurralados pelo exército israelense.
A quem interessa desqualificar Moraes?
O respeitado jurista gaúcho Lenio Streck disse que os ataques ao ministro Alexandre Moraes foi orquestrado, para enfraquecê-lo e beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Alexandre Moraes não inventou fatos. Alexandre Moraes mandou investigar os fatos. Ele podia mandar investigar porque a lei permite”, afirmou Streck ao destacar que “ o poder de polícia do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é amplo e está previsto na Constituição”. As críticas de Streck foram direcionadas principalmente à Folha de São Paulo e ao jornalista Glenn Geenwald, que por não serem do direito e por não conhecerem o direito, “correm o risco de terem feito uma micagem e dar uma barriga”. Só lembrando que barriga no jornalismo é o erro primário e grosseiro cometido na elaboração de uma notícia.
O reino da baixaria
Pablo Marçal é a prova viva de que a extrema-direita só sobrevive porque tem muita gente, mas muita gente mesmo, que se diverte (e se converte) com o culto à baixaria. É paradoxal, triste e preocupante, a maneira como o discurso de ódio, embalado pelo baixo nível, encanta com tanta facilidade uma parte significativa da sociedade brasileira.
Viva o Gralha Azul !
Saiu um curta metragem sobre o Grupo Gralha Azul, referência da música regional e sem nenhum favor, um dos melhores do gênero no Estado. É de Paranavaí e gravou ao longo dos anos canções maravilhosas com letras que são verdadeiros hinos de louvor à bravura dos pioneiros que encararam a fronteira agrícola do Norte-Noroeste do Paraná. O Gralha, que teve em Paulo Cesar seu grande compositor, esteve duas vezes no Som Brasil da Rede Globo, na primeira apresentada pelo Rolando Boldrin e na segunda, já pelo Lima Duarte.
O poeta Paulo Cesar, líder do grupo, morreu afogado em uma pescaria no Rio Paraná, que ele retratou tanto em suas canções. Mas o Gralha Azul continuou com muita qualidade musical. Salvo engano, da formação original resta apenas o talentoso Dorival Torrente, que além de cantor é ator. Tenho o primeiro LP do Gralha, que furei de tanto ouvir. Mas existe muita coisa boa do grupo no Youtube.
Pode isso, Arnaldo?
Pesquisa mostra que o PL de Jair Bolsonaro avança sobre os evangélicos, cooptando fiéis de várias denominações. O que me espanta é como os “irmãos em Cristo”, que tanta fé professam, se aliam a propagadores de discursos de ódio e que à luz da Bíblia Sagrada podem ser considerados verdadeiros ímpios.
Aspirações desmedidas pelo poder
O começo da campanha eleitoral para prefeito marca também o pontapé inicial para aspirantes a cargos majoritários em 2026. No Paraná, Ricardo Barro se alia a Sérgio Moro, que sonha com o Palácio Iguaçu. Ou seja, o “Marreco de Maringá” e o “Leitão Vesgo”, concorrerão respectivamente, ao governo do Estado e ao Senado da República. Enquanto isso, o atual governador Ratinho Júnior vai à rua pedir votos para seus candidatos e prefeito, de olho no Palácio do Planalto. Só vai ficar faltando combinar com o eleitor.
Se eu falasse com Deus perguntaria:
Porque existem uns felizes e outros que sofrem tanto
Nascidos do mesmo jeito, criados no mesmo canto
Quem foi temperar o choro e acabou salgando o pranto ?
. Leandro Gomes de Barros – poeta popular
Xandão merece loas e não impeachment
Falem o que falar do Alexandre Moraes o fato concreto é que, na condição de presidente do TSE, ele salvou o Brasil de um golpe de estado. Basta ver a desmontagem que ele fez de um esquema diabólico contra o deslocamento de eleitores pelas rodovias do Nordeste, executado pela Polícia Rodoviária Federa,l sob coordenação e comando do chefe da instituição, que acabou preso.
Impedir o eleitor de ir de sua cidade para a outra onde ele manteve o domicílio eleitoral, faria toda a diferença a favor de Bolsonaro, já que o grosso do eleitorado nordestino votaria, como votou, em Lula. Um contingente muito grande de eleitores lulistas ficou por várias horas retidos em pontos de bloqueio das rodovias federais, sendo liberados no frigir dos ovos, graças a ação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Na Bahia, por exemplo, havia mais de uma centena de bloqueios que foram denunciados pelo senador Oto Alencar, quando ele saiu de Salvador para votar em uma cidade próxima e teve seu carro parado pela PRF. Imediatamente o senador ligou para o presidente do TSE e horas depois os bloqueios começaram a virar pó. Por essa e por outras é que a democracia brasileira, que saiu fortalecida das frustradas tentativas de golpe, deve muito ao Xandão.



